AGRONEGÓCIO

MANDIOCA/CEPEA: Menor oferta sustenta cotações

Cepea, 07/06/2022 – As cotações da mandioca seguem firmes, sustentadas pela menor oferta. Segundo colaboradores do Cepea, a disponibilidade das lavouras de segundo ciclo, sobretudo das cultivadas na segunda metade de 2020, tem diminuído a cada semana. Além disso, mandiocultores sinalizam a intenção de postergar a comercialização das lavouras mais novas até que a produtividade agrícola e o rendimento industrial aumentem. As chuvas registradas na maior parte das regiões produtoras também limitaram a oferta na última semana, visto que atrapalharam o avanço da colheita. Assim, estimativas do Cepea apontam redução de 30% no volume de esmagamento das fecularias entre 30 de maio e 3 de junho. No mesmo período, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia subiu ligeiro 0,2% frente à média da semana anterior, para R$ 832,72 (R$ 1,4482 por grama de amido). Atualizada (deflacionamento pelo IGP-DI), essa média está 60% acima da observada no mesmo período do ano passado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

Leia Também:  Aviação agrícola cresce 5,2% e mantém Brasil como segundo no mundo
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Levantamento mostra que preços das terras agrícolas quase dobraram em 3 anos

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Agricultura espacial avança no Brasil e gera tecnologia para uso no campo

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA