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POLÍTICA NACIONAL

Falta de acesso ao tratamento é principal entrave para combate ao câncer

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Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Dia Mundial de Combate ao Câncer. Dep. Weliton Prado PROS-MG
Weliton Prado, presidente da comissão, defendeu a criação de um fundo

As dificuldades de acesso a exames, consultas e cirurgias decorrentes das desigualdades sociais do país, agravadas neste período de crise sanitária, foram apontadas como as principais barreiras para o tratamento do câncer no Brasil.

Em audiência pública na Câmara em comemoração ao 4 de fevereiro, Dia Mundial de Combate à doença, parlamentares e especialistas também ressaltaram problemas como a falta de financiamento e a demora nos diagnósticos.

Convidados do debate promovido pela Comissão Especial de Combate ao Câncer mostraram que a doença é a segunda maior causa de mortes no país, com 300 mil óbitos por ano. São 625 mil novos casos registrados no mesmo período.

Lei dos 30 dias
O slogan “quem tem câncer, tem pressa” foi repetido várias vezes durante as discussões. Primeira vice-presidente da comissão especial, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) destacou o papel das entidades da sociedade civil na busca de igualdade de oportunidades para a população, assim como os prejuízos que a pandemia do novo coronavírus tem causado aos pacientes com câncer.

Para ela, é preciso comunicar aos pacientes, com muita clareza, qual é o direito que eles têm com relação à Lei dos 30 dias.

“A lei que garante que, na suspeita diagnóstica ou procedimento, os exames precisam ser feitos em até 30 dias; e na confirmação, após a biópsia, não é marcar a consulta, é realmente fazer o procedimento prescrito pelo médico. E agora é o momento de nós corrermos para recuperarmos o tempo perdido”, observou a deputada.

Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Dia Mundial de Combate ao Câncer. Priscila Bernardina - Médica e Presidente Associação Presente de Apoio a Pacientes com Câncer - Padre Tiãozinho
Priscila Soares: “Trinta por cento de nós, brasileiros, poderíamos não ter câncer”

A médica Priscila Soares, da associação Presente de Apoio a Pacientes com Câncer, ressaltou que, desde o início da pandemia, as taxas de rastreamento e do número de biópsias caíram. Ela confirmou que um dos maiores gargalos é o tempo, e sugeriu mobilizações rápidas para a prevenção.

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“Trinta por cento de nós, brasileiros, poderíamos não ter câncer, se nós tivéssemos acesso a informação adequada, se nós tivéssemos acesso, entre a suspeita de ‘algo dando errado em meu corpo’ e o início de um diagnóstico, de um tratamento. Porque o câncer é evitável, o câncer é curável”, disse.

Perfil populacional
A psicooncologista Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, afirmou que, em 14 estados do país, mais de 50% dos casos de câncer são diagnosticados em estágio avançado. O mote da campanha feita pela organização da sociedade civil é “o câncer não escolhe, o acesso à saúde também não deveria escolher”. Luciana Holtz mostrou o perfil da parcela da população mais prejudicada com a falta de acesso ao tratamento.

“Hoje, as pessoas que morrem mais são as que não sabem ler, as pretas; as que não têm dinheiro para pagar uma condução e ir ao médico, e muitas vezes têm que escolher entre ir ao médico e dar comida a seus filhos”, disse. Segundo ela, são pessoas que “não têm força para se cuidar, por falta de autoestima e bem-estar emocional e social; e que não têm acesso a um serviço de saúde perto ou longe delas”.

Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Dia Mundial de Combate ao Câncer. Luciana Holtz - Presidente do Instituto Oncoguia
Luciana Holtz: câncer afeta mais a população pobre

Fundo Nacional
O presidente da Comissão Especial de Combate ao Câncer, deputado Weliton Prado (Pros-MG), propôs a criação de um Fundo Nacional de Combate à doença, e indicou de onde viria o dinheiro.

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“Recursos provenientes de efeitos de condenação judicial, criminal, civil; de acordos inclusive na atuação extrajudicial do Ministério Público; todos os criptoativos apreendidos, as criptomoedas confiscadas, sequestradas pela União ou pedidos em favor da União após decisão judicial”, enumerou.

Weliton Prado também defendeu que um percentual da arrecadação de impostos sobre cigarros e bebidas alcoólicas, além da arrecadação com as loterias federais, também fosse destinado ao fundo.

Os convidados da audiência pública também explicitaram as diferenças entre os pacientes que são atendidos nas redes pública e particular de saúde, tanto em relação ao estágio em que a doença está e se têm acesso ao tratamento, quanto em relação ao índice de cura do câncer.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Roberto Seabra

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POLÍTICA NACIONAL

Na região metropolitana de SP, Ciro fala de programa de renda mínima

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Na manhã de hoje (17), o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, fez uma caminhada pelo bairro Cento e Vinte, em Santana do Parnaíba, cidade da região metropolitana de São Paulo. Ao lado do candidato a governador de São Paulo pelo PDT, Elvis Cezar, e da candidata a vice-governadora, Gleides Sodré, Ciro fez campanha na região e relembrou um dos pilares da sua campanha, o programa de renda mínima. O programa foi batizado em homenagem ao vereador Eduardo Suplicy, do PT de São Paulo.

“Aqui no Cento e Vinte nós repisamos nossa prioridade, o programa de renda mínima, de cidadania, Eduardo Suplicy. Mil reais para todos os domicílios da pobreza brasileira que têm uma definição. Quem ganha por cabeça R$ 417 por mês passará a ter direito constitucional, como elemento previdenciário, com receitas arrecadadas pelo Estado, para resolver o problema”, disse ele durante a caminhada.

Ciro, que também estava acompanhado de vários candidatos a deputado federal e estadual do partido, afirmou que seu programa de governo visa a construção de “um Brasil para todos”. “Aqui nós viemos sinalizar aquilo que é o compromisso fundamental do projeto nacional de desenvolvimento: construir um Brasil para todos, um Brasil equilibrado, justo, onde cada setor da vida nacional tenha uma oportunidade de visualizar seus interesses, sua estratégia, de ter esperança no futuro”.

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O candidato a presidente pelo PDT destacou o compromisso do seu projeto de governo em acabar com a pobreza, “erradicar a miséria, a fome, a doença e todas as sequelas da sociedade mais injusta, de pior distribuição de renda do mundo”. À tarde, o candidato do PDT deverá gravar seu programa eleitoral. As campanhas pela televisão e rádio terão início no dia 26 de agosto.

O PDT lançou a candidatura de Ciro Gomes em 20 de julho, mas, em entrevistas realizadas nos últimos anos, ele já se colocava como candidato à Presidência, após o terceiro lugar obtido na eleição de 2018. O partido não fechou alianças este ano e definiu o nome de Ana Paula Matos, vice-prefeita de Salvador, como candidata a vice-presidente na chapa.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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