NACIONAL

Fies 2026: saiba como se inscrever para o primeiro semestre

O Ministério da Educação (MEC) está com inscrições abertas para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao primeiro semestre de 2026, com a oferta de 67.301 vagas em 1.421 instituições de ensino superior, para 19.834 cursos e turnos. No momento da inscrição, o candidato poderá selecionar até três opções de curso, indicando a ordem de preferência entre elas. 

Ao todo, o MEC ofertará 112.168 vagas no Fies em 2026. As demais vagas do ano e aquelas eventualmente não ocupadas na edição do primeiro semestre serão ofertadas na próxima edição, no segundo semestre.   

As inscrições são gratuitas e deverão ser realizadas até o dia 6 de fevereiro, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para se inscrever, é necessário entrar com o login único do Governo do Brasil (Gov.BR), inserindo o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha. Quem ainda não tem login pode criá-lo na plataforma Gov.BR.  

O sistema identifica, automaticamente, os estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) com renda familiar média por pessoa da família de até meio salário mínimo. Para eles, além das vagas do Fies, aparecem as vagas reservadas no Fies Social.   

Confira o passo a passo para realizar a inscrição:   

O candidato deve acessar a página do Fies no Portal Acesso Único e clicar no botão “Inscreva-se”. tela 1 1.pngEm seguida, o usuário é direcionado para a página do Fies Seleção, em que deve clicar no botão “Entrar com gov.br”. Tela 2 1.jpeg

 Na tela seguinte, o candidato deve fazer login com sua conta Gov.BR. Tela 3 1.jpegNa próxima tela, o candidato precisa preencher os campos com os dados pessoais. Após colocar todas as informações, basta clicar em “Gravar e avançar”. Tela 4 1.jpeg

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A próxima etapa refere-se à autodeclaração do perfil étnico-racial do candidato para concorrer às vagas reservadas a pessoas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência. Também é necessário informar a escolaridade e declarar estar ciente dos dados fornecidos.  Tela 5.jpg

Feito isso, o próximo passo é escolher os três cursos desejados. Nessa etapa, o candidato seleciona o estado, o município, o curso pretendido e a instituição de ensino. É possível repetir essa ação mais duas vezes, elencando a ordem de prioridade entre as opções escolhidas.  Tela 6 2.jpeg

No passo seguinte, basta preencher os campos com os dados financeiros do candidato e de cada membro da sua família.Tela 7.jpg

Feito isso, é preciso revisar todas as informações preenchidas. Caso alguma informação não esteja correta, basta voltar para corrigir e, obrigatoriamente, concluir a inscrição acionando o botão “Concluir a inscrição”, sob pena de não ter a participação garantida no processo seletivo.  

Concluída a inscrição, é importante que o candidato salve o comprovante com a chave de segurança. Ele poderá, ainda, acompanhar sua colocação e a nota de corte parcial na(s) modalidade(s) de concorrência das opções de cursos selecionadas. É possível alterar os cursos escolhidos até o prazo final das inscrições — 23h59 do dia 6 de fevereiro. 

Confira o cronograma completo do Fies:

Cronograma Fies_1.2026 1.webp
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Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no CadÚnico em situação de ativos. No caso de pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social, a contratação do financiamento é integral, cobrindo até 100% dos encargos educacionais.  

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Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.   

No caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência, independentemente de terem se inscrito para as vagas do Fies Social ou para as demais vagas do Fies, os candidatos deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).     

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC que foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e que aderirem ao programa.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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Decreto cria o Sistema Nacional de Trilhas para fortalecer o ecoturismo, gerar emprego e promover o desenvolvimento regional

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinaram nesta quarta-feira (10) o decreto que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). A medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em uma política pública permanente, fortalecendo o turismo de natureza como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

O decreto foi assinado em meio a um conjunto de medidas para fortalecer a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável no Brasil, anunciadas durante cerimônia no Palácio do Planalto. As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos, ampliam o reconhecimento aos serviços ambientais prestados por pessoas que protegem a natureza e impulsionam investimentos para a promoção da transformação ecológica no país.

A instituição oficial do Sintrilhas consolida uma malha que já reúne 22 trilhas oficialmente reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, presença em 18 estados, 184 municípios abrangidos e 347 unidades de conservação conectadas. Ao todo, o planejamento nacional projeta ultrapassar os 16 mil quilômetros de rotas, cobrindo todos os biomas terrestres brasileiros, além da zona costeira e marinha.

Coordenado pelo Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o sistema busca estruturar as trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o posicionamento do Brasil no mercado internacional de turismo de natureza.

Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de preservar as riquezas naturais brasileiras e ampliar o acesso da população às áreas protegidas.

“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui”, afirmou o presidente.

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Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a nova política fortalece o turismo de natureza e amplia as oportunidades para comunidades e empreendedores em todo o país.

“O Sintrilhas transforma uma iniciativa construída ao longo dos últimos anos em uma política pública permanente. Estamos fortalecendo um modelo de turismo que leva visitantes para novos destinos, gera emprego, distribui renda e cria oportunidades, principalmente, para quem vive da pousada familiar, do pequeno restaurante, do artesanato, da produção local e dos serviços turísticos”, destacou o ministro.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.

Oportunidades

Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, as trilhas ajudam a movimentar economias locais e ampliar oportunidades para quem vive do turismo.

Na prática, o Sintrilhas cria condições para ampliar a circulação de visitantes, aumentar o tempo de permanência nos destinos e fortalecer atividades ligadas à hospedagem, alimentação, guiamento turístico, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.

A política também contribui para levar visitantes a regiões que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor por diferentes municípios brasileiros.

Estrutura permanente

Criada originalmente em 2018, a rede passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.

O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional de Trilhas, o Cadastro Nacional de Trilhas e o Comitê Nacional de Trilhas. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.

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A Estratégia Nacional de Trilhas deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação de um comitê, que definirá as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.

Medidas

Entre as medidas anunciadas nesta quarta estão a assinatura de seis decretos e a sanção de dois projetos de lei. Uma delas é a lei que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A norma busca incentivar a recuperação de áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.

Os anúncios contemplam ainda o decreto que regulamenta o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), definindo regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais e no manejo populacional ético de cães e gatos.

Já os investimentos para estimular o desenvolvimento sustentável envolvem aportes de R$ 834 milhões do Fundo Clima e de pelo menos R$ 210 milhões do Fundo Amazônia, que teve oficializada a doação de R$ 270 milhões do Reino Unido. O programa ARPA Comunidades também recebeu doação de R$ 370 milhões para investimentos nas cadeias da sociobioeconomia junto às comunidades extrativistas.

Entre os anúncios, estão ainda a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru (RO) e a ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões (PI). Lideradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo ICMBio, as ações fortalecem a conectividade ecológica, a conservação de espécies ameaçadas e a valorização do patrimônio natural e cultural do país.

Por Natália Moraes 
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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