MATO GROSSO
Polícia Civil, Crefito-9 e Vigilância Sanitária flagram falso terapeuta ocupacional que atende crianças em Cuiabá
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
FERROVIA DE MT: UMA CONQUISTA CONSTRUÍDA A MUITAS MÃOS
Obra iniciada em 2022 é resultado de um trabalho iniciado há 50 anos envolvendo parlamentares, poder público, iniciativa privada e produtores; projeto prevê mais de 700 quilômetros de trilhos até Lucas do Rio Verde
A inauguração do primeiro trecho da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo neste sábado (19/06), representa um dos mais importantes marcos da infraestrutura de Mato Grosso nas últimas décadas.
Mais do que uma obra de governo, trata-se da concretização de um projeto construído a muitas mãos, fruto da atuação conjunta de lideranças políticas, de órgãos públicos, de técnicos, iniciativa privada e de milhares de trabalhadores que contribuíram para transformar uma ideia histórica em realidade.
As obras foram iniciadas oficialmente em novembro de 2022, na região do Terminal Ferroviário de Rondonópolis, sob responsabilidade da Rumo Logística. O projeto prevê mais de 700 quilômetros de extensão ferroviária, ligando Rondonópolis a Cuiabá e, posteriormente, a Lucas do Rio Verde, criando um novo corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola mato-grossense em direção aos principais portos do país.
Entre a idealização da ferrovia, concepção do projeto, a construção do ambiente regulatório, a obtenção de licenças, a mobilização de investimentos e a entrega do primeiro trecho transcorreram exatos 50 anos de planejamento e articulação. Por isso, “não há como atribuir a realização da ferrovia a uma única gestão ou autoridade”.
Embora o Governo de Mato Grosso tenha desempenhado papel relevante na criação do ambiente institucional que permitiu o avanço do empreendimento, “não pode ignorar quem assumiu os riscos e realizou os investimentos necessários para sua execução”.
A construção da ferrovia é resultado de bilhões de reais aportados pela Rumo Logística, empresa responsável por tirar o projeto do papel e transformá-lo em realidade, especialmente na mobilização dos recursos, a engenharia e a implantação dos trilhos.
Também é necessário reconhecer o trabalho de lideranças políticas que, ao longo dos anos, contribuíram para fortalecer a agenda logística de Mato Grosso.
No Senado Federal, o senador Wellington Fagundes atuou em diversas frentes relacionadas à infraestrutura e ao desenvolvimento dos corredores de exportação do estado, incluindo articulações para acelerar licenciamentos e defender investimentos estruturantes.
Da mesma forma, o senador Jaime Campos participou de debates importantes para a consolidação do ambiente regulatório e da segurança jurídica necessária à atração de investimentos privados em infraestrutura.
Grandes obras não possuem um único autor. Elas são resultado da soma de esforços de quem acredita no desenvolvimento do estado.
Qualquer narrativa que tente atribuir exclusividade no protagonismo da obra, desconsidera a contribuição dos demais responsáveis. Com proximidade das eleições será facilmente identificado com oportunismo político.
A ferrovia é uma conquista de Mato Grosso. Uma conquista da iniciativa privada que acreditou no projeto, dos parlamentares que defenderam sua viabilidade lá em Brasília, dos trabalhadores que construíram cada quilômetro de trilho e dos produtores que há décadas aguardavam uma alternativa logística mais eficiente para escoar a produção.
Mais importante do que disputar a paternidade da obra é garantir que as próximas etapas avancem. Quando concluída, a Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo deverá conectar Rondonópolis, Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, consolidando um dos maiores corredores logísticos do Brasil, reduzindo custos de transporte, ampliando a competitividade do agronegócio e fortalecendo o desenvolvimento econômico de Mato Grosso pelas próximas gerações.
Mato Grosso está pronto pra isso!
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