AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula entrega 35 máquinas agrícolas para municípios baianos

Durante agenda em Jequié, neste sábado (23), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, entregou 35 máquinas agrícolas por meio do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq).

Os equipamentos foram adquiridos com recursos provenientes de emendas parlamentares, totalizando investimento de R$ 13,4 milhões, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura rural, apoiar o escoamento da produção agrícola e ampliar o suporte aos municípios baianos.

Durante a agenda, André de Paula destacou a importância da parceria entre o Governo Federal e o Congresso Nacional para viabilizar investimentos destinados ao fortalecimento da agropecuária.

“Essas máquinas são fruto da sensibilidade do governo do presidente Lula, mas também do empenho, do trabalho e do prestígio político da bancada federal da Bahia. Muitas dessas entregas estão acontecendo graças ao trabalho dos deputados aqui presentes”, afirmou o ministro.

André de Paula também ressaltou o impacto dos equipamentos para os municípios e produtores rurais da região. “Esses equipamentos vão apoiar os prefeitos, contribuir para a recuperação das estradas vicinais e melhorar o escoamento da produção agrícola. Estamos em Jequié, em nome do presidente Lula, realizando entregas que ajudam a mudar para melhor a vida dos agricultores”.

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Foram entregues 15 retroescavadeiras aos municípios de Andorinha, Boa Nova, Caturama, Conde, Itagi, Itagibá, Itiruçu, Jitaúna, Macarani, Maiquinique, Maracás, Matina, Pindaí e Wenceslau Guimarães, além de uma unidade destinada à empresa pública estadual Bahia Pesca.

Para a manutenção de vias e apoio ao escoamento da produção agrícola, sete motoniveladoras foram destinadas aos municípios de Bom Jesus da Serra, Ibicuí, Jaguaquara, Maragogipe, Mirante, Uauá e Una.

A entrega contemplou ainda 13 caminhões basculantes. Desses, 12 veículos de médio porte (6m³) foram destinados aos municípios de Barra do Choça, Camamu, Banzaê, Buerarema, Buritirama, Iguaí, Lagoa Real, Poções, Santa Cruz Cabrália, Santa Rita de Cássia, Planaltino e Ubaitaba. Já o município de Ipiaú recebeu um caminhão basculante de grande porte (12m³).

Os equipamentos integram as ações do Promaq voltadas à modernização da infraestrutura rural, ao fortalecimento da produção agropecuária e à melhoria das condições de trabalho no campo.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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