AGRONEGÓCIO

Mapa inaugura galeria de ex-secretários executivos

Com o objetivo de homenagear e relembrar o legado de cada secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi realizado nesta quinta-feira (19), a inauguração da galeria de ex-secretários, na sede da Pasta, em Brasília-DF.

O espaço destaca a trajetória e as contribuições dos ex-secretários-executivos para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.

Na ocasião, o secretário-executivo, Irajá Lacerda, destacou que a galeria simboliza a entrega de cada gestão na colaboração e crescimento da agropecuária brasileira. “Isso demonstra o legado de uma sequência de continuidade de políticas públicas, onde foram superados os desafios e por isso que o nosso agro é referência não só para o Brasil, mas para o mundo inteiro”, disse.

O ex-secretário, Eumar Novacki, ressaltou que a homenagem evidencia o comprometimento de trabalho com o Mapa e com o Brasil. E a ex-secretária adjunta, Mara Papini, evidenciou que a galeria retrata toda a história da Secretaria Executiva da Pasta.

Na oportunidade, foram entregues certificados de homenagem e honra para cada representante e ocorreu o descerramento da placa que representou o reconhecimento institucional dos ex-secretários para o fortalecimento do agronegócio brasileiro.

Formam a galeria:

Márcio Fortes de Almeida – 22/06/1999 a 01/01/2003
José Amauri Dimarzio – 02/01/2003 a 24/07/2003
Luis Carlos Guedes Pinto – 24/07/2003 a 03/07/2006
José Gerardo Fontelles – 03/07/2006 a 29/03/2007
Silas Brasileiro – 29/03/2007 a 10/10/2007
José Gerardo Fontelles – 10/10/2007 a 31/03/2010 (2ª vez)
Milton de Ornelas – 01/04/2010 a 16/08/2011
José Gerardo Fontelles – 16/08/2011 a 18/03/2013 (3ª vez)
José Gerardo Fontelles – 18/03/2013 a 17/03/2014 (4ª vez)
José Gerardo Fontelles – 17/03/2014 a 01/01/2015 (5ª vez)
Maria Emilia Jaber – 01/01/2015 a 12/05/2016
Eumar Novacki – 13/05/2016 a 01/01/2019
Marcos Montes – 01/01/2019 a 31/03/2022
Márcio Eli Almeida – 31/03/2022 a 01/01/2023
Irajá Lacerda – 01/01/2023 até o momento (em exercício)

Informação à imprensa
[email protected]

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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