MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Inserção de psicólogos e assistentes sociais em escolas tem apoio do MP
Em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na manhã desta segunda-feira (13), membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso apoiaram a proposta de inserção de profissionais de Serviço Social e Psicologia no ensino público estadual. As discussões com profissionais dos dois segmentos foram embasadas no Projeto de Lei nº 973/2023, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que inicialmente foi arquivado pelo parlamento estadual e será reapresentado em plenário após ajustes.
Conforme o Projeto de Lei, “o Poder Público deverá assegurar a inserção de profissionais de Serviço Social e Psicologia nas unidades escolares da rede pública de educação básica do Estado de Mato Grosso, atendendo às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação por meio de equipes multiprofissionais”.
O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, lembrou que a Lei federal nº 13.935/2019 dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica e defendeu a necessidade de inserção desses profissionais na rede estadual e, posteriormente, na municipal.
“O Ministério Público dá total apoio e entende como indispensável a aprovação dessa lei. Isso porque hoje, além da violência, temos problemas escolares relacionados a bullying, racismo, preconceitos relativos à diversidade, entre outros. E a presença desses profissionais se faz necessária tanto para a construção do plano de ensino nas escolas, como para o acompanhamento e encaminhamento desses casos e de quando crianças aparecem com sinais de violência doméstica, abuso sexual, dentre tantas outras situações”, defendeu.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania de Cuiabá, revelou que existe um inquérito civil em andamento sobre o tema desde 2021 e que já recomendou à Secretaria de Estado de Educação que contrate esses profissionais. O pedido também foi feito à Associação Mato-grossense dos Municípios e à União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso.
“Hoje, 25% dos municípios de Mato Grosso possuem psicólogos ou assistentes sociais. Não necessariamente em cada unidade escolar. Existe muito espaço a ser ocupado por esses profissionais na educação. É preciso que esse profissional seja inserido dentro do processo de ensino e aprendizagem”, expressou.
A presidente do Conselho Regional de Serviço Social de Mato Grosso (CRESS/MT), Leana Oliveira de Freitas, explicou que a ideia da proposta é que, tendo o profissional na escola, ele possa identificar a necessidade de atendimento e encaminhar para os serviços adequados. A representante do Conselho Regional de Psicologia, Carine Araújo, reforçou a importância de ter esses profissionais na linha de frente, identificando possíveis problemas com a saúde e encaminhando às redes responsáveis por minimizá-los.
O deputado Valdir Barranco (PT) afirmou que, na ausência desses profissionais, os professores acabam sendo os responsáveis por fazer o acompanhamento psicológico e de assistência social dos alunos dentro das escolas. Defendeu que embora a legislação federal tenha resolvido esse imbróglio, há uma resistência nos estados e municípios brasileiros de incluírem esses profissionais dentro dos 30% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.
“Há três anos estamos dialogando com essas duas categorias. E agora é chegada a hora de fazermos um trabalho mais contundente para aprovar uma nova proposta. Vamos formatar uma comissão mista entre as duas categorias e, com isso, dialogar com as comissões (de Educação e de Constituição e Justiça) e mostrar que a proposta não possui vício de iniciativa”, contou.
Foto: J. Siqueira | ALMT
(Com informações da ALMT)
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Apresentações teatrais beneficiam 4 mil pessoas em Sapezal e Feliz Natal
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, promoveu, na última semana, uma série de apresentações teatrais voltadas à conscientização sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As ações do projeto Prevenção Começa na Escola ocorreram nos municípios de Sapezal e Feliz Natal, como parte das mobilizações da campanha Maio Laranja.Em Sapezal (a 480 km de Cuiabá), foram realizadas dez apresentações da peça “Inocentes Pétalas Roubadas”, encenada pela Cia VostraZ de Teatro, de 25 a 27 de maio. As sessões ocorreram em unidades das redes municipal e estadual de ensino, incluindo as escolas Antônio Clarismundo Sheffer, Firmo Bandeira Scapinello, Stephano Locks, Jaime Marcelo Schecheli, André Antônio Maggi, Luiz Frutuoso da Silva, Professor José Ari de Oliveira e o Colégio Hexágono.A iniciativa alcançou um público estimado em cerca de 3 mil pessoas, entre crianças, adolescentes, educadores, familiares e integrantes da comunidade escolar. A ação foi realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Sapezal, por meio da Secretaria Municipal da Família, Assistência Social e Cidadania, além do Conselho Tutelar.Já no município de Feliz Natal (a 536 km da capital), as apresentações ocorreram nos dias 28 e 29 de maio, com três sessões realizadas no espaço Tio Teco e na Escola Municipal Rural Malvina Evaristo Pescinelli. O público foi de aproximadamente mil pessoas. A ação contou com a participação de alunos do 3º ao 6º ano da rede municipal, estudantes da rede estadual e usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV/CRAS), nos períodos matutino e vespertino.Por meio de uma linguagem acessível e envolvente, o espetáculo abordou situações de vulnerabilidade, violência e abuso, proporcionando momentos de reflexão e orientação ao público. A proposta foi reforçar a importância da denúncia, da prevenção e da proteção às vítimas, além de ampliar o conhecimento sobre os canais de apoio e a atuação das instituições de defesa dos direitos da infância e da adolescência.O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, destacou o empenho dos promotores de Justiça das comarcas, que viabilizaram parcerias diretamente nos Municípios para apresentação das peças teatrais, pois iniciativas como essas são essenciais para romper ciclos de violência. “Quando levamos informação de forma acessível, conseguimos preparar crianças, adolescentes e toda a comunidade para identificar situações de risco e agir. A prevenção começa, de fato, na escola, mas precisa envolver toda a sociedade”, afirmou.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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