NACIONAL
Política de equidade do MEC completa um ano
O Ministério da Educação (MEC) comemora, nesta quarta-feira, 14 de maio, um ano da instituição da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), com diversas ações desenvolvidas para a superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino. Até 2026, serão investidos mais de R$ 2 bilhões para formação, financiamento, infraestrutura, aquisição de materiais e apoio às comunidades quilombolas e às escolas públicas de todo o país.
Neste primeiro ano, houve adesão recorde à Pneerq, de 97,3% das secretarias municipais e 100% das secretarias estaduais. Nos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro, houve a adesão de 100% dos municípios, reforçando o compromisso nacional com a implementação da política. Sua capilaridade é assegurada por uma rede nacional de governança, composta por mais de 1.500 agentes de articulação e formação distribuídos em todo o território nacional.
Equidade na educação é o objetivo da Pneerq, coordenada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). A política envolve toda a comunidade escolar — gestores, professores, funcionários e estudantes — e é uma das mais abrangentes iniciativas federais voltadas à superação das desigualdades raciais na educação brasileira.
Instituída pela Portaria MEC nº 470/2024, a Pneerq marca o compromisso do Estado brasileiro com a efetivação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2008. Essas normas instituem a educação antirracista e a educação escolar quilombola como diretrizes estruturantes da política educacional nacional.
Para a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, a Pneerq completa um ano como a política mais estratégica do MEC para promover equidade racial na educação básica. “É a primeira vez que introduzimos um princípio de ação afirmativa na educação básica. Ela nasce da certeza de que existe uma dívida histórica com a população negra e quilombola, mas, também, do reconhecimento de todos os que vieram antes de nós e pavimentaram este caminho. Equidade racial e educação para as relações étnico-raciais dizem respeito à garantia do direito à educação, com um padrão de qualidade para essas populações”, ressalta.
Financiamento – A Pneerq se ancora em ações de assistência técnica e financeira, com destaque para o lançamento do Programa Direto na Escolas (PDDE) nas modalidades relações étnico-raciais (Erer) e educação escolar quilombola (EEQ). A iniciativa prevê o repasse de R$ 55 milhões, apenas em 2025, para escolas públicas com estudantes negros e quilombolas. Os valores variam entre R$ 1.850 e R$ 3.700 por escola e buscam fomentar práticas pedagógicas antirracistas, promover a valorização das culturas afro-brasileira e quilombola, além de fortalecer o cumprimento das diretrizes curriculares para a educação das relações étnico-raciais e a educação escolar quilombola.
A diretora de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola do MEC, Clélia Mara dos Santos, destaca que a Pneerq expressa o compromisso do MEC, por meio da Secadi, “com uma educação de equidade, com a ressignificação da escola e das suas relações, com uma estrutura de governança essencialmente colaborativa e cooperativa e com a valorização do povo negro e quilombola, essenciais para toda a sociedade brasileira”.
Eixos – A Pneerq possui sete eixos estruturantes: formação de profissionais da educação e lideranças comunitárias; material didático; governança; diagnóstico e monitoramento; valorização das trajetórias negras e quilombolas; difusão de saberes; e protocolos antirracistas. A sua execução envolve ações entre a União, os estados, os municípios e o Distrito Federal.
Para sua implementação em todo país, a Pneerq conta com o esforço coletivo dos bolsistas que atuam na política; da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); da Comissão Nacional para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (Cadara); da Comissão Nacional de Educação Escolar Quilombola (Coneeq); além de parceiros dos movimentos negros e quilombolas.
Formação docente – Entre as principais ações formativas desenvolvidas pelo MEC na Pneerq, destaca-se o lançamento do curso de extensão “Formação para Docência e Gestão em Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola”. A previsão é de ofertar 150 mil vagas para profissionais da educação básica. Com carga–horária de 120 horas e previsto para começar em agosto de 2025, o curso será ofertado por instituições públicas de ensino superior, fortalecendo o letramento racial e o trabalho pedagógico qualificado com as diretrizes da política.
Além disso, no último ano, o MEC já ofertou 25 cursos presenciais de formação continuada em educação escolar quilombola, com mais de 5.000 vagas. Outra ação dentro da política foi a criação da Rede Nacional de Educação Escolar Quilombola (Rneerq) e a implantação de Centros de Formação Quilombola em quatro estados — Pará, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. A experiência do Centro de Formação do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Quilombo, em Minas Novas, é um exemplo emblemático da territorialização da política. Lá, são oferecidas atividades de extensão e formação continuada, além de processos de consulta junto às comunidades tradicionais e às escolas locais.
Por fim, no território quilombola Kalunga, foram iniciadas as atividades da Escola Quilombo – Formação Continuada, executada pela Universidade de Brasília (UnB). O MEC também ofereceu apoio para a realização do VI Encontro de Pesquisa, Diálogos, Saberes e Fazeres Quilombolas Kalunga, com a participação de 300 pessoas na localidade do Vão das Almas, em Cavalcante (GO). A ação, realizada em setembro de 2024 pelo Instituto Federal Goiano e pela Associação Quilombola Kalunga, terá desdobramentos em 2025, com a criação de um Centro de Formação Quilombola na região.
Segundo o coordenador-geral de Educação Escolar Quilombola do MEC, Eduardo Fernandes de Araújo, desde a criação da Secadi, extinta no governo anterior e retomada nesta gestão, até agora foram fomentados 27 cursos de aperfeiçoamento de formação continuada, voltados para profissionais de educação escolar quilombola. Desses, 20 foram ofertados entre 2023 e 2025. “Avançaremos para que, em 2026, tenhamos ofertado cursos presenciais em todos os estados, com comunidades quilombolas certificadas e com participação efetiva de comissões, coordenações e associações quilombolas no âmbito federal, estadual e municipal”, adianta.
Para a coordenadora-geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais do MEC, Lara Oliveira Vilela, a Pneerq representa um marco no combate às desigualdades educacionais que historicamente afetam populações negras e quilombolas. “Mais do que assegurar igualdade formal, esta política exige ação coordenada entre União, estados e municípios para superar desigualdades estruturais”, observa.
Monitoramento – Para dar transparência e orientar a execução da política, o MEC lançou, em novembro de 2024, o Painel de Dados do Diagnóstico Equidade. A ferramenta consolida o monitoramento da implementação das Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 em sete dimensões críticas: currículo; material didático; formação; financiamento; marco legal; gestão; e indicadores. A plataforma permite à sociedade civil e às redes acompanharem avanços, gargalos e oportunidades de melhoria.
Selo Petronilha – O Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva é uma ação da Pneerq que busca reconhecer e valorizar redes de ensino que implementam políticas eficazes de educação para as relações étnico-raciais e/ou educação escolar quilombola. Em 2025, foram reconhecidas 428 secretarias municipais e oito estaduais por suas ações pedagógicas e de gestão. A partir deste reconhecimento, 20 redes serão selecionadas para receber apoio financeiro de R$ 200 mil, por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR), a fim de qualificar suas políticas educacionais antirracistas.
Para serem contempladas com o Selo, as redes precisavam ter aderido à Pneerq, participado do Diagnóstico Equidade e atingido pontuação mínima nos índices de Formação da Educação para as Relações Étnico-Raciais e da Educação Escolar Quilombola.
Assessoria de Comunicação do Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Participantes de Roraima têm mais tempo para garantir participação no Enem 2026
Os interessados em fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 em Roraima têm mais tempo para garantir participação no exame. As inscrições foram prorrogadas até a próxima sexta-feira, 12 de junho, e devem ser realizadas na Página do Participante. A ampliação do prazo foi anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O prazo para pagamento da taxa de inscrição também foi prorrogado e poderá ser realizado até 17 de junho. A prorrogação também contempla as solicitações de atendimento especializado e de tratamento por nome social.
Concluintes – Até o dia 12 de junho, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública terão de acessar a Página do Participante para confirmar a participação no Enem e complementar informações, como o município de realização das provas, a língua estrangeira escolhida e, se necessário, a solicitação de recursos de acessibilidade.
Os demais participantes que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada também deverão realizar a inscrição no exame.
Já para os estudantes não isentos, a taxa de inscrição continua no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança (a depender da instituição financeira). Agora, o prazo para fazer o pagamento da taxa vai até o dia 17 de junho.
No edital do Enem 2026, é possível conferir todas as regras da edição, como o cronograma, os procedimentos para atendimento especializado e as demais orientações aos participantes.
Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.
Certificação – Para utilizar o exame para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição. De acordo com o edital, podem solicitar a certificação os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes nem egressos do ensino médio.
Atendimento especializado – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual, surdez e surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.
Nome social – Travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar seu cadastro na Receita Federal e, se for o caso, atualizá-lo.
Orientações – O portal do Inep conta com uma página na qual é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.
Cronograma
- Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
- Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho;
- Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
- Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
- Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
- Resultado do recurso: 10 de julho;
- Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
Enem – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar nos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Acesse a Página do Participante
Confira o edital do Enem 2026
Saiba mais sobre o Enem
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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