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Deputados aprovam reajuste de 6,8% para os servidores do TJMT em segunda e última votação

Em votação unânime, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda e última votação, durante sessão ordinária nesta quarta-feira (19), o Projeto de Lei 1398/2025, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que altera a Lei nº 8.814, de 15 de janeiro de 2008, que institui o Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso e dá outras providências, para dispor sobre a alteração dos valores das tabelas salariais dos cargos de provimento efetivo do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

O projeto de Lei veio acompanhado de justificativa, estudo de impacto orçamentário e financeiro e corrige sete tabelas salariais das carreiras da Justiça como um todo.

O PL concede reajuste linear de salário de 6,8% aos servidores do Judiciário, Durante a votação, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), fez questão de destacar o empenho da base de sustentação do governo em votar a matéria. “Quero fazer um registro aqui e agradecer à Casa Civil e aos deputados da base, até porque caberia mais um instrumento de obstrução da pauta, que é a questão de trancar a pauta pelos vetos que estão vencidos, mas a base não usou desse instrumento”, disse Russi.

“Muitos poderiam não compreender, mas é um mecanismo da minoria que poderia ter sido usado para impedir a análise até que se votassem todos os vetos”, disse o presidente da Casa de Leis.

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O Projeto de Lei prevê o reajuste do salário de cerca de 3,5 mil servidores do Judiciário segue agora para análise do governador Mauro Mendes (União), que poderá vetá-lo ou sancioná-lo. Em discussão do projeto, o deputado Paulo Araújo (PP), de forma online, destacou que não vota contra o servidor. “Eu não voto matéria contra o servidor, em nenhuma hipótese”, disse o parlamentar.

Chico Guarnieri (PRD), que pediu vista do projeto, ainda em primeira votação, registrou que defende aumento de salário para todas as categorias. “Eu defendo aumento de salário para todas as categorias. Não sou contra o servidor público. Eu defendo salário digno para todos os servidores de Mato Grosso”, disse o parlamentar na tribuna. O parlamentar cobrou – ainda – a instalação de novas comarcas e citou como exemplo a comarca criada de Nova Olímpia, que ainda não foi instalada após década de criação.

A deputada Janaína Riva (MDB), destacou a presença em plenário do desembargador Orlando Perri e da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, vice-presidente do Tribunal de Justiça em uma clara demonstração de transparência e respeito mútuo entre os Poderes Constituídos, já que o interesse maior é contemplar os servidores que prestam serviço para a população e para Mato Grosso.

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“Com todo respeito, eu gostaria mais uma vez de reforçar os argumentos que nos levaram a votar favorável a esse reajuste dos servidores do Judiciário. Cito o artigo 99 da Constituição Federal, que diz em seu parágrafo 1: Ao Poder Judiciário é assegurada a autonomia administrativa e financeira”, observou a deputada.

“O argumento do governo de que o reajuste do TJMT pode provocar um efeito cascata é falso. Não existe efeito cascata. Temos precedente, em 2022, votamos um aumento desse, sem nenhum efeito cascata. Esse argumento é só uma cortina de fumaça”, destacou Janaína Riva.

Valdir Barranco (PT), endossou as palavras da deputada emedebista. “É inverídica a versão apresentada pelo governo. Esse reajuste é um direito dos servidores e do Tribunal de Justiça”. Para completar, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João José, falou do seu voto favorável ao projeto e argumentou que caso haja veto por parte do governo, vai registrar o seu voto pela derrubada. “Se o projeto for vetado pelo governo, vou registrar o meu voto de forma transparente”, argumentou em plenário. o Dep Dr. João José de Matos (MDB).

Fonte: ALMT – MT

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Articulação de bastidores pode unir Max Russi, Janaína Riva e Jayme Campos em recuo estratégico de Wellington Fagundes em chapa ao Governo de Mato Grosso

Mesmo integrando o União Brasil de Mauro Mendes, Jayme Campos pode construir projeto paralelo dentro da própria base governista e disputar o Senado em composição articulada nos bastidores junto ao grupo político da Assembleia Legislativa

Por Palmiro Pimenta

Os bastidores da política mato-grossense começam a ganhar novos contornos para a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026. Uma articulação construída longe dos holofotes pode resultar em uma composição envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, a deputada estadual Janaína Riva e até mesmo o senador Jayme Campos.

Segundo leituras políticas que circulam entre parlamentares e lideranças partidárias, o grupo ligado ao senador Wellington Fagundes avalia um possível reposicionamento estratégico dentro da sucessão estadual. Nesse cenário, Wellington poderia recuar de uma eventual candidatura ao Palácio Paiaguás para abrir espaço a uma composição familiar e política: Janaína Riva, que é sua nora, disputaria como candidata a vice-governadora em uma chapa encabeçada por Max Russi.

A movimentação colocaria a Assembleia Legislativa como protagonista no processo eleitoral de 2026, consolidando uma aliança entre grupos políticos com forte influência no interior do Estado e trânsito consolidado junto à classe política.

Nos corredores da política, interlocutores avaliam que Max Russi tem ampliado seu capital político ao comandar a Assembleia com perfil conciliador, mantendo diálogo aberto com diferentes correntes partidárias e setores do governo estadual. Já Janaína Riva segue sendo considerada uma das parlamentares mais influentes da atual legislatura, com forte densidade eleitoral e protagonismo em pautas estratégicas dentro do Parlamento.

A eventual composição também seria interpretada como uma tentativa de construção de uma segunda ou terceira via competitiva dentro do cenário estadual, mirando diretamente o vice-governador Otaviano Pivetta, que aparece como nome natural do grupo governista para a sucessão do governador Mauro Mendes.

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Nesse contexto, o nome de Jayme Campos passou a ganhar força nas articulações de bastidores. Apesar de integrar o mesmo União Brasil comandado politicamente por Mauro Mendes em Mato Grosso, interlocutores avaliam que ambos podem acabar disputando vagas ao Senado Federal dentro da mesma aliança partidária, porém integrando composições políticas diferentes no processo sucessório estadual.

Nos bastidores, lideranças políticas já enxergam um distanciamento entre os grupos de Jaime Campos e Mauro Mendes, especialmente diante das discussões sobre a formação da chapa majoritária de 2026. A leitura é de que Jaime busca preservar espaço político próprio dentro da direita mato-grossense, sem necessariamente acompanhar integralmente o projeto sucessório liderado pelo Palácio Paiaguás.

Interlocutores avaliam ainda que Jayme Campos poderia integrar uma composição alternativa ao grupo governista, seja disputando uma vaga ao Senado Federal dentro dessa articulação construída pela Assembleia Legislativa, seja até mesmo participando diretamente de um projeto majoritário ao Governo do Estado. Em algumas leituras políticas, não está descartada sequer a possibilidade de uma chapa encabeçada por Jaime, tendo a esposa de Max Russi como candidata a vice-governadora.

A eventual entrada de Jayme Campos ampliaria o peso político da articulação, principalmente pela influência histórica da família Campos na política mato-grossense e pelo capital eleitoral consolidado do senador em diversas regiões do Estado.

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Apesar das movimentações ganharem força nos bastidores, lideranças políticas ouvidas por interlocutores próximos às articulações ressaltam que a construção ainda está longe de qualquer definição oficial. O cenário segue em fase de conversas, reuniões reservadas e intensos encontros políticos realizados longe dos holofotes.

Nos bastidores, a avaliação é de que os próximos meses serão marcados por uma série de jantares, reuniões estratégicas e alinhamentos políticos entre lideranças da Assembleia Legislativa, representantes partidários e figuras influentes da direita mato-grossense na tentativa de consolidar uma composição competitiva para 2026.

A eventual formação de um bloco envolvendo Max Russi, Janaína Riva, Jayme Campos e setores ligados ao senador Wellington Fagundes poderia provocar forte impacto no atual tabuleiro político estadual, abrindo uma frente considerada capaz de causar dor de cabeça ao grupo governista liderado pelo Palácio Paiaguás na sucessão estadual.

Apesar das conversas ainda ocorrerem de forma reservada, líderes políticos já enxergam a movimentação como uma das articulações mais relevantes do atual tabuleiro sucessório. A construção, no entanto, dependerá da consolidação de alianças partidárias, da definição do posicionamento de Wellington Fagundes e da reação do grupo governista diante do avanço das tratativas.

Enquanto o cenário permanece indefinido, a disputa pelo Palácio Paiaguás começa a revelar que a sucessão estadual deverá ser marcada por intensas negociações de bastidores, alianças estratégicas e rearranjos políticos dentro da própria base conservadora de Mato Grosso.

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