NACIONAL

MEC investe na alfabetização em todas as etapas da educação

O Ministério da Educação (MEC) trabalha para garantir os direitos educativos dos brasileiros em todas as etapas e as modalidades de educação. Nesta gestão, a pasta lançou pactos nacionais pela recomposição das aprendizagens e pela superação do analfabetismo, que objetivam lidar com dificuldades de aprendizagem e promover a progressão dos estudantes em suas trajetórias escolares, tanto na educação básica quanto na educação de jovens e adultos (EJA). As políticas são voltadas, em especial, a populações mais vulneráveis e historicamente expostas a lacunas educacionais, e foram concebidas em colaboração com estados e municípios e em articulação intersetorial. 

Instituído em março deste ano, o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens será implementado na educação básica, ofertando assistência técnica e financeira para apoiar as redes de ensino na execução de seus planos de recomposição. Os principais resultados esperados incluem a redução das desigualdades educacionais; a recomposição das aprendizagens essenciais, especialmente em leitura, escrita e matemática; e o fortalecimento das redes de ensino para enfrentar desafios futuros. 

Nos últimos anos, a pandemia da covid-19, a falta de acesso à internet e outros desafios somaram-se a problemas estruturais da educação brasileira. O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens nasceu com a missão de garantir que todos os estudantes tenham a chance de aprender, recompondo o que foi perdido devido a esses desafios e avançando nos estudos com qualidade. 

Para isso, está organizado em cinco eixos estruturantes, que orientam as ações de recomposição das aprendizagens: organização do currículo, priorizando competências essenciais para a progressão da aprendizagem; implementação de ciclos formativos e diagnósticos contínuos das defasagens, garantindo intervenções pedagógicas assertivas; mediações e estratégias pedagógicas para favorecer a progressão do aprendizado; capacitação contínua de professores e gestores; e desenvolvimento e distribuição de recursos didáticos acessíveis para apoiar o ensino e a aprendizagem. 

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O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens está integrado a outras iniciativas do MEC, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), pacto interfederativo que garante a alfabetização de todas as crianças na idade certa; o programa Escola das Adolescências, que trabalha pela proteção das trajetórias escolares nos anos finais do ensino fundamental, garantindo permanência e sucesso dos estudantes; o programa Escola em Tempo Integral, voltado à expansão da jornada escolar para aumentar o tempo de aprendizado e o engajamento dos estudantes; e o programa Escolas Conectadas, que investe no fortalecimento da infraestrutura digital e da conectividade nas escolas para apoiar a recomposição das aprendizagens. 

Pacto EJA Lançado em 2024, o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA) inova ao combater o analfabetismo, aumentar a escolaridade e expandir as matrículas na EJA nos sistemas públicos de ensino. O MEC prevê um investimento de R$ 4 bilhões no programa, até o fim da atual gestão. Com uma estratégia integrada, o Pacto EJA articula programas do próprio ministério, entre o MEC e outras pastas e em conjunto com outros entes federativos, a sociedade civil, o setor produtivo, organismos internacionais e movimentos sociais. 

Em quatro anos, o Pacto EJA tem como metas alcançar, em todas as unidades da federação e seus 5.570 municípios, 900 mil estudantes do Programa Brasil Alfabetizado (PBA); 100 mil jovens de 18 a 29 anos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem); 540 mil estudantes beneficiários do Pé-de-Meia EJA; 190 mil estudantes do sistema prisional; 10 mil alunos de formação inicial da Universidade Aberta do Brasil na disciplina de EJA; 60 mil educadores populares formados; e três mil escolas com recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-EJA). 

No lançamento do programa, ocorrido em junho de 2024, o ministro da Educação, Camilo Santana, contextualizou que a EJA “é um dos maiores desafios da política educacional brasileira” e apontou dois grandes desafios integrados: “estancar o processo de analfabetismo e, ao mesmo tempo, melhorar os índices de anos de estudo com conclusão da educação básica”.  

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“Foram estes dois desafios que nos levaram à construção do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos. Queremos, por meio do Pacto, atacar essas duas frentes: analfabetismo e baixa escolaridade. E, nos dois casos, vamos lutar para que isso se dê, o quanto for possível, integrado à educação profissional”, afirmou o ministro, na ocasião.  

A apresentação de uma política integrada e intersetorial, voltada aos diferentes públicos de EJA, somou-se ao anúncio de ações e investimentos na área. Entre eles, está a publicação do Edital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD)/EJA, depois de uma década sem livro didático para a modalidade; e a construção do CadEja, um sistema integrado, com colaboração dos ministérios da Saúde, dos Direitos Humanos e do Trabalho para monitorar a demanda por turmas de EJA e alimentar as redes com as informações produzidas.  

Para monitorar as políticas públicas destinadas à EJA, o MEC criou um Grupo de Trabalho Técnico (GTT). O grupo vai propor instrumentos e ferramentas para monitorar e controlar ações, programas e recursos financeiros inseridos no Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na EJA.  

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações das secretarias de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Sisu+ 2026: MEC disponibiliza consulta às vagas

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou, nesta segunda-feira, 8 de junho, a página de consulta de vagas do Sisu+, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ferramenta do Portal de Acesso Único permite a consulta antecipada da oferta de vagas disponíveis no programa. A plataforma permite filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes importantes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições. 

O Sisu+ visa ofertar eventuais vagas disponíveis nas instituições ofertantes para ingresso no segundo semestre de 2026. Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior. 

Inscrição – Os estudantes interessados em participar do Sisu + podem se inscrever no período de 15 a 19 de junho, por meio do Portal de Acesso Único. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026. Para fins de inscrição, classificação e seleção dos estudantes, será utilizada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada de acordo com a opção de curso e com os critérios preestabelecidos. Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, turno, local de oferta e instituição, optando por uma ordem de preferência. 

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Confira o cronograma do Sisu+ 2026: Cronograma SISU

Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior, contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis, e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação. 

A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a participação por meio do termo de adesão. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção. 

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O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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