NACIONAL
Hidrovias ganham protagonismo na exportação de soja e milho
As hidrovias ganham protagonismo na matriz de exportação brasileira e já se consolidam como corredores estratégicos para o escoamento de soja e milho. Boa parte da produção tem origem no Centro-Oeste, principal polo agrícola do país, e segue em direção aos portos do Arco Norte, reduzindo custos logísticos, encurtando distâncias e ampliando a competitividade do agronegócio no cenário global.
De janeiro a julho deste ano, a região movimentou 19,9 milhões de toneladas de grãos pelos portos organizados da Amazônia, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A maior parte percorreu a hidrovia do Rio Amazonas, com 10,26 milhões de toneladas, seguida pelos rios Pará (4,65 milhões), Tocantins (4,59 milhões) e Tapajós (430,1 mil).
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca que esse desempenho reforça o papel estratégico da navegação interior. “A navegação interior é um vetor estratégico para o Brasil. Com o trabalho da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, temos investido em dragagens, derrocamentos e integração logística para transformar os rios em protagonistas da exportação de grãos. Isso reduz custos, gera competitividade e garante previsibilidade aos exportadores.”, disse.
Destaques
Os embarques se concentraram em cinco principais portos:
- Terminal de Vila do Conde (PA), com 3,94 milhões de toneladas;
- Terminal Portuário Graneleiro de Barcarena (PA), com 3,79 milhões;
- Terminal Graneleiro Hermasa (AM), com 3,70 milhões;
- Santarém (PA), com 3,60 milhões;
- Terminal Portuário Novo Remanso (AM), com 2,35 milhões.
Grande parte desse volume percorreu quatro das principais hidrovias do país. O Rio Amazonas atua como o grande corredor de integração, ligando diversos terminais fluviais aos portos do Arco Norte. O Rio Pará conecta as regiões de Miritituba e Santarém ao Porto de Vila do Conde, um dos mais importantes para a exportação de grãos, que lidera a movimentação de cargas na região Norte em 2025.
O Rio Tocantins permite o escoamento da produção do Centro-Oeste em direção ao Norte, favorecendo a integração logística. Já o Rio Tapajós é fundamental para o transporte de cargas entre Miritituba, Santarém e Vila do Conde, consolidando a rota de grãos pela região.

- Hidrovias em destaque
Essas rotas fluviais fortalecem o papel do Arco Norte, que, em 2024, respondeu por 34,8% das exportações de soja e por 46% das exportações de milho, segundo o Anuário Agrologístico 2025, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, reforça que os investimentos em navegação interior estão mudando a matriz de exportação brasileira. “As hidrovias são um ativo estratégico de grande potencial. Cada investimento amplia a eficiência, aproxima regiões produtoras dos portos do Arco Norte e garante um transporte mais limpo e competitivo. Nosso objetivo é que a navegação interior deixe de ser alternativa e se consolide como eixo central da logística nacional”, referiu.
“Cada investimento amplia a eficiência, aproxima regiões produtoras dos portos do Arco Norte e garante um transporte mais limpo e competitivo” Dino Antunes
A China segue como principal destino das exportações, com 7,49 milhões de toneladas até julho. Em seguida aparecem Espanha (2,85 mi/ton), Turquia (1,63 mi/ton), Argélia (829,4 mil/ton) e México (768,9 mil/ton), confirmando a diversificação de compradores e a solidez da cadeia logística nacional.
Desenvolvimento e futuro
O fortalecimento das hidrovias é parte central da política pública de modernização da logística nacional. Além de reduzir a pressão sobre rodovias, aumentar a segurança do transporte e gerar empregos em toda a cadeia do agronegócio, a navegação interior garante eficiência estrutural ao escoamento da produção.

- Principais mercados internacionais
O Ministério de Portos e Aeroportos vem direcionando recursos, com a meta de manter rios estratégicos navegáveis durante todo o ano. O objetivo é oferecer previsibilidade aos operadores, segurança para os exportadores e sustentação à expansão do agronegócio brasileiro.
Mais do que corredores de exportação, as hidrovias representam a integração entre o interior produtivo e os mercados globais. Ao transformar rios em vias permanentes de comércio exterior, o Brasil fortalece sua infraestrutura logística e consolida sua liderança mundial não apenas na produção e exportação de soja e milho, mas também de outras commodities agrícolas estratégicas.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Conheça os biocombustíveis presentes na matriz energética brasileira
Os biocombustíveis são produzidos a partir de matérias-primas renováveis. Entre os principais exemplos estão o etanol, obtido principalmente da cana-de-açúcar e do milho, e o biodiesel, produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais e outras fontes.
Com uma trajetória de várias décadas no uso dessas fontes de energia, o Brasil desenvolve políticas e tecnologias relacionadas aos biocombustíveis desde os anos 1970. Atualmente, esses combustíveis integram a matriz energética nacional e estão presentes no abastecimento de veículos em todo o país.
Diversas matérias-primas podem ser utilizadas na produção de biocombustíveis, entre elas cana-de-açúcar, milho, soja, gorduras animais e resíduos orgânicos. Essa diversidade permite ampliar as possibilidades de produção em diferentes regiões e contribui para a oferta de fontes renováveis de energia.
No dia a dia, os biocombustíveis estão presentes na composição dos combustíveis comercializados no país. A gasolina recebe a adição de etanol anidro (30%), enquanto o diesel contém biodiesel (15%), em percentuais definidos pela legislação. Essas misturas fazem parte da estrutura de abastecimento e do consumo cotidiano de energia no território nacional.
Embora o etanol e o biodiesel sejam atualmente os biocombustíveis com produção em larga escala e uso consolidado no Brasil, o país também conta com alternativas renováveis, como o biometano, o combustível sustentável de aviação (SAF) e o diesel verde (HVO). Essas tecnologias vêm sendo desenvolvidas e incorporadas gradualmente à matriz energética nacional, ampliando as possibilidades de utilização de combustíveis renováveis em diferentes modais de transporte e setores da economia.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]
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