AGRONEGÓCIO
Mapa realiza visita no Amazonas para avaliação de procedimentos de certificação de exportação de grãos
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, entre os dias 9 e 12 de fevereiro, uma visita técnica no estado do Amazonas com o objetivo de avaliar e alinhar os procedimentos que embasam as certificações para a exportação de grãos.
Participaram da ação o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC), o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV) e o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), todos da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA).
As equipes acompanharam as atividades de embarque de grãos para exportação nos terminais do Rio Amazonas sob controle do Mapa, considerando a complexidade logística da região, que demanda atenção contínua, integração entre os atores envolvidos e aprimoramento permanente dos procedimentos.
A programação também teve como finalidade operacionalizar os novos comandos legais estabelecidos no Regulamento da Fiscalização de Produtos de Origem Vegetal (Rispov) e nas normas de certificação fitossanitária internacional, com vistas ao fortalecimento da eficiência operacional e à manutenção do papel estratégico do Brasil no mercado global de grãos. A atuação tem como objetivo assegurar segurança, qualidade e confiabilidade, em conformidade com os padrões exigidos pelos mercados internacionais.
O que é o Rispov?
O Regulamento da Fiscalização de Produtos de Origem Vegetal (Rispov), instituído pelo Decreto nº 12.709/2025, dispõe sobre a fiscalização de alimentos e bebidas, modernizando e unificando as regras aplicáveis aos produtos de origem vegetal no Brasil.
O regulamento estabelece diretrizes para a fiscalização de produtos de origem vegetal, organizando e consolidando os procedimentos de controle sob responsabilidade do Mapa.
As normas aplicáveis às operações de exportação e importação estão previstas na Seção VII – Da exportação e da importação do Decreto nº 12.709/2025, que define que o controle dessas operações será realizado em conformidade com o Decreto e com atos normativos complementares do Ministério, sem prejuízo das competências da autoridade aduaneira e dos demais órgãos e entidades intervenientes.
Entre os dispositivos legais, destaca-se o Artigo 161, que atribui aos terminais alfandegados a responsabilidade de disponibilizar estrutura adequada e condições necessárias para a realização da fiscalização e do controle de produtos de origem vegetal nas operações de importação e exportação.
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AGRONEGÓCIO
Zarc do milho é atualizado com nova classificação de solos e séries climáticas
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As portarias com os novos zoneamentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10).
A atualização contempla revisão da classificação dos solos por capacidade de água disponível e atualização das séries históricas do clima. As alterações refletem, sobretudo, a crescente variabilidade climática e o aumento da frequência de ocorrência de eventos extremos nos últimos anos, como secas e excesso de chuvas.
Para o cálculo do risco são utilizadas séries de 30 anos de dados meteorológicos, incluindo temperaturas máxima, mínima e média, precipitação e evapotranspiração de referência. Também são considerados parâmetros relacionados à cultura e às características dos solos.
Classes de águas disponíveis
O estudo passa a utilizar seis classes de água disponível no solo, que variam de AD1 (baixa retenção) a AD6 (alta retenção de água), substituindo a classificação anteriormente baseada em três grupos de solos.
Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção. A capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura.
Base climática
A atualização também incorpora novos dados meteorológicos às séries históricas utilizadas nos estudos, incluindo informações de chuva e temperatura provenientes de um número ampliado de estações meteorológicas.
As informações são utilizadas na definição das épocas de semeadura com menor risco climático para a cultura, considerando as condições observadas nas diferentes regiões produtoras do país.
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