AGRONEGÓCIO

Ministro André de Paula participa de visita à fábrica de fertilizantes na Bahia após retomada das operações

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa às 13h desta quinta-feira (14) de visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari (BA), que retomou suas operações em janeiro de 2026.

Com investimento de R$ 100 milhões, a unidade possui capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, volume equivalente a aproximadamente 5% da demanda nacional. A retomada das atividades também possibilita a geração de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.

Os fertilizantes são insumos essenciais para a manutenção e ampliação da produtividade agrícola brasileira, contribuindo diretamente para a segurança alimentar. A fábrica havia sido hibernada pela Petrobras em 2019, durante o processo de desinvestimentos da companhia, e voltou a operar no contexto da reativação das plantas de fertilizantes nitrogenados no país.

SERVIÇO

Visita à fábrica de fertilizantes da Bahia após retomada das operações

Data: quinta-feira, 14 de maio de 2026

Horário: 13h

Local: Fafen-BA

CREDENCIAMENTO

Os profissionais de imprensa com credenciamento aprovado deverão retirar as credenciais no local do evento, entre 11h30 e 12h30.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Estado amplia produção de grãos em 61% e consolida nova força do agro

Tradicionalmente reconhecida pela força na produção de café, leite, frutas e hortaliças, Minas Gerais vive uma transformação silenciosa no campo e avança também como potência nacional na produção de grãos. Em dez anos, o estado elevou sua produção de soja, milho, feijão e sorgo de 11,8 milhões para 18,9 milhões de toneladas, crescimento de 61% que colocou Minas na sexta posição entre os maiores produtores do país.

Os dados fazem parte de estudo da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e mostram uma mudança importante no perfil do agro mineiro, historicamente mais associado à cafeicultura e à pecuária leiteira.

O avanço foi puxado principalmente pela expansão da soja e pelo crescimento do milho segunda safra, a chamada safrinha, movimento que aumentou a produtividade das áreas agrícolas sem necessidade proporcional de abertura de novas fronteiras de cultivo.

A produção de soja praticamente dobrou na última década, passando de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas, consolidando o grão como o segundo principal item da pauta exportadora mineira, atrás apenas do café.

Segundo o secretário estadual de Agricultura, Thales Fernandes, a intensificação tecnológica nas lavouras foi decisiva para o avanço da produção. “Muitos produtores passaram a trabalhar com duas safras na mesma área, utilizando soja no verão e milho na segunda safra. Isso trouxe ganho de eficiência e aumento significativo da produção estadual”, afirmou.

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O crescimento também reflete a expansão da agricultura de precisão, o avanço da irrigação e o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, hoje entre os principais polos de grãos do estado.

As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que trabalha no desenvolvimento de variedades mais resistentes ao clima e com maior produtividade.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, Minas deverá colher na safra 2025/26 cerca de 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e quase 500 mil toneladas de feijão.

Apesar do avanço, o cenário para a próxima safra ainda inspira cautela. O setor monitora os impactos climáticos do avanço do El Niño, além das incertezas provocadas pelos juros elevados e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem afetar os custos dos fertilizantes importados pelo Brasil.

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“A questão climática preocupa muito. Existe risco de atraso nas chuvas e o mercado acompanha também os impactos logísticos da guerra na região do Estreito de Ormuz, importante rota mundial para fertilizantes”, disse Thales Fernandes.

Mesmo diante das incertezas, Minas Gerais segue ampliando seu protagonismo no agronegócio nacional. Além da expansão nos grãos, o estado lidera a produção brasileira de café, leite, alho, batata e equinos, além de ocupar posições de destaque em culturas como cana-de-açúcar, feijão, banana, tomate, cebola e tilápia.

A diversificação produtiva transformou Minas em um dos estados mais equilibrados do agro brasileiro, combinando tradição em culturas históricas com avanço acelerado em segmentos ligados à segurança alimentar e às exportações de commodities agrícolas.

Fonte: Pensar Agro

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