POLÍTICA MT
Comissão aprova projeto que garante gratuidade no transporte a autistas
A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apreciou 12 projetos de lei durante reunião extraordinária realizada na manhã desta terça-feira (2). Do total de proposições, apenas o PL 319/2024 teve parecer contrário aprovado pelos parlamentares presentes.
Antes de dar início à votação dos projetos, o deputado estadual Nininho (Republicanos) comunicou o recebimento, pela comissão, de documento encaminhado pela Associação dos Produtores Rurais da Serra de São Vicente, em que solicita informações sobre projeto para construção ou reforma da Ponte sobre o rio Aricá-Mirim.
Em seguida, o parlamentar informou que já apresentou indicação solicitando ao governador Mauro Mendes, ao secretário de estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, e ao prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, que seja feita uma avaliação técnica e providenciada a recuperação imediata ou a construção de uma ponte definitiva de concreto sobre o rio Aricá-Mirim, na região do município de Campo Verde. Disse ainda que a situação já está sendo avaliada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT).
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Entre os projetos com pareceres favoráveis aprovados pela comissão, estão o PL 207/2024, nos termos do substitutivo integral nº 01, que assegura às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a prestação gratuita do serviço de transporte coletivo intermunicipal rodoviário, no âmbito do estado de Mato Grosso; e o PL 1842/2024, que autoriza a instalação de telas ou gaiolas de proteção nas passarelas e viadutos do estado.
Destacam-se ainda o PL 830/2025, nos termos do substitutivo integral nº 01, que obriga as futuras concessionárias de rodovias em Mato Grosso a fornecerem, em tempo real, as imagens captadas nas praças de pedágio à Polícia Civil e à Polícia Militar; e o PL 1008/2025, que dispõe sobre a proibição de construção de novas pontes de madeiras nas vias pertencentes a Mato Grosso.
A respeito da última proposta, o deputado Chico Guarnieri (PRD) explicou que a intenção é substituir as pontes de madeira por pontes de concreto armado ou pré-moldado, que são mais resistentes, demandam menos manutenção e não enfrentam os problemas de licenciamento ambiental associados ao uso de madeira.
O deputado Nininho parabenizou Guarnieri pela iniciativa e afirmou que as pontes de madeira são um grande problema, porque, quando caem, interrompem totalmente a passagem, impedindo o tráfego de pessoas e o escoamento da produção. Em seguida, destacou o trabalho realizado pelo governo do estado de substituição de pontes de madeira por pontes de concreto e também o programa que permite aos municípios utilizar aduelas para substituir pontes menores e bueiros.
Conforme explicou, inicialmente o programa exigia que os prefeitos seguissem um projeto técnico mais complexo e muitos municípios não tinham equipe especializada nem recursos para contratar empresas para isso, o que resultou na devolução de materiais e problemas na prestação de contas. Após diálogo com o governo do estado, segundo ele, a partir de janeiro de 2025 foram adotadas medidas para simplificar o processo.
Nininho também defendeu que as concessões de rodovias em Mato Grosso sejam feitas de forma simplificada, com trechos em bom estado repassados a associações ou consórcios municipais, para reduzir custos de manutenção e evitar tarifas altas à população.
“O plano de negócio vai colocar, de acordo com o valor do investimento, a tarifa que a população vai pagar. Por isso, eu tenho defendido que se concessione enquanto a rodovia está em bom estado de conservação, porque quem pegar para cuidar não vai deixar deteriorar, vai cuidar da base, vai cuidar do pavimento e não vai exigir muitos investimentos. Quando há muitas obras, isso tudo acaba onerando a concessão e vai parar na tarifa que a população paga. Dessa forma, com certeza nós vamos ter uma tarifa muito menor”, frisou.
Foram aprovados ainda pareceres favoráveis aos projetos de lei 836/2025, 1103/2025, 1105/2025, 1106/2025, 1107/2025 e 1158/2025.
Vista – O deputado Nininho solicitou vista do PL 1082/2023, que dispõe sobre a vedação do aumento de tarifas de pedágio quando houver atraso no cronograma de execução de obras ou melhorias previstas nos contratos de concessão de serviços públicos do sistema rodoviário firmados pelo Estado de Mato Grosso.
Os deputados Janaina Riva (MDB) e Valmir Moretto (Republicanos) participaram da reunião de forma remota.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Consulta popular colocará fim há 27 anos de disputa territorial entre Poxoréu e Primavera do Leste
Nova lei federal abre caminho para solução de conflito territorial que se arrasta desde 1999
Uma disputa territorial que atravessa quase três décadas entre os municípios de Poxoréu e Primavera do Leste finalmente ganhou um caminho para ser resolvida. Após articulação da deputada federal Gisela Simona na Câmara dos Deputados para aprovação da Lei Complementar Federal nº 230/2026 e, em Mato Grosso, pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho – presidente da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso -, moradores das comunidades de Nova Poxoréu e Vale Verde poderão decidir, por meio de consulta popular, se desejam deixar de pertencer a Poxoréu e serem incorporados administrativamente a Primavera do Leste.
A votação está prevista para ocorrer em 4 de outubro, junto às eleições gerais, e deverá envolver cerca de 16 mil moradores das duas comunidades, localizadas a poucos quilômetros da área urbana de Primavera do Leste, embora atualmente pertençam ao território de Poxoréu.
O avanço da proposta foi discutido em reunião realizada no fim de maio, que reuniu lideranças políticas, representantes da comunidade e integrantes da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa. Ao lado do deputado Nininho, Gisela – igualmente, presidente do diretório do União Brasil na capital mato-grossense -, acompanhou a apresentação do cronograma que poderá levar à realização do plebiscito.
A parlamentar considera a aprovação da legislação federal uma das principais entregas de seus 33 meses de atuação na Câmara dos Deputados. Segundo ela, a medida retirou da gaveta uma discussão que permanecia sem solução há anos e criou segurança jurídica para que a população pudesse ser ouvida.
“Era uma legislação que estava parada desde 2024. Após articulações na Casa, conseguimos avançar nessa pauta e aprovar regras que permitem resolver situações como a de Nova Poxoréu e Vale Verde. São comunidades que pertencem administrativamente a um município, mas que, na prática, utilizam diariamente os serviços públicos, o comércio e a infraestrutura de outro”, afirmou.
O pedido para que a parlamentar conduzisse as articulações em Brasília partiu do deputado estadual Nininho, que há anos acompanha a reivindicação dos moradores da região. Para Gisela, o parlamentar teve papel determinante para manter o tema vivo e construir as condições políticas necessárias para que o processo chegasse ao atual estágio.
A demanda pela incorporação das comunidades remonta ao fim da década de 1990. Ao longo desse período, diferentes tentativas de solucionar o impasse acabaram esbarrando em obstáculos legais e questionamentos judiciais. A situação ganhou novo fôlego com a aprovação da Lei Complementar Federal nº 230/2026, que modernizou os critérios para processos de desmembramento e incorporação territorial em todo o país.
A nova legislação estabelece parâmetros nacionais para reorganizações territoriais entre municípios, reduzindo entraves burocráticos e oferecendo maior segurança jurídica para decisões dessa natureza. Na prática, ela cria um caminho legal para resolver conflitos históricos sem a necessidade de criação de novos municípios.
Para o deputado Nininho, há ainda etapas técnicas e jurídicas a serem cumpridas antes da consulta popular. Entre elas está a realização de estudos para avaliar a capacidade administrativa do município que pretende incorporar a área. Na sequência, a Assembleia Legislativa deverá aprovar decreto legislativo e encaminhar o processo ao Tribunal Regional Eleitoral até 4 de agosto, prazo necessário para inclusão da consulta nas urnas eletrônicas. “Hoje podemos dizer que o processo está preparado para acontecer. Agora avançamos para as etapas técnicas que garantirão total segurança jurídica ao resultado”, afirmou.
O parlamentar lembra que uma tentativa semelhante chegou a avançar anos atrás, mas acabou anulada por decisão judicial. Na época, a Lei Estadual nº 10.500 havia determinado a incorporação da área a Primavera do Leste, mas o processo foi posteriormente invalidado. “Agora temos uma legislação federal construída com apoio da deputada Gisela Simona, que estabelece critérios claros e permite que essa discussão avance de forma definitiva”, destacou.
Paralelamente ao debate sobre a redefinição territorial, a região também aguarda outro investimento considerado estratégico pelos moradores. Recentemente, o governo estadual autorizou o projeto de pavimentação de 5,6 quilômetros ligando Primavera do Leste às comunidades de Nova Poxoréu e Vale Verde. A obra, que seguirá para licitação, é considerada fundamental para integrar ainda mais uma população que, embora pertença formalmente a Poxoréu, mantém sua rotina econômica e social fortemente conectada a Primavera do Leste.
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