AGRONEGÓCIO

Sistema Famasul, IAGRO e Serviço Inspeção Municipal de Jaraguari tratam sobre caminhos para aquisição de Selo Arte para agroindústrias


Uma reunião entre Sistema Famasul, IAGRO e S.I.M de Jaraguari tratou sobre temas referentes a concessão do Selo Arte, a certificação que torna os produtos de fácil identificação e reconhecimento como artesanal, agregação do valor e ampliação do mercado. A reunião se deu pela solicitação da técnica de campo do programa ATeG em Agroindústria que atende no município de Jaraguari e pelo grande interesse dos produtores rurais na comercialização dos seus respectivos produtos entre os municípios do Estado. Foi esclarecido que as agroindústrias artesanais que desejam obter o registro precisam estar formalizadas com o Serviço de Inspeção Oficial, e posteriormente a isso poderá solicitar a possibilidade de obter o Selo Arte. A IAGRO validando a documentação e certificando que está sendo atendida as exigências técnicas de produção artesanal concede o Selo Arte.

“Essa reunião facilitou o meu entendimento sobre o assunto, ficando mais claro identificar os perfis de propriedades/agroindústrias que se adequem ao Selo Arte, ou como orientar os produtores a buscar essa adequação”, explica a técnica de campo Lídia Paes. 

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A analista de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Mato Grosso do Sul, Camila Lima, considera a reunião como de suma importância para fortalecimento das instituições e os benefícios que isso trará para os produtores rurais e consumidores.

O encontro no município de Jaraguari contou com a participação da técnica de campo do programa ATeG em Agrorindústria, Lídia Maria Paes, a Chefe DIPOA/IAGRO Dra. Cristianne Maria Ximenes Nogueira Petrucci, o chefe do núcleo artesanal da IAGRO Dr. Wilson de Moraes Rodrigues Junior e a Diretora do S.I.M de Jaraguari-MS, Dra. Dayana Ribeiro.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Produtores podem quitar multas do Ibama com desconto de até 50%

Produtores rurais enquadrados como pessoas físicas, microempresas ou empresas de pequeno porte podem negociar multas e outros débitos não tributários inscritos em dívida ativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O programa oferece descontos de até 50% e permite o parcelamento do valor devido em até 60 meses.

O requerimento deve ser apresentado até 31 de agosto, exclusivamente pela plataforma Resolve Dívidas AGU. Depois da análise da Procuradoria-Geral Federal (PGF), o devedor habilitado terá até 30 de setembro de 2026 para concluir a adesão.

A negociação foi aberta pelo Edital de Transação por Adesão nº 2/2026, publicado pela PGF, órgão da Advocacia-Geral da União (AGU) responsável pela cobrança dos créditos de autarquias e fundações federais.

Podem ser incluídos créditos não tributários registrados no Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização (Sicafi) e inscritos em dívida ativa até 1º de junho de 2025. Cada crédito, considerado isoladamente, deve ter valor consolidado igual ou inferior a 60 salários mínimos.

Como o salário mínimo vigente em 2026 é de R$ 1.621, o limite corresponde a R$ 97.260. O valor foi estabelecido pelo Decreto nº 12.797, em vigor desde 1º de janeiro.

O maior abatimento, de 50%, será concedido para a quitação à vista. Quem optar pelo parcelamento terá desconto de 40% para pagamento em até 20 meses, de 30% em até 40 meses e de 20% em até 60 meses.

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Os descontos incidem sobre o valor consolidado do crédito, incluindo principal, juros, multas e encargos legais. O valor mínimo de cada prestação é de R$ 100. A adesão somente será efetivada depois do pagamento da parcela única ou da primeira prestação, conforme a modalidade escolhida.

Os pagamentos serão feitos por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU) emitida pelo sistema. Nas modalidades parceladas, as prestações serão atualizadas pela taxa Selic, acumulada a partir do mês seguinte ao da adesão, com acréscimo de 1% no mês do pagamento.

Embora possa beneficiar produtores rurais, o programa não é exclusivo do agronegócio. A transação está aberta a qualquer pessoa física, microempresa ou empresa de pequeno porte que atenda aos critérios definidos no edital.

Não podem ser negociados créditos que já tenham sido parcelados ou incluídos em transações anteriores. Também estão fora da modalidade as dívidas com exigibilidade suspensa por decisão judicial, depósito integral, seguro-garantia ou fiança bancária. Devedores considerados contumazes e aqueles que tiveram uma transação rescindida nos dois anos anteriores à publicação do edital também não poderão aderir.

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A adesão exige o reconhecimento dos débitos incluídos no acordo. Caso haja ação judicial, impugnação ou recurso administrativo contra a cobrança, o interessado deverá formalizar a desistência da contestação.

A Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) não está abrangida pelo edital, ainda que tenha sido inscrita em dívida ativa. A cobrança tem natureza tributária, enquanto a transação aberta pela PGF alcança exclusivamente créditos não tributários, como multas ambientais.

Os contribuintes com débitos de TCFA devem consultar as modalidades próprias de regularização. O serviço de parcelamento do Ibama atende pessoas físicas e jurídicas, mas segue condições diferentes das previstas na nova transação.

Para solicitar a negociação, o interessado deve acessar a plataforma Resolve Dívidas AGU, disponível no sistema Super Sapiens. O ingresso é feito com conta Gov.br de nível prata ou ouro. Antes da adesão, o devedor pode verificar se possui créditos elegíveis no sistema de consulta da PGF.

Fonte: Pensar Agro

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