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CNJ reconhece Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso por alcançar melhor desempenho do país

A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) foi reconhecida como a de melhor desempenho entre as corregedorias dos tribunais de justiça durante 2ª Edição do Prêmio “Corregedoria Ética”, promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). O prêmio na categoria Desempenho, que não depende de inscrição, destacou as cortes brasileiras que obtiveram os melhores resultados no cumprimento das Metas Nacionais das Corregedorias 1, 2 e 3. Foram vencedoras as cortes que obtiveram os melhores resultados da média dos indicadores, por segmento de Justiça.
 
A premiação foi entregue terça-feira (3), no segundo dia do 18º Encontro Nacional do Poder Judiciário (ENPJ), realizado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande (MS). O juiz auxiliar da Corregedoria mato-grossense, Emerson Cajango, representou o corregedor-geral da Justiça do TJMT, desembargador Juvenal Pereira da Silva, na solenidade. Além de vencer a categoria Desempenho, Mato Grosso, foi premiado com o terceiro lugar na categoria “Boas Práticas” com o projeto “Cartório Inclusivo: integrar para valorizar”. 
 
“Esse reconhecimento do CNJ chancela aquilo que observei ao longo desses dois anos de gestão: o comprometimento exemplar de magistrados e servidores mato-grossenses. É uma conquista que reflete o esforço conjunto para oferecer o melhor serviço à sociedade”, avalia o desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
A Meta Nacional 1 avalia a redução da quantidade de procedimentos disciplinares distribuídos em relação aos que foram baixados. Já a Meta 2 refere-se ao julgamento de 100% dos processos distribuídos até o final de agosto de 2023. Por fim, a Meta 3 mede a capacidade de decidir 80% dos procedimentos disciplinares em até 140 dias após a distribuição.
 
Além da CGJ-TJMT, foram premiadas as corregedorias do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJMSP), do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). A Corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) recebeu menção honrosa.
 
18º ENPJ – O evento, realizado nos dias 2 e 3 de dezembro, reuniu presidentes e corregedores de tribunais, membros da Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário, além de servidores das áreas de gestão estratégica e estatística. Entre os objetivos, estavam a avaliação da Estratégia Nacional do Poder Judiciário, a aprovação das Metas Nacionais e Específicas para 2025 e a divulgação dos vencedores do Prêmio CNJ de Qualidade 2024.
 
Neste ano, o encontro também abordou temas relacionados à tecnologia, comunicação e sustentabilidade, reafirmando o compromisso do Judiciário com a inovação e a eficiência.
 
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#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: a imagem mostra os representantes das corregedorias. Eles estão perfilados e exibem o certificado da premiação. Foto 2 – detalhe do certificado categoria Desempenho.
 
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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