MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Júri condena réu por morte após briga familiar em 1991

O Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga (380 km de Cuiabá) condenou um homem pelo homicídio qualificado de Bento Ribeiro Duarte, crime ocorrido em junho de 1991, na zona rural do município. O julgamento foi realizado após mais de três décadas de tramitação processual e resultou no reconhecimento, pelos jurados, da autoria e materialidade do delito, bem como das duas qualificadoras imputadas pelo Ministério Público: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.De acordo com a denúncia, o crime aconteceu na manhã de 14 de junho de 1991, na Fazenda Canaxuê. Na ocasião, o réu, Antônio Aparecido Alves, efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima, atingindo-a fatalmente. As investigações apontaram que o homicídio ocorreu após um desentendimento doméstico envolvendo o acusado e sua esposa, que havia buscado abrigo na casa da vítima na noite anterior.A promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar Pacheco foi quem atuou no Tribunal do Júri, sustentando a acusação em plenário e defendendo a condenação do réu conforme os termos da denúncia.Nos autos, ficou evidenciado que Bento Ribeiro Duarte não tinha envolvimento direto no conflito conjugal, sendo morto após intervir na situação. Testemunhos indicam que a vítima acolheu a mulher do réu e chegou a aconselhar o casal, o que teria desagradado o agressor. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu que o crime foi praticado por motivo fútil, decorrente de ciúmes e desentendimento trivial, além de ter sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o réu agiu de forma repentina, surpreendendo-a com disparos de arma de fogo. Com base na decisão soberana dos jurados, o juiz-presidente Tiago Gonçalves dos Santos condenou o acusado a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A pena foi fixada considerando as circunstâncias judiciais e a gravidade concreta do crime, sobretudo as consequências para a família da vítima, que ficou desamparada após o homicídio.Apesar da condenação, o réu, atualmente com 66 anos, poderá recorrer em liberdade, visto que juízo afastou a execução provisória da pena, deixando de determinar o início imediato do cumprimento da condenação. O Ministério Público, no entanto, irá recorrer dessa decisão especificamente quanto à possibilidade de o acusado aguardar o julgamento dos recursos em liberdade, para que seja reconhecida a necessidade de execução imediata da pena imposta pelo Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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A Rede de Proteção do Projeto Luz alcança 280 trabalhadores em maio

A rede de proteção da criança e adolescente de Nova Mutum promoveu, ao longo do mês de maio – em alusão à campanha nacional do 18 de Maio, de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes -, um ciclo de palestras voltado à sensibilização e orientação de trabalhadores de empresas de grande porte do município. Ao todo, foram realizados sete encontros, que alcançaram 282 colaboradores.As ações ocorreram em importantes empresas da região, como o Grupo Saito — com atividades no Saito Supermercado e no Supermercado Araras —, além da Del Moro & Del Moro Ltda e da BRF S/A, reforçando a parceria entre o setor produtivo e a rede de proteção no enfrentamento às violações de direitos.As palestras foram conduzidas por profissionais que integram a rede, com atuação multidisciplinar, sendo eles: Ana Carolina R. Alves Fernandes Fleury de Oliveira, Moacir Agulho Junior, Samyra Miqueloti El Saheli, Raquel Becker Nunes, Eliete Amorim Silva, Gabriel Santos do Amaral, Luma Rosa Claudomiro, Lurdes Costa Marques, Mariany Gomes Brandolff e Janaina Santos de Souza.A iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento dos trabalhadores sobre temas relevantes abordados pelo Projeto Luz, promovendo conscientização, prevenção e fortalecimento dos canais de proteção.O Ministério Público destaca a importância da aproximação com o setor empresarial como estratégia fundamental para a disseminação de informação qualificada e para o engajamento coletivo na proteção de direitos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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