TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Judiciário de Mato Grosso participa de encontro nacional sobre capacitação de jovens acolhidos
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT) está participando do 1.º Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos (PNC), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília (DF). O evento ocorre nesta quinta e sexta-feira (04 e 05).
O encontro tem o intuito de promover a articulação entre os Tribunais de Justiça e as instituições parceiras (públicas e privadas) para a construção de percursos de autonomia para adolescentes e jovens em situação de acolhimento e egressos do sistema de proteção.
A juíza auxiliar da CGJ-MT, Anna Paula Gomes de Freitas, que tem entre suas atribuições questões relacionadas à infância e a secretária geral da Ceja-MT, Elaine Zorgetti Pereira, representam o Poder Judiciário de Mato Grosso no evento. De acordo com a magistrada, o PNC foi consolidado como política judiciária nacional pela Resolução do CNJ n. 543/2024.
“O evento celebra o primeiro ano em que a Política Judiciária promove a articulação entre os tribunais e as entidades parceiras para oferecer recursos para adolescentes e jovens em situação de acolhimento e egressos do sistema de proteção. Mato Grosso atendendo a recomendação do CNJ também começará a implantar o programa no Estado”, afirma a juíza auxiliar, Anna Paula Gomes.
Durante os dois dias de evento a programação reúne momentos formativos, rodas de conversa, oficinas práticas, lançamentos de publicações e visita técnica. Além disso, o encontro pretende compartilhar condições, projetos, boas práticas, entre outras questões, para impulsionar o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes para que cheguem à vida adulta com condições dignas e a devida inclusão na sociedade.
Sobre o programa – Criado em 2013 pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o Programa Novos Caminhos foi desenvolvido para garantir oportunidades para jovens em situação de acolhimento, e o objetivo era fazer com que os participantes do programa construam sua autonomia. De tão bem-sucedido que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu expandi-lo para todos os estados da Federação com a Resolução CNJ n. 543/2024.
A normativa recomenda que os tribunais devem ter um programa de apoio aos jovens em acolhimento. Assim como prevê que as cortes busquem parcerias institucionais e sensibilizem empresas, a fim de implementarem o programa voltado a oportunizar aos jovens acolhidos educação básica, superior e profissional, mesmo até 24 meses após seu desligamento das unidades de acolhimento.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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