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Alunas da Unesp Bauru acusam professor de assédio; ele nega o caso

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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio
Reprodução/Twitter

Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio

Alunas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), de Bauru, no interior de São Paulo, fizeram uma denúncia de assédio contra o professor adjunto Marcelo Magalhães Bulhões, do departamento de Comunicação Social. Um banner que exibe prints de supostas conversas de conotação sexual entre Bulhões e as estudantes foi colocado à mostra na universidade nesta sexta-feira (1º). Ao iG , o professor negou as acusações.

Na suposta conversa, o professor teria comentado o desejo de manter relações sexuais com alunas. “A verdade é que nosso desejo não passa”, mostra o print de uma conversa. 

Em entrevista ao iG , o professor diz que não há indícios de assédio e que se sente vítima de calúnia e difamação.

“Não há nenhum indício de que houve assédio”, afirma Bulhões. “O que é assédio? Assédio é usar a sua situação profissional para obter algum favor sexual. Eu me senti vítima de difamação e de calúnia. Hoje vim dar aula, vi esse cartaz e fiquei estarrecido.”

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Uma estudante de jornalismo da Unesp, que teve aula com Bulhões e prefere não ser identificada, afirma que o professor já teve atitudes inadequadas com ela em sala de aula. Em uma das vezes, conta, ele quase encostou nos seios da jovem enquanto explicava um trabalho para o grupo dela.

“Mesmo me afastando, ele continuava esticando o braço”, contou. “Minha sorte foi ter uma mesa entre a gente e alguns amigos em volta.”

No Twitter, diversos usuários se manifestaram contra o professor. Um usuário identificado como Leando Biazzi disse que Bulhões “é conhecido há anos por assediar múltiplas alunas”. “Até quando a universidade vai manter o emprego dele e varrer a sujeira pra debaixo do tapete?”, questionou. O professor já havia sido denunciado por assédio anteriormente, em 2019, mas foi absolvido.

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Estudantes estão organizando uma manifestação em frente à sala de Bulhões, que deve ocorrer às 19h desta sexta. “Acusado de assédio há anos, por dezenas de mulheres, a UNESP nada faz”, escreveu uma usuária. “Ele continua a dar aulas sem nenhuma consequência. Chega!”

Também circula nas redes sociais uma petição para exonerar do cargo o professor. Até às 16h40 desta sexta, o pedido já somava quase 1.700 assinaturas. “Finalmente, parece que esse caso vai ter repercussão na imprensa”, escreveu uma usuária. “Bora assinar a petição”. O iG procurou a Unesp para comentar o caso, mas a assessoria ainda não se pronunciou. O posicionamento será enviado por e-mail e incluído nesta reportagem assim que for recebido. 

(*Com a colaboração de Gabrielle Gonçalves). 

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Fonte: IG Nacional

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Eduardo Cunha pode voltar à Câmara dos Deputados; PRE contesta

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Cunha teve o mandato cassado em 2016
Wilson Dias/ Agência Brasil

Cunha teve o mandato cassado em 2016

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) contestou o registro da candidatura do ex-deputado Eduardo Cunha, que tenta disputar o cargo novamente. O questionamento será analisado pelo TRE.

A Justiça suspendeu no final de julho a resolução da Câmara que tornava Eduardo Cunha inelegível, permitindo que ele se candidate novamente. O ex-deputado cassado publicou nesta quarta-feira uma nova foto de perfil no Twitter com a divulgação do seu número de campanha. 

Na opinião da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) com decisão que cassou seu mandato em 2016, Eduardo Cunha ainda segue inelegível. 

O Ministério Público Federal divulgou recentemente um total de 83 candidatos que receberam ações de impugnação na Justiça Eleitoral em São Paulo.

A ausência da apresentação de documentos que habilitam as candidaturas foi a maior razão pela medida. A maioria dos pedidos impugnação foi feita pela falta de apresentação de documento de certidão de antecedentes criminais. 

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Outros pré-candidatos que foram impugnados estão também está Geninho Zuliani (União), vice de Rodrigo Garcia (PSDB) na chapa que disputa a reeleição ao governo de São Paulo, além dos candidatos ao Senado, Edson Aparecido (MDB), e a deputado federal, Kim Kataguiri (União).

Ironicamente muitos candidatos não apresentaram certidão de quitação eleitoral, que garante gozo dos direitos políticos, que é emitida com o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, como também a inexistência de multas em caráter definitivo pela Justiça Eleitoral, nem mesmo multas remitidas, além de apresentação das contas de campanha eleitoral dos candidatos. 

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Fonte: IG Nacional

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