POLÍCIA FEDERAL

PF conclui inquérito sobre a importação de 18 girafas da Africa do Sul

Rio de Janeiro/RJ – A Polícia Federal informa que, em 01/11, apresentou ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal o relatório final no inquérito policial que apurava a regularidade e responsabilidades criminais do processo de importação de 18 (dezoito) girafas oriundas da África do Sul para o Rio de Janeiro, que teria resultado na morte de três animais.

Durante a investigação, restou apurado que houve falhas deliberadas de servidores públicos no processo que autorizou a importação dos animais para o Brasil, que não deveria ter ocorrido por ausência de requisitos fundamentais, exigidos por expressa previsão normativa, acerca da existência de recintos com metragem mínima e características básicas não presentes nos locais de manutenção das girafas, resultando no indiciamento de dois servidores pela prática do crime previsto no art. 66 da Lei 9.605/98.

Também foi apurado que representantes da empresa responsável pela importação praticaram o crime de maus tratos no manejo dos animais no país, visto que, ao prezar pela redução de custos em detrimento do bem-estar e da segurança dos animais, na defesa dos interesses econômicos de seu empregador, os representantes contribuíram decisivamente para que todos os 18 (dezoito) espécimes fossem submetidos a uma rotina de maus tratos, acarretando no óbito de 03 (três) das girafas e no consequente indiciamento de duas pessoas pelo crime previsto no art. 32 da Lei 9.605/98, em concurso formal, 18 vezes.

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Outrossim, cumpre destacar que o inquérito policial tem como objetivo apurar eventuais condutas criminosas praticadas durante o processo de importação e na manutenção dos animais. Dessa forma, nada impede que outras pessoas físicas ou jurídicas venham a ser responsabilizadas por suas ações na esfera cível e/ou administrativa.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected] | www.gov.br/pf
(21) 2203-4404 / 4405 / 4406 / 4407

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF investiga coação a testemunhas de processo criminal em curso

Governador Valadares/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (14/7), a Operação Soteria, com o objetivo de aprofundar investigação relacionada a ameaças e intimidações dirigidas a testemunhas, vítimas e denunciantes vinculados a processo criminal em curso.

Na ação, foram cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão e dois mandados judiciais de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo de Garantias da Primeira Vara Federal Criminal de Montes Claros, contra investigados que já figuram como réus em outra ação penal, na qual respondem, em tese, pela prática do crime de promoção de migração ilegal. Houve apreensão de aparelhos de telefone celular e documentos, que serão analisados.

Os investigados foram presos em fevereiro de 2026, no âmbito de investigação anterior, e, posteriormente, tiveram a liberdade provisória concedida mediante imposição de medidas cautelares. Após a soltura, ambos os investigados teriam passado a ameaçar testemunhas e denunciantes relacionados à persecução penal. As investigações apontam que as condutas teriam sido praticadas com o objetivo de constranger pessoas envolvidas no processo criminal.

Os suspeitos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de coação no curso do processo e associação criminosa, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

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Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
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Contato: (31) 3168-6342

Fonte: Polícia Federal

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