POLÍCIA FEDERAL

PF deflagra Operação Falsa Tutela contra fraudes no sistema do FIES

Brasília/DF – A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quarta-feira (12/4), a Operação Falsa Tutela, com o objetivo de apurar fraudes praticadas, entre 2017 e 2021, em desfavor da União por meio de recompras indevidas de títulos públicos oriundos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior – FIES.

Na ação, 77 policiais federais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em mais sete estados do país (GO, MT, SE, SP, RJ, MG e BA). Além disso, também foi expedida ordem de bloqueios de bens no valor de R$ 21.282.729,85.

As investigações apontam que, de um lado, o aluno já matriculado em uma Instituição de Ensino Superior – IES privada comparece à instituição financeira (Caixa Econômica ou Banco do Brasil) e contrata o financiamento. Do outro lado, a IES procede com adesão ao programa e disponibiliza os valores que serão convertidos em bolsas de estudo, posteriormente, concedidas aos estudantes beneficiados pelo financiamento.

Em contrapartida, a Instituição passa a ser remunerada mensalmente pela União, por meio de títulos da dívida pública, Certificados do Tesouro Nacional – Série E (CFT-E). Os títulos são intransferíveis e ficam custodiados junto à Caixa Econômica Federal, podendo ser utilizados para o adimplemento de obrigações previdenciárias e contribuições sociais.

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Caso a IES não possua débitos previdenciários, os certificados podem ser utilizados para o pagamento de qualquer tributo administrado pela RFB. Por fim, caso não possua qualquer débito passível de compensação, há a possibilidade de recompra do saldo de CFT-E excedente das mantenedoras.

Só é possível a recompra de títulos de Instituições de Ensino que não possuam quaisquer débitos junto à União, sendo um dos requisitos é a apresentação de Certidão Negativa de Débitos – CND. A outra possibilidade de liberação decorre de decisões judiciais que permitem que a IES, apesar de inadimplentes, participem do processo de recompra por meio da obtenção de liminar.

Todo o processo é operacionalizado por meio do sistema informatizado SisFIES que, resumidamente, permite que, além da adesão ao Fundo, as mantenedoras solicitem a recompra de CFT-E. Nesse escopo, as condutas investigadas decorrem, sobretudo, da inserção de dados fraudulentos junto ao SisFIES e que, por consequência, implicaram na recompra indevida de diversos títulos públicos em favor de diferentes IES.

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Identificou-se a participação de então servidores do FNDE que, em contrapartida ao recebimento de vantagens indevidas, procediam com o cadastramento de liminares falsas em favor de IES que não possuíam CND e, tampouco, ordens judiciais que lhes permitissem a recompra dos títulos. 

Além do cadastramento indevido de liminares, também foram identificadas inconsistências quanto ao cadastramento extemporâneo de financiamentos com fins a beneficiar estudantes de modo individual. Em um dos casos, uma empregada terceirizada do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação -FNDE alterou, de modo indevido, o seu próprio processo de financiamento e o de seu companheiro.

Também restou demonstrada a existência de indícios de atuação de membros de escritórios advocatícios especializados em Direito Educacional. Os advogados, representantes de mantenedoras beneficiadas pelas fraudes, atuavam junto aos servidores do FNDE com fins a possibilitar a reativação/liberação indevida de processos de recompra de CFT-E.

Até o momento, já foi identificado o envolvimento de, pelo menos, 20 faculdades localizadas em diferentes unidades da federação.

Comunicação Social da Polícia Federal no DF
Contato: (61) 2024-7557
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF e Gaeco/MPF atuam no combate ao tráfico internacional de cocaína

Salvador/BA. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (10/7), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF), a Operação Vaza Maré, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. A ação contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia e da CIPPA/PMBA.

As investigações apontam que o grupo atuava no envio de carregamentos de cocaína para a Europa, utilizando rotas marítimas, especialmente por meio de veleiros e de cargas contaminadas em contêineres.

A ação origina-se de apreensão de mais de 2 toneladas de cocaína transportadas a bordo de um veleiro interceptado em 2021, durante tentativa de envio da droga ao exterior. No decorrer das apurações, novos elementos de prova permitiram identificar a estrutura da organização criminosa.

Por determinação da Justiça Federal da Bahia, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, nas cidades de Trancoso/BA, Eunápolis/BA, Porto Seguro/BA e Canhanduba/SC, contra investigados apontados como atuantes no operacional e na logístico da organização criminosa. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias e demais ativos financeiros dos investigados.

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Durante a investigação, a Polícia Federal contou com mecanismos de cooperação jurídica internacional.

Todo o material apreendido será submetido à perícia e analisado no âmbito da investigação para subsidiar a continuidade da persecução penal.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: cs.srba
@pf.gov.br

 

Fonte: Polícia Federal

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