CUIABÁ
Aquece Cuiabá: ações de assistência à população em situação de rua durante o período de frio são intensificadas; mais de 600 cobertores distribuídos
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência e do Núcleo da primeira-dama, Márcia Pinheiro, realizou na gelada tarde desta sexta-feira (12) a entrega de mais de 400 cobertores da campanha “Aquece Cuiabá” em locais de concentração da população em situação de rua e também aos residentes da região do Silvanópolis, onde foram destinados 150 cobertores aos moradores em situação de vulnerabilidade social. Débora Ramos, coordenadora do Núcleo de Apoio à Primeira-Dama, Márcia Pinheiro, realizou o atendimento às famílias do Silvanópolis. Com a queda na temperatura, em dois dias, mais de 600 cobertores já foram entregues.
As equipes da Secretaria, por meio da Coordenadoria de Proteção Social Especial, percorreram vários locais de concentração da população em situação de rua para realizar as entregas. O primeiro local atendido foi próximo ao ‘bosque’ próximo à rodoviária, seguido pelo Porto (região do Dutrinha), imediações do Morro da Luz, entre outros pontos da cidade. Além dos cobertores, também foi realizada a entrega de alimentação, com distribuição de sopa.
Atenta ao período de queda de temperaturas, a primeira-dama determinou que uma força-tarefa fosse às ruas para garantir a distribuição do material e, assim, proporcionar mais conforto e segurança àqueles que mais precisam. A ação reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com o bem-estar e a dignidade da população em situação de rua, especialmente durante os períodos mais frios do ano.
“É fundamental que nossas ações reflitam sensibilidade e respeito à população, especialmente àqueles em situação de vulnerabilidade. A população em situação de rua merece nossa atenção e cuidado. Cada cobertor distribuído, cada refeição servida, e cada orientação oferecida são gestos que vão além de meras ações assistenciais; são demonstrações de dignidade e empatia. Nosso compromisso é garantir que todos tenham acesso aos recursos e aos serviços que necessitam. Continuaremos a percorrer os locais de maior concentração, não apenas para distribuir cobertores e alimentos, mas também para oferecer acolhimento e orientações. Queremos que essas pessoas saibam que não estão sozinhas, que há um esforço constante para assegurar que suas necessidades sejam atendidas”, explicou a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, lembrando que todos os dias mais de 450 refeições são distribuídas à população em situação de rua, além de outras mil que são disponibilizadas ao valor simbólico de R$ 2 no Restaurante Popular.
“Essas ações ocorrem sempre que há previsão de frente fria, como agora, cuja previsão se estende até segunda-feira. Estamos percorrendo os locais de maior concentração desse público. Mesmo que eles já tenham recebido cobertores, muitos acabam descartando-os, pois, como vivem na rua, muitas vezes saem e deixam os cobertores para trás. Por isso, realizamos as entregas todas as noites frias, juntamente com a distribuição de sopa, além do almoço”, disse a coordenadora de Proteção Social, Célia Andrade.
Ela ainda reforçou que “orientamos essas pessoas a procurarem o Centro POP para solicitar vagas de acolhimento e explicamos sobre a documentação necessária e como acessar os serviços de saúde e de acolhimento”. A capital também disponibiliza 250 vagas distribuídas em três albergues.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Boletim aponta que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT). O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que irão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.
O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital. Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.
A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os dados reforçam a importância do planejamento de ações integradas para reduzir os acidentes e salvar vidas.
“Cada vida perdida no trânsito representa uma dor para as famílias e um alerta para toda a sociedade. O boletim nos permite compreender onde estão os principais fatores de risco e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Nosso compromisso é fortalecer o trabalho integrado entre saúde, mobilidade, segurança pública e educação para reduzir esses números e preservar vidas”, afirma.
Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.
O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Vigilância Epidemiológica.
A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.
Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.
Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.
Os dados revelam que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada. Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.
As vias com maior número de acidentes fatais em 2024 foram as avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil e Helder Cândia, além da BR-364 no perímetro urbano de Cuiabá.
Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.
O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno da Silva Santos, destaca que o boletim vai além da divulgação de estatísticas e se consolida como uma ferramenta para orientar decisões e fortalecer ações de prevenção.
“Mais do que apresentar números, o boletim permite compreender o perfil dos acidentes fatais e identificar os principais fatores de risco. Essas informações subsidiam o planejamento de ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para intervenções mais efetivas e para a preservação de vidas”, afirma.
Como principal referência em atendimento de urgência e trauma na capital, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acompanha diariamente as consequências dos acidentes de trânsito. A diretora-geral da unidade, Kelluby de Oliveira, ressalta que a prevenção é a forma mais eficaz de preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede hospitalar.
“O Hospital Municipal de Cuiabá é referência no atendimento aos traumas e recebe diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave. Cada ocorrência mobiliza equipes multiprofissionais, leitos, centro cirúrgico e toda uma estrutura de alta complexidade. Quando um acidente é evitado, preservamos vidas e também fortalecemos a capacidade da rede pública de atender outras demandas. A conscientização e o respeito às leis de trânsito continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade”, destaca.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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