NACIONAL
Ações do MEC fortalecem a inclusão de estudantes autistas
O Ministério da Educação (MEC) celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo nesta quinta-feira, 2 de abril. Entre os destaques da atuação da pasta para inclusão desses estudantes consta o aumento do número de matrículas da educação especial, que chegou a 2,5 milhões em 2025, sendo 1,2 milhão (45,5%) referente a estudantes autistas.
As ações voltadas a esse público, atualmente realizadas dentro da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei), contemplam avanços no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e na formação continuada de profissionais da educação. Houve, ainda, investimentos no fortalecimento das infraestruturas das escolas por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Salas de Recursos Multifuncionais.
Nesse contexto, a expansão das matrículas da educação especial foi impulsionada, sobretudo, pelo aumento da inclusão em classes comuns, que concentram 93,5% das matrículas. Na rede pública, esse percentual é ainda mais elevado, alcançando 98,1%.
Especificamente no caso dos estudantes autistas, as matrículas passaram de 246,7 mil, em 2020, para 1,2 milhão em 2025, um aumento superior a 400% no período. Apenas entre 2024 e 2025, houve acréscimo de 379,7 mil matrículas, o que corresponde a um crescimento de aproximadamente 41,3% em um único ano.
Pneei – A Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, instituída pelo Decreto nº 12.686/2025, representa um importante marco normativo voltado à eliminação de barreiras no acesso, na permanência, na aprendizagem e na participação dos estudantes da educação especial em todas as etapas e modalidades da educação básica.
Entre os principais avanços da Pneei para os estudantes com transtornos do espectro autista está a identificação das demandas educacionais dos estudantes para o planejamento do Atendimento Educacional Especializado (AEE) por meio de estudo de caso; a disponibilização de profissional de apoio escolar; e a qualificação dos profissionais.
A Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei), estrutura de governança voltada à coordenação e ao fortalecimento do regime de colaboração entre os entes federados, também representa um grande avanço. A rede é organizada em eixos estratégicos e composta por centros de referência em formação, articuladores intersetoriais, observatório da educação especial inclusiva e núcleos de apoio técnico.
Formação – Entre 2023 e 2025, foram registradas 114 mil matrículas de profissionais da educação em cursos de formação continuada, ofertados pela Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (Renafor). O número é duas vezes superior ao total registrado entre 2014 e 2022.
O investimento foi de R$ 83,6 milhões, aplicados em 230 cursos voltados à formação de professores da educação básica. Desse total, 6,8 mil matrículas correspondem a cursos com foco específico no Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo 2 mil em 2023, 1,6 mil em 2024 e 3,1 mil em 2025. A oferta formativa foi realizada em parceria com 11 instituições federais de ensino superior, garantindo capilaridade e alcance nacional.
Entre as ações formativas, destaca-se ainda o Parfor Equidade, sob a gestão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que passou a ofertar formação inicial em licenciaturas específicas em educação especial inclusiva.
AEE – O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço complementar à escolarização, voltado à organização de recursos e estratégias pedagógicas que favoreçam a eliminação de barreiras à aprendizagem. Entre 2021 e 2025, o percentual de estudantes incluídos em classes comuns com acesso ao AEE passou de 39,7% para 45,8%, representando crescimento de aproximadamente 15%.
PDDE – Para fortalecer a infraestrutura necessária ao AEE, o MEC institucionalizou e ampliou o financiamento direto às escolas por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) – Salas de Recursos Multifuncionais. Desde 2023, foram investidos mais de R$ 640 milhões, alcançando 28 mil escolas públicas, o que representa um aumento de 50% na rede de atendimento em apenas dois anos.
Com foco no ganho qualitativo para a eliminação de barreiras, também foi promovido o reajuste do valor repassado por unidade escolar, de R$ 20 mil para R$ 30 mil, conforme a Resolução CD/FNDE/MEC nº 17/2024, garantindo maior capacidade de aquisição de tecnologias assistivas, equipamentos e materiais pedagógicos acessíveis.
Financiamento – No financiamento da educação básica, os destaques contemplam a elevação do fator de ponderação da educação especial no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para 1,4 em 2025. Considerando a dinâmica de dupla matrícula (classe comum e AEE), o valor anual por estudante pode alcançar fator 2,8, ampliando o aporte de recursos às redes de ensino, para a consolidação de um sistema educacional inclusivo em âmbito local.
Tecnologia assistiva – Adicionalmente, a lista de itens financiáveis foi atualizada para contemplar recursos específicos voltados a estudantes com TEA, especialmente aqueles com maiores necessidades de suporte. O MEC também realizou processo de adesão direcionado a escolas com matrícula de estudantes autistas, com o objetivo de induzir a ampliação qualificada da oferta do AEE. Essa adequação técnica foi elaborada em articulação direta com as redes de ensino, refletindo as necessidades reais das escolas.
Mais iniciativas – Os destaques do MEC abrangem, ainda, o lançamento, em maio de 2024, da Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo e a favor da Educação Inclusiva, com participação de pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo, representando todas as regiões do país; a realização, em setembro de 2024, do Seminário Internacional Autismo e Educação Inclusiva, voltado ao intercâmbio de experiências, à pesquisas e práticas pedagógicas; e a implementação do Programa Piloto de Atenção Precoce na Infância (ProAPI), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com atuação intersetorial nas áreas de educação, saúde e assistência social.
Compromisso – Com esse conjunto de ações, o Ministério da Educação reafirma o compromisso com a promoção da educação inclusiva e a garantia do direito à educação para todas as pessoas, em observação à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. A pasta da educação destaca a importância de continuar avançando na implementação de políticas públicas que assegurem o pleno acesso à educação, o combate ao capacitismo e a construção de uma sociedade mais inclusiva e equitativa para todos.
Data – O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o propósito de ampliar o conhecimento sobre o transtorno do espectro autista, promover a inclusão e combater o estigma e a discriminação. No Brasil, a data foi oficialmente reconhecida pela Lei nº 13.652/2018, reforçando a importância de ações voltadas à conscientização da sociedade, ao enfrentamento do capacitismo e à garantia de direitos das pessoas autistas e de suas famílias.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Fies amplia oportunidade para bolsistas parciais do Prouni
Os estudantes pré-selecionados para bolsas parciais de 50% do Programa Universidade para Todos (Prouni), bem como aqueles que já são beneficiários desta modalidade, podem complementar o pagamento das mensalidades por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para isso, devem concorrer a vagas do mesmo curso e turno em que possuem a bolsa, possibilitando o financiamento da parcela não coberta pelo benefício. Os interessados em acumular os dois programas podem se inscrever no processo seletivo do Fies até as 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira (17), pelo Portal Acesso Único ao Ensino Superior.
O processo seletivo do Fies para o segundo semestre oferta 75,5 mil vagas disponibilizadas em 1.274 instituições. Ao todo, 28.741 cursos e turnos possuem vagas disponíveis para o financiamento do governo federal.
Para conseguir utilizar os benefícios desses dois programas do Ministério da Educação (MEC) é preciso garantir a aprovação no Prouni com bolsa parcial e se inscrever no Fies para o mesmo curso, universidade, campus e turno no qual estuda ou estudará com a bolsa do Prouni.
Prouni – Os candidatos que não foram pré-selecionados na primeira chamada do Prouni para o segundo semestre de 2026 ainda têm a oportunidade de concorrer tanto a uma bolsa do programa quanto a uma vaga no ensino superior por meio do Fies. Embora o resultado da primeira chamada do Prouni tenha sido divulgado na quarta-feira (15), os participantes que não foram contemplados nesta etapa ainda podem ser selecionados na segunda chamada ou por meio da lista de espera. Paralelamente, também podem disputar uma vaga de financiamento estudantil ao se inscrever no processo seletivo do Fies até sexta-feira (17).
A segunda chamada do Prouni será divulgada no dia 5 de agosto, com o período para comprovação de informações da inscrição de 5 a 14 de agosto, direto na instituição de ensino para a qual o candidato tenha sido pré-selecionado. Outra oportunidade de conquistar a bolsa do Prouni é a lista de espera, para a qual o período para manifestar interesse em participar é de 26 a 27 de agosto. A divulgação da lista será no dia 1° de setembro, e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deve ser feita entre 1° e 14 de setembro.
Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre os valores das mensalidades.
Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.
Os pré-selecionados para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies Social como no Fies, deverão comprovar sua condição por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).
Confira o cronograma completo do Fies para o segundo semestre de 2026:
Inscrições: 14 a 17 de julho
Resultado: 30 de julho
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro
Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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