JUSTIÇA ELEITORAL

TRE determina remoção de publicações contra Pivetta e aponta propaganda eleitoral antecipada negativa

Liminar estabelece prazo de 24 horas para exclusão dos vídeos publicados por Antero Paes de Barros e prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou, em decisão liminar proferida nesta terça-feira (14), que o ex-senador e jornalista Antero Paes de Barros remova de suas redes sociais três publicações consideradas propaganda eleitoral antecipada negativa contra o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado, em representação ajuizada pelo Partido Republicanos. Segundo a ação, as postagens atribuíam ao governador a tentativa de impedir a tramitação de um projeto de lei relacionado ao combate à violência doméstica.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que o conteúdo divulgado apresentava informações descontextualizadas e possuía potencial para comprometer a honra e a imagem de Pivetta em um cenário pré-eleitoral.

Na decisão, o juiz destacou que não foram encontrados indícios de que o governador tenha atuado para impedir a apresentação ou a tramitação do projeto de lei mencionado, concluindo que a acusação divulgada nas redes sociais poderia induzir o público a uma interpretação equivocada dos fatos.

O magistrado também ressaltou que o tema tratado nas publicações envolve uma pauta de elevada relevância social, o que amplia o potencial de impacto negativo sobre a imagem do agente público quando informações são divulgadas sem o devido contexto.

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A liminar determina que as postagens sejam retiradas do ar no prazo de 24 horas. Caso a ordem judicial não seja cumprida, o juiz autorizou que a própria plataforma suspenda o conteúdo e fixou multa diária de R$ 5 mil ao responsável pelas publicações.

A decisão tem caráter liminar e o mérito da ação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Ação coordenada de auditoria verificará iniciativas jurisdicionais na área do meio ambiente

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria de Auditoria Interna (Caudi), iniciou mais uma etapa da ação coordenada de auditoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que avalia como os tribunais brasileiros estão implementando a Política Nacional do Poder Judiciário para o Clima e Meio Ambiente. As atividades foram apresentadas pela equipe da Caudi ao presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, durante reunião na manhã desta quarta-feira (15).
Eduardo Campo
s, coordenador de Auditoria Interna do TJMT, explica que a auditoria do CNJ ocorre anualmente, cada ano com um tema diferente, com apoio operacional das equipes de auditoria dos tribunais.
“É uma ação toda formatada pelo CNJ e nós só executamos. Nós já iniciamos, nos meses de maio e junho, um trabalho interno de planejamento e de organização. A execução efetiva, com a coleta de dados, nós estamos iniciando agora no mês de julho e encerraremos no mês de setembro. Então, nós viemos comunicar essa fase de execução para o presidente e solicitar o apoio dele, que é muito importante”, afirma Campos.
A partir dessa apresentação à Presidência do Tribunal, questionários serão direcionados aos magistrados com atuação na área ambiental, bem como a diversos setores do Tribunal, como a própria Presidência, a Corregedoria-Geral da Justiça, o Grupo do Meio Ambiente, a Secretaria Geral, a Escola da Magistratura, a Escola dos Servidores, entre outros.
As respostas dos questionários, juntamente com as respectivas evidências, resultarão em um relatório, que será encaminhado ao CNJ. “Posteriormente, no final do mês de setembro, nós encaminharemos para o CNJ, que, com todas as informações de todos os tribunais, fará o relatório final de toda a coleta das informações para nortear as suas políticas públicas em relação ao meio ambiente”, explica o coordenador de Auditoria Interna do TJMT.
Dentre os focos do levantamento, estão iniciativas relativas à governança, apoio técnico, gestão, recursos e cooperação em torno da implementação da Política Nacional do Poder Judiciário para o Clima e Meio Ambiente.
Durante a reunião, o presidente José Zuquim manifestou total apoio à ação coordenada de auditoria, determinando que todos os magistrados e demais interessados tenham um prazo para fornecimento das informações. ‘’Quando se fala em meio ambiente, estamos falando de algo muito abrangente. É garantir a vida, o desenvolvimento de forma sustentável. É garantir, na verdade, a qualidade de vida. Isso que a Auditoria Interna está fazendo é uma sementinha de capacitação dos magistrados, vai servir de capacitação da jurisdição, futuramente. E isso tem todo o meu apoio’’, assegurou.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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