POLÍCIA FEDERAL

PF apura desvio em recursos destinados ao enfrentamento à COVID 19

Aracaju/SE. – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (25/8), a operação “PALUDE 2”, como forma de aprofundar a coleta de provas sobre a atuação de possível organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos. O trabalho investigativo teve início no ano de 2020, com a finalidade de apurar supostos desvios de recursos destinados ao enfrentamento da COVID-19, no município de Pacatuba (SE).

As investigações realizadas pela Polícia Federal ratificaram as suspeitas da Controladoria-Geral da União (CGU) quanto à ocorrência de irregularidades na contratação e execução dos serviços e, ainda, na destinação dos recursos ao município, no montante R$ 1.071.221,90 (um milhão, setenta e um mil, duzentos e vinte e um reais e noventa centavos).

Após procedimentos de busca realizados na primeira fase do trabalho, as análises indicaram que as 6 empresas convidadas a participar dos procedimentos licitatórios suspeitos efetivamente compunham a mesma organização criminosa. A título de exemplo, na residência de um dos investigados, foi localizada farta documentação relativas a aproximadamente 15 pessoas jurídicas, incluindo carimbos, logomarcas, assinaturas avulsas, documentos de identificação pessoal utilizados com o objetivo de vulnerar a lisura e o caráter competitivo de certames destinados à contratação com o poder público.

Leia Também:  PF cumpre mandado de busca e apreensão contra suspeita de estelionato

Ressalta-se que as medidas constritivas desencadeadas na fase inicial permitiram a localização de planilhas apreendidas em poder dos investigados e indicaram, de forma preliminar, prejuízos aos cofres públicos no montante de R$ 21.583.597,10 (vinte e um milhões quinhentos e oitenta e três mil quinhentos e noventa e sete reais e dez centavos).

Estes valores foram adotados como fundamento para a efetivação de medida cautelar de sequestro de bens e valores, visando ao ressarcimento ao erário. Identificada a atuação do grupo criminoso, como forma promover sua descapitalização, foram representadas medidas cautelares junto a 9ª Vara Federal em Sergipe.

Dessa forma, mediante manifestação favorável do Ministério Público Federal, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão nos municípios de Aracaju/SE, Barra dos Coqueiros/SE, Lagarto/SE, Nossa Senhora da Glória/SE, Pacatuba/SE, Propriá/SE, Carira/SE, Itabaiana/SE, Itaporanga/SE, Malhador/SE, Simão Dias/SE, Cipó/BA, Itapicuru/BA, Ribeira do Pombal/BA, Maceió/AL, Barra de São Miguel/AL, Marechal Deodoro/AL, Vitória/ES e São Borja/RS, além de 9 mandados de prisão preventiva e 61 mandados de indisponibilidade de bens.

Leia Também:  PF deflagra Operação Limes contra importação ilegal de suplementos alimentares

A ação policial contou com a participação de 200 policiais federais e 8 auditores da CGU. Os envolvidos responderão pela prática de crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, dispensa indevida de licitação, fraude à licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Será concedida entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Sergipe, às 10h.

Comunicação Social da Polícia Federal em Sergipe

E-mail: [email protected] Telefone: 79.3234-8511

Fonte: Polícia Federal

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍCIA FEDERAL

PF faz operação contra tráfico interestadual de drogas

Cruzeiro do Sul/AC. A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (27/5), a Operação Rota do Fim, com o objetivo de desarticular organização criminosa infiltrada no setor da pecuária bovina no estado do Acre. O grupo, em aparente associação com organização criminosa do Rio de Janeiro, estaria envolvido no tráfico de entorpecentes e na lavagem de capitais. 

A operação contou com o apoio da Receita Federal do Brasil (RFB) e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Acre (GAECO/MPAC). Foram mobilizados 145 policiais federais e 10 fiscais da RFB.

As investigações tiveram início a partir de um flagrante ocorrido na cidade de Poconé/MT, em 2022, quando foram apreendidos 469 kg de cocaína e 160 g de maconha. Constatou-se, então, a existência de uma organização criminosa baseada no Acre, que se infiltrou na cadeia produtiva da carne bovina e inclui empresas fornecedoras de insumos, de processamento, de distribuição e de comercialização de produtos e subprodutos, além de leilões de gado.  

Leia Também:  PF cumpre mandado de busca e apreensão contra suspeita de estelionato

A organização criminosa movimentou no período investigado, aproximadamente, R$ 200 milhões em recursos de origem ilegal, que se misturaram a valores lícitos da cadeia econômica da carne bovina.  

Estão sendo cumpridos 6 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão nos estados do Acre, de Rondônia, do Rio Grande do Norte, do Ceará, da Paraíba e de Mato Grosso, todos expedidos pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco, que também determinou o bloqueio de imóveis, de veículos, de valores e de rebanho bovino vinculado aos investigados. Até o momento, três dos alvos foram presos em razão de posse/porte ilegal de arma de fogo. 

Os investigados poderão responder judicialmente pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, de associação para o tráfico de drogas, de lavagem de dinheiro, bem como outros delitos que porventura forem descobertos até o final do inquérito policial.

Comunicação Social da Polícia Federal no Acre
E-mail: [email protected]
Fone: (68) 99912-8812

 

Fonte: Polícia Federal

Leia Também:  PF deflagra operação contra comércio ilegal de cigarros eletrônicos em Santa Catarina

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA