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Importação de armas de fogo é proibida no Canadá

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Arma de fogo
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Arma de fogo

O Canadá anunciou nesta sexta-feira que proibirá a importação de armas de fogo, em uma tentativa de conter os ataques a tiros no país. A medida passa a valer daqui a duas semanas e tem caráter temporário, mas durará até que uma lei seja aprovada no Parlamento e entre em vigor permanentemente, disseram as autoridades.

“Tenho orgulho de anunciar que nosso governo decidiu proibir a importação de armas de fogo”, anunciou Marco Mendicino, ministro da Segurança Pública, em entrevista coletiva.

É uma “proibição temporária” que se aplicará a partir de 19 de agosto a indivíduos e empresas e “até a entrada em vigor de um congelamento nacional”, especifica um comunicado de imprensa do governo canadense.

Seu objetivo é acelerar a aplicação de algumas medidas previstas no Projeto de Lei C-21, apresentado em maio pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, mas que ainda está tramitando no Parlamento, disse Mendicino. A legislação visa o controle de armas e inclui o congelamento nacional na importação, compra, venda e transferências de armas de fogo.

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“Quando anunciamos o Projeto de Lei C-21 e o congelamento nacional de armas, dissemos que usaríamos todas as ferramentas disponíveis para manter os canadenses seguros”, escreveu o minsitro, no Twitter. “Hoje, estamos anunciando uma proibição nacional da importação de armas curtas, antecipando o impacto final do congelamento em vigor.”

As leis que regulamentam a posse de armas no país já haviam ficado mais rígidas depois de um massacre que deixou 23 mortos na cidade costeira de Portapique, na Nova Escócia, em 2020. Foi o ataque com o maior número de vítimas no Canadá em 30 anos.

Na semana passada, três pessoas foram mortas em um ataque a tiros no centro da cidade de Langley, perto de Vancouver, no Oeste do país, incluindo o suposto atirador. Duas pessoas ficaram feridas, uma em estado crítico e a outra com ferimentos graves.

Segundo dados de 2021 do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington, a taxa de homicídios por arma de fogo no Canadá é de 0,5 por 100 mil pessoas, contra a taxa dos EUA, que está em 4,12.

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Dados comerciais de Ottawa, citados pela rede de televisão CTV, também mostram que o país importou US$ 26,4 milhões em pistolas e revólveres entre janeiro e junho — um aumento de 52% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Estima-se também que mais de um milhão de revólveres estejam em circulação no país, de acordo com o jornal La Presse. Na última década, cerca de 55 mil dessas armas foram registradas a cada ano, em média, sem incluir armas importadas e vendidas ilegalmente.

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Fonte: IG Mundo

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Cuba: incêndio em depósito de combustível pode agravar apagões no país

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Explosão causou grande desastre em Cuba
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Explosão causou grande desastre em Cuba

O incêndio maciço em um complexo de armazenamento de combustível na província cubana de Matanzas ameaça agravar os apagões na ilha, que há semanas geram protestos populares. Os impactos do incidente podem ser dramáticos para a economia de uma nação já pressionada pelo embargo americano e pela ineficiência do sistema produtivo estatal.

Os bombeiros lutam há quatro dias para apagar as chamas que já fizeram três dos oito tanques entrarem em colapso, mataram ao menos uma pessoa e feriram outras 122. Há 24 pessoas internadas, cinco delas em estado grave, segundo o boletim médico mais recente, e ao menos 16 bombeiros desaparecidos.

O fogo começou às 19h de sexta (20h, no Brasil), após um dos oito tanques no complexo industrial, a cerca de 100 km ao leste de Havana, ser atingido por um raio. O depósito tinha cerca de 26 mil metros cúbicos de petróleo bruto, cerca da metade de sua capacidade total, e colapsou no sábado, fazendo o fogo se estender para um reservatório vizinho, com 52 mil metros cúbicos de combustível.

O segundo tanque não aguentou e veio abaixo à meia-noite de domingo, segundo o governo do presidente Miguel Díaz-Canel, derramando parte da substância que armazenava. As chamas tomaram um terceiro depósito nesta segunda, que colapsou pouco depois, “piorando ainda mais a situação nas primeiras horas da manhã”, segundo o governador Mario Sabines, afirmando que a ofensiva para controlar o incêndio é “muito complexa”.

Cuba recebe a ajuda de bombeiros especializados mexicanos e venezuelanos, que foram enviados à ilha para ajudar a apagar as chamas cuja magnitude, disse Díaz-Canel no sábado, não tem precedentes históricos no país.

O México mandou mais de 76 especialistas de sua estatal Pemex, junto com três helicópteros e um avião cheio de equipamentos e produtos químicos. O ministro do Petróleo venezuelano, Tareck El Aissami, por sua vez, anunciou o envio de 35 especialistas da companhia petrolífera estatal PDVSA, além de 20 toneladas de equipamentos e produtos para apagar as chamas.

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“A ajuda é importante, creio que será decisiva”, disse o presidente, que se encontrou com parentes dos desaparecidos em um hotel em Matanzas.

No domingo, o presidente cubano agradeceu também Rússia, Argentina e China por oferecerem “solidariedade e assistência material diante desta situação complexa” e os Estados Unidos pela oferta de ajuda técnica. Não está claro, contudo, se o trio ajuda de alguma forma mais concreta.

Apagões

Com capacidade para armazenar mais de 300 mil barris de petróleo e derivados, o complexo de Matanzas é usado para abastecer seis das oito plantas termoelétricas cubanas, segundo disse ao Financial Times Jorge Pinón, especialista da Universidade do Texas, em Austin. O local, disse ele, é “o pilar da logística do sistema petrolífero” cubano.

Estima-se que Cuba produza cerca de 40 mil barris de petróleo diariamente, afirmou o professor, mas o país precisa importar cerca de 80 mil barris adicionais para suprir sua demanda. A maior parte do produto importado vem da Venezuela.

Segundo a União Nacional Elétrica (UNE, estatal), 95% da energia em Cuba é gerada com combustíveis fósseis, parte deles importados que, na atual conjuntura internacional, custam 30% a mais.

Logo, Cuba vinha tendo dificuldade para manter suas luzes acesas diante do aumento do preço dos combustíveis após a invasão russa na Ucrânia, que eclodiu em 24 de fevereiro. E o aumento global é ainda mais sentido em uma ilha sob embargo econômico, onde a inflação anual chegou a 29% em junho.

Durante sua Presidência, o ex-presidente americano Donald Trump apertou o cerco comercial e financeiro à ilha, revertendo a maioria dos avanços normalizadores de seu antecessor, Barack Obama. A plataforma de campanha do presidente Joe Biden prometeu reverter as 243 medidas republicanas, mas não fez muitos avanços desde que chegou ao poder em janeiro do ano passado.

Há também um sério problema de infraestrutura: o sistema elétrico do país tem disponibilidade de distribuição de energia média de 2,5 mil megawatts, insuficiente para a demanda dos lares em horários de consumo máximo, que alcança os 2,9 mil megawatts. A escassez causa apagões frequentes desde maio, alguns que chegam a durar 12 horas.

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Os apagões não são novidade em Cuba: na década de 1990, durante o chamado “Período Especial” após o fim da União Soviética, os cortes de eletricidade duravam até 16 horas por dia. Agora, contudo, o desgaste é maior.

Protestos contra escassez

A situação vem provocando protestos em diversos pontos do país, com marchas e panelaços. São menores e mais localizados que os protestos antigoverno de 11 de julho de 2021, mas suficientes para acender o alerta: os atos, dizem Díaz-Canel, “atendem à contrarrevolução e aos que desejam nosso bloqueio”, fazendo alusão ao embargo americano.

A ministra do Meio Ambiente cubana, Elba Perez, disse no domingo que o incêndio causou a emissão de substâncias poluentes. Especialistas monitoram a nuvem que, de acordo com Perez, não apresenta riscos por enquanto. Por precaução, cerca de 5 mil pessoas foram evacuadas da região, a cerca de 85 km de Havana.

De acordo com a imprensa estatal, o incêndio também não é uma ameaça à operação da planta energética Antonio Guiteras 225 MW, uma das maiores do país, que fica nas redondezas. Na madrugada de domingo, Nestor Perez, diretor da petroleira Cupet, disse que 520 metros cúbicos de combustível foram extraídos de um dos tanques, mas que esperavam a chegada de um navio para continuar a operação.

A tragédia ocorre três meses após a explosão, em Havana, do hotel Saratoga, devido a um vazamento de gás que deixou 46 mortos, incluindo um turista espanhol, e mais de 50 feridos, além da destruição quase total do edifício central.

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Fonte: IG Mundo

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