GUERRA NA PRÉ-CAMPANHA
Mauro chama Wellington de “cara de pau”, “mentiroso” e “desonesto” e sugere comando político do DNIT em gestões do PT – veja o video
Governador reage após declarações do senador sobre obras em rodovias e afirma que grupo político de Wellington controlava estrutura federal responsável pelas estradas em Mato Grosso
O embate entre o governador Mauro Mendes e o senador Wellington Fagundes ganhou novos capítulos e elevou de vez a temperatura da disputa política em Mato Grosso visando as eleições de 2026.
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (26), Mauro Mendes partiu para o ataque contra Wellington e chamou o senador de “cara de pau”, “mentiroso” e “desonesto”, ao rebater críticas relacionadas às obras e investimentos em rodovias no Estado.
A declaração ocorre após Wellington tentar associar ações em estradas federais a articulações políticas de seu grupo. Irritado, Mauro reagiu afirmando que durante anos o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) esteve sob influência política ligada ao senador, especialmente durante os governos do PT em Brasília.
Sem citar diretamente cargos ocupados por aliados, Mauro insinuou que Wellington tinha protagonismo político dentro da estrutura federal responsável pelas obras rodoviárias em Mato Grosso, principalmente em períodos anteriores ao atual governo estadual.
“O senhor vem agora falar de rodovia? Quem comandava o DNIT na época?”, disparou Mauro no vídeo divulgado nas redes sociais.
Nos bastidores políticos, o confronto é interpretado como mais um sinal da antecipação da disputa eleitoral de 2026. Wellington Fagundes é apontado como pré-candidato ao Governo do Estado, enquanto Mauro Mendes trabalha para fortalecer o grupo político governista em torno da sucessão estadual.
A troca de acusações entre os dois líderes deve acirrar ainda mais a polarização entre os grupos políticos ligados ao União Brasil e ao PL em Mato Grosso, especialmente em meio às articulações envolvendo nomes como Otaviano Pivetta, Max Russi e outras lideranças estaduais.
Veja o video
POLÍTICA MT
“A pesca esportiva já deu certo. Agora é hora de fazer a pesca profissional dar certo”, diz Wilson Santos
Os efeitos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, têm provocado diferentes impactos em Mato Grosso ao longo dos quase três anos de vigência da norma. De um lado, o fortalecimento da pesca esportiva e amadora contribuiu para o aumento estimado entre 30% e 40% dos estoques pesqueiros, além de impulsionar o turismo e movimentar a economia de diversos municípios. De outro, milhares de pescadores profissionais enfrentam dificuldades financeiras em razão das restrições impostas pela legislação.
O tema foi amplamente debatido durante audiência pública realizada na última sexta-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com a participação de pescadores, especialistas, autoridades políticas, empresários, representantes do turismo e membros da sociedade civil organizada. Para o deputado estadual Wilson Santos (PSD), é preciso reconhecer os avanços alcançados pela pesca esportiva, mas também construir mecanismos que garantam oportunidades e dignidade às famílias que dependem da pesca profissional para sobreviver.
O encontro resultou em importantes encaminhamentos anunciados pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entre eles a reabertura do programa Repesca para novos cadastramentos de pescadores e a criação de um grupo de trabalho composto por deputados estaduais e representantes das secretarias de Estado, que terá prazo de até 15 dias para apresentar propostas de aperfeiçoamento da legislação.
Durante a audiência, Wilson Santos destacou que a Lei do Transporte Zero completará três anos de vigência no próximo dia 20 de julho e que este é o momento adequado para avaliar seus resultados. “Para muitos, ela passou rapidamente. Para outros, ela arrasta um drama de miserabilidade, de sofrimento, de dor e até de óbitos de alguns pescadores no estado de Mato Grosso. Conforme o lado que você esteja, ela provocou dores ou provocou alegrias. Quero aqui dizer que o estado mato-grossense quase nunca construiu políticas públicas para beneficiar o pescador profissional”, afirmou.
Ao resgatar sua trajetória de quatro décadas na vida pública, o parlamentar disse não se recordar de políticas governamentais voltadas especificamente para a proteção dos trabalhadores da pesca. “Que lei protege o pescador profissional? Qual política pública foi criada para beneficiar esses trabalhadores que enfrentam chuva, frio, sol, rios e tantos riscos para sustentar suas famílias? Eles sempre passaram como se fossem invisíveis aos olhos das autoridades”, questionou Wilson, que também preside o Observatório da Pesca da Assembleia Legislativa.
O deputado ressaltou que sua defesa dos pescadores profissionais não representa oposição à pesca esportiva. Segundo ele, os dois segmentos podem coexistir e contribuir para o desenvolvimento econômico do estado. “A pesca esportiva pode crescer até 100% e não há problema nenhum. O pescador profissional não é inimigo do pescador esportivo. Nesses últimos dois anos, os pescadores profissionais permaneceram respeitando a legislação e assistindo ao crescimento da pesca esportiva sem qualquer conflito. Não houve registro de enfrentamentos ou agressões. O que eles querem é apenas o direito de trabalhar”, pontuou.
Wilson Santos também destacou o impacto econômico causado pela proibição da atividade para milhares de trabalhadores. “Eles chegavam a ganhar cerca de R$ 10 mil por mês, com o direito legal de capturar até 125 quilos de pescado por semana. De uma hora para outra perderam essa renda. Não se proibiu médicos, engenheiros, jornalistas ou militares de exercerem suas profissões. Mas surgiu uma lei que impede um trabalhador de exercer sua atividade por cinco anos. Isso é lamentável”, criticou.
O parlamentar acredita que o grupo de trabalho criado após a audiência pública poderá construir alternativas equilibradas, capazes de conciliar a preservação ambiental, o crescimento da pesca esportiva e a recuperação da renda das comunidades ribeirinhas. “A pesca esportiva já encontrou o seu caminho e alcançou resultados importantes para Mato Grosso. Agora precisamos fazer a pesca profissional dar certo também. O desafio é encontrar um equilíbrio que preserve nossos rios, fortaleça o turismo e garanta dignidade às famílias que vivem da pesca há gerações. É isso que esperamos construir nos próximos dias”, concluiu o deputado.
Fonte: ALMT – MT
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