POLÍTICA NACIONAL
Senado recebe visita do presidente de Angola
O Senado recebeu nesta quinta-feira (22) a vista do presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço. Ao receber o líder angolano e sua comitiva no Salão Nobre, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, elogiou a relação de amizade e as transações econômicas entre as duas nações e disse que o país africano pode contar com o Brasil.
— São países amigos. Temos ainda muito para avançar — afirmou Davi.
O presidente João Lourenço, 71 anos, agradeceu a hospitalidade e definiu as relações entre Brasil e Angola como “as melhores possíveis”. Segundo Lourenço, o Brasil sempre atuou com companheirismo e disposição na cooperação econômica com seu país. Ele também afirmou que a visita vai permitir o fortalecimento da “chama da amizade” e destacou os potenciais negócios entre os dois países, citando a agricultura e o petróleo.
— Para além das afinidades da língua e da cultura, da história e do cruzamento dos povos, nunca é demais recordar que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola — registrou Lourenço, que foi eleito em 2017 e reeleito em 2022.
Neste ano, Angola comemora 50 anos de independência — mesmo tempo que o Brasil mantém relações diplomáticas com o país.
Ainda nesta tarde, o presidente angolano se encontra com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Na agenda de João Lourenço, também constam encontros com empresários e com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), diplomatas e servidores do Itamaraty também acompanharam a visita.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Especialista defende suspensão de licenciamento para exploração de terras raras em Minas Gerais
O presidente da Aliança em Prol da Área de Preservação Ambiental da Pedra Branca, Daniel Tygel, reivindicou a suspensão do licenciamento para a exploração mineral do planalto vulcânico do sul de Minas Gerais. Ele participou de seminário sobre a exploração de terras raras promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, na Câmara dos Deputados (9/6).
Daniel disse que a região, forte em turismo e em agricultura, está ameaçada no momento por duas empresas australianas que pretendem adotar um modelo de exploração “agressivo” para a retirada do carbonato de terras raras. Segundo ele, o modelo é baseado em um ataque químico que levanta material radioativo e consome muita água.
O especialista afirmou que os países que estão vindo explorar terras raras no Brasil querem ficar apenas com o refino do material.
“Austrália, Canadá, Estados Unidos não querem minerar. Eles querem que o Brasil minere e fique com o passivo ambiental. Eles querem desenvolver o refino. Por quê? Dificuldade no licenciamento ambiental lá. Aqui no Brasil, por outro lado, o licenciamento tem sido feito a toque de caixa.”
Daniel também criticou o sigilo dos processos de autorização de exploração junto à Agência Nacional de Mineração. Ele sugeriu que o Projeto de Lei 2780/24, sobre a política de minerais críticos (em análise no Senado), seja aperfeiçoado para fortalecer a questão da soberania nacional e aumentar a participação da sociedade nas decisões.
O deputado Pedro Uczai (PT-SC) defendeu o Projeto de Lei 1754/26, que cria a TerraBras, uma estatal que controlaria a exploração de terras raras com o objetivo de desenvolver a sua industrialização. Ele é um dos autores da proposta.
“Há 30 anos, a China não conseguia competir com Estados Unidos e Europa em praticamente nenhum setor. Hoje, lidera grande parte das áreas tecnológicas do mundo. Isso é resultado de decisão política”, disse o deputado.
Segundo o presidente da Rede pela Soberania, Sylvio Costa, a China tem o controle estatal de produtos baseados em minerais críticos. Já os Estados Unidos, Japão e Austrália fazem parcerias com a iniciativa privada, mas o Estado exerce sua autoridade sobre a atividade.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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