AGRONEGÓCIO

Mapa inaugura estação de piscicultura e horta tecnológica na Baixada Cuiabana

Com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais por meio do desenvolvimento de atividades agropecuárias de pequeno e médio porte, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) investe em programas diversificados com foco em tecnologia, pesquisa agropecuária e fomento à agricultura familiar. Neste sábado (16), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realiza o lançamento de mais duas ferramentas importantes para este processo.

Na Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no município de Nossa Senhora do Livramento (MT) serão inauguradas a estação de piscicultura, que passou por uma revitalização, e a horta tecnológica. O evento, aberto ao público, tem início às 9h.

Desenvolvido por meio de parceria entre o Mapa e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), o projeto Piscicultura Mais Vida prevê o fornecimento gratuito de alevinos para ribeirinhos, quilombolas e indígenas inscritos em programas do Governo Federal que disponham de estrutura e condições para criação de peixes e, de forma subsidiada, para agricultores familiares.

A estação de piscicultura ainda servirá como um centro de formação continuada para criadores de peixes com curso de instrução e nivelamento. A expectativa é atender cerca de 1,5 mil famílias com 1 mil alevinos para cada.

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Já a horta tecnológica é a terceira do Projeto Alimentar, uma realização do Mapa junto com a Associação Mato-Grossense de Inclusão Social e Agricultura Familiar (Amais) que promove a implantação de hortas solidárias para a produção de alimentos saudáveis e apoio no combate à forme e segurança nutricional de familiar em situação de vulnerabilidade.

Atualmente, o projeto já atende mais de 900 famílias de forma direta e indireta, por meio de instituições parceiras, que recebem periodicamente as hortaliças e verduras cultivadas nas hortas. Em Mato Grosso, as hortas estão localizadas nos municípios de Várzea Grande e Cuiabá.

Integrante da Umipi, a horta tecnológica também será destinada à pesquisa para o desenvolvimento de tecnologia da olericultura na Baixada Cuiabana.

Serviço:

Inauguração da Estação de Piscicultura e Horta Tecnológica na Embrapa da Baixada Cuiabana

Sábado, 16 de agosto

9 horas

Umipi da Embrapa – Av Governador Júlio Campos, s/n. Nossa Senhora do Livramento – MT

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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