NACIONAL
Indicadores de qualidade do ensino fundamental são debatidos
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), promoveu, na segunda-feira, 19 de maio, em Brasília (DF), o encontro formativo do grupo de trabalho (GT) sobre Indicadores de Qualidade da Educação (Indiques). Constituído por membros da Rede Nacional de Articuladores Técnicos do Programa Escola das Adolescências (Renapea), o coletivo debateu indicadores dos anos finais do ensino fundamental.
O GT é fruto de uma parceria do MEC com a Ação Educativa, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Projeto Seta, além de pesquisadoras das universidades federais de São Carlos (UFSCar) e da Bahia (UFBA) — referências no tema. Dez articuladores da Renapea fazem parte do grupo, que foi criado a partir da necessidade de constituir indicadores focados nas adolescências, diante das especificidades dos anos finais do ensino fundamental. O grupo também responde pelas demandas surgidas na Semana Nacional da Escuta das Adolescências, realizada em 2024.
“O Programa Escola das Adolescências tem ampliado seus esforços para incidir na melhoria da qualidade da educação dos anos finais do ensino fundamental. Estamos retomando a construção dos Indiques, com foco nos anos finais, e incorporando dimensões prioritárias para o desenvolvimento integral desses sujeitos”, ressaltou a coordenadora-geral de Ensino Fundamental do MEC, Tereza Farias.
Na liderança do momento formativo, a educadora, pesquisadora e coordenadora da Ação Educativa, Ednéia Gonçalves, explicou que os Indiques têm um papel fundamental de apoiar as escolas a se reconhecerem e entenderem como estão na atuação em diferentes dimensões, além de identificarem seus desafios e suas potências. “A partir disso, elas conseguem priorizar suas ações coletivamente e garantir que as diferentes pessoas envolvidas na educação escolar dentro do território possam contribuir para a melhoria da aprendizagem dos estudantes”, destacou.
Indiques – Os indicadores de qualidade da educação são uma metodologia de autoavaliação escolar, apoiada por um conjunto de materiais, que reúne indicadores educacionais qualitativos, de fácil compreensão, capazes de mobilizar a participação dos diferentes atores da escola — estudantes, professores, gestores, familiares, funcionários, representantes de organizações locais, entre outros. Os primeiros Indiques para o ensino fundamental foram lançados em 2004, mas só agora surgiram indicadores de qualidade específicos para os anos finais. O objetivo do grupo é desenvolver esses materiais, de forma interfederativa e a partir de representantes de todas as regiões do país, em ciclos de oficinas e pré-testes em escolas públicas.
Na última reunião, os articuladores técnicos da Renapea se apropriaram da metodologia de construção dos Indiques, discutiram a estrutura do material e consolidaram um planejamento das atividades do GT ao longo deste ano.
A articuladora representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) Rondônia, Silvana dos Santos, apontou que “os Indiques são um caminho para transformar a realidade da nossa educação de maneira significativa, e criar indicadores específicos para os anos finais é uma função central de apoio às escolas”.
Já Thayana Silva, representante estadual pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) Amazonas, reforçou que os indicadores de qualidade constituem “uma oportunidade muito rica de cada escola conseguir se ouvir e se reconhecer, a fim de redirecionar seu fazer pedagógico e avançar na aprendizagem dos estudantes”.
Escola das Adolescências – O programa Escola das Adolescências, instituído pela Portaria nº 635/2024, é uma estratégia de apoio técnico-pedagógico e financeiro do governo federal para fortalecer os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano). Conjugando esforços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, a iniciativa busca construir uma proposta para essa etapa de ensino que se conecte com as diversas formas de se viver a adolescência no Brasil; promova um espaço acolhedor; e impulsione a qualidade social da educação, melhorando o acesso, o progresso e o desenvolvimento integral dos estudantes.
A política inclui produção e divulgação de guias temáticos sobre os anos finais do ensino fundamental, assim como incentiva financeiramente as escolas priorizadas segundo critérios socioeconômicos e étnico-raciais. Além disso, o programa encoraja maior conexão com as características dos anos finais, para apoiar a construção de trajetórias de sucesso escolar. Suas estratégias se dividem em três eixos: governança; organização curricular e pedagógica; e desenvolvimento profissional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Sisu+ 2026: MEC disponibiliza consulta às vagas
O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou, nesta segunda-feira, 8 de junho, a página de consulta de vagas do Sisu+, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ferramenta do Portal de Acesso Único permite a consulta antecipada da oferta de vagas disponíveis no programa. A plataforma permite filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes importantes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições.
O Sisu+ visa ofertar eventuais vagas disponíveis nas instituições ofertantes para ingresso no segundo semestre de 2026. Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior.
Inscrição – Os estudantes interessados em participar do Sisu + podem se inscrever no período de 15 a 19 de junho, por meio do Portal de Acesso Único. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026. Para fins de inscrição, classificação e seleção dos estudantes, será utilizada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada de acordo com a opção de curso e com os critérios preestabelecidos. Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, turno, local de oferta e instituição, optando por uma ordem de preferência.
Confira o cronograma do Sisu+ 2026: 
Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior, contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis, e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação.
A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a participação por meio do termo de adesão. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção.
O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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