NACIONAL
Avanços na retomada de obras e no Fungetur marcam ano da Secretaria Nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Ministério do Turismo
Durante um ano marcado por recordes – como na chegada de turistas internacionais –, o turismo brasileiro se consolidou em 2025 como um setor estratégico para o desenvolvimento nacional. E, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo do Ministério do Turismo (SNINFRA), foram implementadas diversas ações voltadas à melhoria das condições de recepção de visitantes.
Ao todo, houve a conclusão de mais de 270 obras de infraestrutura turística apoiadas pelo órgão em todo o Brasil, somando mais de R$ 360 milhões em investimentos e contribuindo diretamente para a qualificação da experiência dos viajantes e o aumento da competitividade dos destinos. As entregas incluem sinalização turística; revitalização de orlas, praças e espaços públicos; acessibilidade universal e a implantação de Centros de Atendimento ao Turista (CATs).
Confira, a seguir, uma entrevista com o secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo do Ministério do Turismo, Carlos Henrique Sobral, que apresenta um balanço das iniciativas desenvolvidas ao longo do ano e aborda as perspectivas para 2026.
Secretário, qual é o balanço geral de 2025 para a Secretaria Nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Ministério do Turismo?
O ano de 2025, que se aproxima do fim, foi realmente ímpar para a SNINFRA. Conseguimos retomar mais de 300 obras de infraestrutura turística que estavam paralisadas e que representam investimentos de mais de R$ 500 milhões. Intervenções que fazem diferença direto na ponta, nos destinos turísticos.
Temos hoje, em termos de contratos de repasse em andamento, mais de 1.700 projetos, e isso representa R$ 3 bilhões em valores circulando na área de turismo.
Além disso, alcançamos um marco histórico: 100% de execução do orçamento liberado, um resultado que demonstra nosso compromisso com uma gestão eficiente, transparente e orientada a resultados concretos.
No que se refere ao Fungetur, por determinação do ministro Celso Sabino, realizamos o credenciamento de 30 novos agentes financeiros, ampliando significativamente a capilaridade do fundo, do Norte ao Sul do país. Isso garante que o Fungetur chegue a um número cada vez maior de empreendedores do setor que realmente precisam de apoio. Em 2025, foram mais de R$ 325 milhões em crédito, um volume inédito e que merece ser celebrado.
Hoje podemos afirmar que, com todo esse trabalho, o turismo brasileiro virou a página. O setor vem se consolidando como um importante indutor do desenvolvimento econômico e social, cada vez mais reconhecido pela população, especialmente diante dos números expressivos alcançados.
Como 2025 foi importante para a área de atração de investimentos?
Na área de atração de investimentos, iniciamos o ano ao lado do ministro Celso Sabino em Madri, na Espanha, com o lançamento do Guia de Atração de Investimentos em Turismo, elaborado em parceria com a ONU Turismo e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). Trata-se de uma ferramenta estratégica, desenvolvida para apresentar de forma clara e objetiva as oportunidades existentes no Brasil a investidores nacionais e internacionais.
O Guia facilita a tomada de decisão e já gerou resultados concretos: diversos empreendimentos, atualmente em implantação, foram prospectados pelo Ministério do Turismo por meio dessa iniciativa. Para o Ministério, é motivo de grande satisfação construir esse legado e fortalecer um ambiente favorável aos investimentos no setor.
Como o Ministério do Turismo atuou na questão da mobilidade turística, especialmente no transporte aéreo?
Em 2025, alcançamos a marca histórica de mais de 100 milhões de passageiros nos aeroportos brasileiros, o que confirma a retomada robusta e sustentável do turismo. Atuamos de forma integrada com as companhias aéreas, com forte empenho na atração de novos voos, tanto internacionais quanto domésticos.
Esse crescimento também exigiu um olhar atento para a mobilidade nas fronteiras. Por isso, estamos investindo na elaboração de planos de ação voltados à facilitação do trânsito de turistas nas áreas fronteiriças, contribuindo para o aumento do fluxo de visitantes internacionais e para a consolidação do Brasil como um destino global.
Como o MTur trabalhou, em 2025, as concessões e parcerias?
Temos desenvolvido uma parceria importante com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, especialmente nos estudos de concessão de serviços em parques nacionais, com o objetivo de garantir ao turista uma experiência cada vez melhor nos parques brasileiros.
No campo do estímulo a novos equipamentos turísticos, o Programa Revive Brasil está avançando de forma consistente. No dia 17 de dezembro, será realizada a audiência pública referente à Fortaleza de Santa Cruz de Itamaracá, em Pernambuco, o marco para o lançamento do primeiro edital do programa.
Todo o processo será conduzido com absoluta transparência, com acompanhamento público pelo site do Ministério do Turismo, na aba dedicada ao Revive Brasil. As audiências públicas representam uma etapa estratégica e indispensável para o avanço dos projetos de concessão dos ativos-piloto, que irão gerar emprego e renda, atrair investimentos e transformar destinos turísticos em todo o país.
O programa Revive pretende recuperar patrimônios históricos e culturais subutilizados e degradados para aproveitamento turístico e geração de emprego e renda no Brasil.
Qual a importância dessas ações para o crescimento do setor turístico?
Esses avanços são estruturantes. Infraestrutura de qualidade, crédito acessível, atração de investimentos e mobilidade eficiente não são apenas números, são condições reais para que o turismo cumpra seu papel transformador: gerar empregos, reduzir desigualdades regionais, valorizar nossa diversidade cultural e ambiental e posicionar o Brasil entre os principais destinos turísticos do mundo.
A Secretaria Nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo atua como uma verdadeira alavanca do desenvolvimento local, assegurando que o crescimento do turismo seja inclusivo, sustentável e duradouro.
Como foi a atuação da SNINFRA na COP30?
No contexto da COP30, os bancos credenciados contrataram mais de R$ 200 milhões em crédito, por meio do Fungetur, para o setor privado no estado do Pará. Esse apoio permitiu que mais de 90 empresas tivessem acesso a condições diferenciadas de financiamento, possibilitando melhorias na infraestrutura e na capacidade de atendimento para o evento.
Como o senhor avalia 2025 do ponto de vista institucional?
Para mim, é uma grande satisfação integrar a equipe do Ministério do Turismo e contribuir para que esses recordes sejam alcançados e superados. Mais importante que os números é garantir que tenhamos condições de atender cada vez melhor os turistas brasileiros e estrangeiros, seja por meio da infraestrutura turística, do crédito, da mobilidade ou da atração de novos investimentos.
É com base nesses pilares que trabalhamos intensamente para oferecer ao turismo brasileiro condições cada vez mais sólidas de desenvolvimento.
Quais são as expectativas para 2026?
Para 2026, vamos manter a trajetória de crescimento observada em 2025. Seguiremos investindo em infraestrutura, ampliando o acesso ao crédito por meio do Fungetur e intensificando a atração de investimentos. Também ampliaremos nossa participação em feiras nacionais e internacionais e daremos início a novas obras de infraestrutura turística.
Além disso, lançaremos novos editais do Programa Revive Brasil, com foco especial em patrimônios históricos localizados em regiões onde o turismo pode atuar como indutor do desenvolvimento. Vamos intensificar, ainda, as ações de divulgação do Fungetur junto ao trade turístico e aprofundar a integração entre infraestrutura e planejamento territorial, tendo os polos turísticos como eixo estruturante do desenvolvimento regional.
O trabalho que vem sendo desenvolvido demonstra que temos plenas condições de aprimorar continuamente o atendimento aos turistas, com base em uma infraestrutura turística qualificada. O Brasil está preparado para receber visitantes nacionais e internacionais, e deixar esse legado é, sem dúvida, a nossa missão mais importante.
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Brasil fortalece cooperação educacional com a França
O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) participaram, nos dias 22 e 23 de junho, em Manaus (AM), de reuniões do Centro Franco Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA), realizadas no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa). A iniciativa reúne instituições do Brasil e da França para a promoção da cooperação em ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável na região amazônica.
Entre as atividades realizadas pelo CFBBA, destacou-se a chamada para apoio de projetos de pesquisa, resultado de uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a CAPES e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), da França.
Serão apoiados projetos conjuntos de pesquisa entre equipes brasileiras e francesas que envolvam conservação, documentação, contribuições dos povos indígenas e comunidades locais, cobertura florestal, observação da terra, mudanças ambientais, sustentabilidade, bioeconomia e sistemas de alimentação saudável, com financiamento total de até R$ 1,4 milhão em bolsas da Capes/MEC; R$ 1,4 milhão, via CNPq, para itens de custeio; e até 400 mil euros do IRD.
O encontro, que incluiu o Comitê Científico e o Conselho Binacional do Centro, reuniu representantes de ministérios, de agências de fomento e da comunidade científica para avaliar as atividades realizadas pelo CFBBA no último ano e planejar as ações prioritárias para o próximo período.
Integram o Conselho os ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia, e das Relações Exteriores. Fazem parte também a Capes, o CNPq e o Governo do Estado do Amapá. Durante as reuniões, os membros dos dois países trataram ainda de ações de governança e estratégias de comunicação conjunta.
Ao final dos trabalhos, os participantes apresentaram uma agenda conjunta de prioridades para os próximos anos, reforçando o compromisso para a ampliação das pesquisas colaborativas, para o compartilhamento de infraestrutura científica e para a formação de novas gerações de pesquisadores comprometidos com o futuro da Amazônia.
Parceria histórica – Brasil e França possuem um longo histórico de cooperação educacional, uma vez que o país europeu é um dos principais destinos de alunos brasileiros que buscam estudar no exterior. Além disso, as universidades brasileiras e francesas dispõe de uma ampla cooperação universitária e centenas de acordos conjuntos. O aumento da mobilidade estudantil entre os dois países faz parte do Novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-França, assinado pelos presidentes da República de ambas as nações em 2024.
No contexto amazônico, a cooperação entre os dois países fortalece a produção científica e a formulação de políticas públicas voltadas à preservação ambiental, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento sustentável da região. A parceria ganha ainda mais relevância devido à fronteira terrestre de mais de 700 quilômetros entre a Guiana Francesa, departamento ultramarino da França, e o estado do Amapá, o que amplia as oportunidades de intercâmbio acadêmico, pesquisas conjuntas e desenvolvimento de soluções para desafios comuns.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da AI
Fonte: Ministério da Educação
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