Bahia

Quaest mostra Rui Costa na liderança e crescimento de Jaques Wagner na disputa pelo Senado

Pesquisa aponta aumento da consolidação do voto e redução dos eleitores indecisos na disputa pelas duas vagas ao Senado

Publicados

em

A pesquisa realizada pela Quaest mostra o cenário atual da disputa pelas duas vagas ao Senado na Bahia. Os candidatos Rui Costa (PT), Jaques Wagner (PT), Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) aparecem entre os principais nomes na corrida eleitoral.

De acordo com o levantamento, enquanto não houver uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral, Marcelo Marcelino (PCO) e Deltan Dallagnol (Novo) seguem concorrendo ao Senado.

Decisão do voto

A pesquisa aponta que 69% dos entrevistados consideram definitiva a escolha de voto para o Senado, enquanto 30% afirmam que ainda podem mudar de candidato. Outros 1% não souberam ou não responderam.

O percentual de eleitores que consideram a escolha definitiva aumentou de 58% para 69%. Já os que admitem mudar de voto caíram de 42% para 30%.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Deltan Dallagnol (Novo) aparece com 10%, contra 6% registrados em 24 de setembro.

Em seguida aparecem:

  • Filipe Barros (PL): 9% — era 3%;
  • Alexandre Curi (Republicanos): 7% — era 4%;
  • Gleisi (PT): 5% — era 4%;
  • Dr. Rosinha (PT): 3% — era 2%;
  • Cristina Graeml (PSD): 2% — manteve 2%;
  • Marcelo Marcelino (PCO): 1% — era 0%;
  • Karen Guerreiro (Missão): 0%;
  • Joaquim do MLB (Unidade Popular): 0%;
  • Outros: 1% — era 0%;
  • Indecisos: 60% — eram 76%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 2% — eram 3%.

Os resultados da pesquisa espontânea ajudam a medir o grau de consolidação do voto. Quanto maior o número de indecisos, menos consolidada está a escolha e maior pode ser a possibilidade de mudanças até a eleição.

Leia Também:  Projeto reconhece líderes comunitários e cria cadastro nacional

Pesquisa estimulada

Na pesquisa estimulada, os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Cada eleitor escolhe um nome para a primeira vaga e outro para a segunda.

Entre os votos válidos, Rui Costa (PT) aparece na liderança, com 33%, seguido por Jaques Wagner (PT), com 30%.

Na sequência estão:

  • Angelo Coronel (Republicanos): 18%;
  • João Roma (PL): 17%;
  • Professora Delliana Ricelli (PSOL): 1%;
  • Marcelo Carvalho (PSOL): 1%;
  • Marcelo Santtana (DC): 0%;
  • Marcelo Millet (PCO): 0%;
  • Carlos Sodré (Mobiliza): 0%;
  • Gregorio Gould (UP): 0%.

O que são votos válidos?

Os votos válidos são a forma como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga o resultado oficial das eleições. O cálculo considera os votos dados aos candidatos e exclui os votos brancos, nulos e as abstenções.

Para vencer uma eleição majoritária em primeiro turno, quando aplicável, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos.

Como a Quaest calcula os votos válidos?

Segundo a metodologia apresentada pela Quaest, o cálculo considera as intenções de voto da pesquisa e o perfil de comparecimento dos eleitores para estimar os votos válidos.

O levantamento utiliza o modelo “likely voter”, que considera os eleitores com maior probabilidade de comparecer às urnas.

Resultado agregado para as duas vagas

Considerando conjuntamente a primeira e a segunda vaga, Rui Costa aparece novamente na liderança:

  • Rui Costa (PT): 26% — era 23%;
  • Jaques Wagner (PT): 24% — era 17%;
  • Angelo Coronel (Republicanos): 14% — era 9%;
  • João Roma (PL): 13% — era 11%;
  • Professora Delliana Ricelli (PSOL): 1% — era 2%;
  • Marcelo Carvalho (PSOL): 1% — manteve 1%;
  • Marcelo Santtana (DC): 0% — era 1%;
  • Marcelo Millet (PCO): 0%;
  • Carlos Sodré (Mobiliza): 0% — era 1%;
  • Gregorio Gould (UP): 0%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 13% — eram 16%;
  • Indecisos: 8% — eram 19%.
Leia Também:  CAE envia ao Plenário indicações para três diretorias do Banco Central

Voto para a primeira vaga

Quando questionados especificamente sobre a primeira vaga ao Senado, Rui Costa aparece com 33%, contra 32% no levantamento anterior.

Jaques Wagner registra 18%, ante 15% anteriormente. João Roma aparece com 16%, mantendo o mesmo percentual, enquanto Angelo Coronel chega a 12%, contra 8% na pesquisa anterior.

Professora Delliana Ricelli tem 1%, Marcelo Carvalho 1%, enquanto Marcelo Santtana, Marcelo Millet e Carlos Sodré aparecem com 0%.

Cenário eleitoral

Os números mostram uma redução significativa do percentual de eleitores indecisos. Na pesquisa espontânea, os indecisos passaram de 76% para 60%. Já no cenário agregado das duas vagas, o percentual caiu de 19% para 8%.

Ao mesmo tempo, os principais candidatos apresentaram crescimento em relação ao levantamento anterior, especialmente Jaques Wagner e Angelo Coronel, enquanto Rui Costa permanece na liderança.

A pesquisa indica, portanto, um cenário ainda sujeito a mudanças, mas com maior definição das escolhas do eleitorado à medida que a eleição se aproxima.

com informações e imagens do G1

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Bilionário doa R$ 300 mil a candidatos de MT e financia campanhas de eleitos e derrotados

Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, destinou recursos a Carlos Avallone, coronel Roveri, Eduardo Botelho e Jéssica Riva; doações nacionais somaram R$ 6,6 milhões

Publicados

em

O empresário Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da Cosan, destinou R$ 300 mil a quatro candidaturas em Mato Grosso nas eleições de 2026. Os recursos beneficiaram políticos que conquistaram cadeiras na Assembleia Legislativa (ALMT) e outros que não conseguiram se eleger.

Entre os contemplados estão os deputados estaduais Carlos Avallone (PSDB) e coronel Roveri (Podemos), ambos eleitos, além de Eduardo Botelho (MDB) e Jéssica Riva (MDB), que ficaram fora da próxima legislatura.

Avallone, que disputou a reeleição, recebeu R$ 50 mil do empresário e conquistou uma cadeira com 1,61% dos votos válidos. Roveri também contou com uma contribuição de R$ 50 mil e foi eleito com 2,48% dos votos válidos.

Já Eduardo Botelho e Jéssica Riva receberam R$ 100 mil cada um. Apesar do apoio financeiro, nenhum dos dois conseguiu conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Em todo o país, Ometto figurou como o maior doador individual de campanhas eleitorais, com R$ 6,6 milhões distribuídos a 38 destinatários, entre candidatos e diretórios partidários.

Leia Também:  Projeto cria linha especial de crédito para pescadores artesanais

Levantamento divulgado pelo g1 aponta que 13 candidatos beneficiados pelo empresário foram eleitos, sendo nove deputados federais e quatro estaduais. Juntos, receberam R$ 1,7 milhão.

Outros 14 candidatos apoiados não conseguiram se eleger. Desse grupo, dez disputavam vagas na Câmara dos Deputados e quatro concorriam às assembleias legislativas. As contribuições destinadas a eles somaram R$ 1,95 milhão.

Três candidatos terminaram a eleição na condição de suplentes nas assembleias estaduais, após receberem, juntos, R$ 450 mil.

Além dos repasses individuais, Ometto destinou R$ 2,5 milhões a oito diretórios partidários, sendo um nacional e sete estaduais.

As doações diretas do empresário foram direcionadas exclusivamente a candidatos ao Legislativo. Não houve contribuições individuais para campanhas à Presidência da República, aos governos estaduais ou ao Senado.

O PSD foi a legenda com maior número de candidatos beneficiados, com cinco doações. PL e Republicanos aparecem na sequência, com quatro candidatos contemplados cada. Também receberam contribuições candidatos do PT, PP, MDB, Podemos, PSDB, PSB e Novo.

Entre as siglas, o PP concentrou o maior volume de recursos.

Leia Também:  Com novas bancadas, Senado finalizou definição de comissões

Atuação empresarial

Rubens Ometto e sua família controlam a Cosan, grupo brasileiro com investimentos em diferentes setores da economia, incluindo infraestrutura e energia.

A holding também possui participação na Raízen, companhia criada em 2011 e controlada conjuntamente pela Cosan e pela Shell.

Em julho de 2026, a Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, envolvendo a renegociação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas com bancos e investidores.

Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia, Ometto manteve participação expressiva no financiamento eleitoral deste ano, com contribuições distribuídas entre diferentes partidos e candidaturas em todo o Brasil.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA