AGRONEGÓCIO

Mapa fiscaliza porcos-espinhos importados da França para o Zoológico de São Paulo

Quatro porcos-espinho africanos desembarcaram no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), e foram fiscalizados pela equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A entrada de animais vivos no país depende de autorização prévia e certificação veterinária emitida no país de origem, como forma de proteger a produção agropecuária brasileira contra a entrada de doenças.

A operação ocorreu no dia 31 de março. Os animais, duas fêmeas e dois machos, vieram de um zoológico da França, acondicionados individualmente em caixas apropriadas, com destino ao Zoológico de São Paulo.

As caixas foram preparadas para garantir condições adequadas de bem-estar durante o transporte, conforme normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Durante a fiscalização, a equipe do Mapa realizou a identificação dos animais por meio de microchips, avaliou o estado de saúde e conferiu a documentação sanitária emitida pelo governo francês.

A verificação assegura, entre outros pontos, que os animais permaneceram em isolamento por, no mínimo, 30 dias antes do embarque e foram submetidos a tratamento contra parasitas. A leitura dos microchips também garante a correspondência entre os animais embarcados e os efetivamente recebidos no país, reduzindo riscos de troca ou erro durante o transporte.

Leia Também:  Produção de cana cresce, mas entidade projeta prejuízos de R$ 1 bilhão para o setor

Segundo o auditor fiscal federal agropecuário Luiz Carlos Teixeira de Souza Junior, que acompanhou a operação, o manejo dos animais ocorreu de forma tranquila, mesmo se tratando de uma espécie que pode causar acidentes. O resultado foi possível graças à integração entre a equipe do Vigiagro e os técnicos do Zoológico de São Paulo, que passam a ser responsáveis pelos animais.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Mapa apoia redefinição do Matopiba com inclusão integral do Cerrado piauiense

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Gripe aviária: Peru, Jordânia e Hong Kong retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA