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Dois terços das crianças da Guiné-Bissau não concluem ensino primário

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Mais de dois terços das crianças da Guiné-Bissau não concluem o ensino primário. A educação é uma das maiores privações de direitos num país onde mais da metade da população é de jovens. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O levantamento foi apresentado na abertura de um fórum que marca o Dia da Criança e discute com os jovens a Guiné-Bissau que querem, alinhados com a visão da União Africana.

Segundo o Unicef, “na Guiné-Bissau a análise multidimensional das privações das crianças, realizada em 2021, mostrou claramente que quase sete em cada dez sofrem seis ou mais privações dos seus direitos ao mesmo tempo”.

A pobreza faz parte das privações, sendo um dos grandes pontos que atingem as crianças e jovens do país, como disse à Lusa Wilson Gama, da instituição. Ele destacou também a questão educacional.

“A taxa de conclusão do ensino primário está em 30%, segundo o último relatório que diz que três em cada dez crianças concluiu o ensino primário. É preocupante”, afirmou.

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Os indicadores relativos à educação constam de relatório realizado em 2018 e a organização não tem outros dados mais atualizados.

A análise sobre as privações, realizada em 2021, mostra também, que “os jovens estão na quinta posição entre os mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas”.

Os impactos são sentidos em relação à saúde, educação e proteção, deixando-os expostos a doenças graves, num país onde “as crianças estão altamente expostas a inundações costeiras e poluição do ar”.

O relatório defende investimentos em serviços sociais, especialmente na educação, água, higiene e saneamento.

Segundo o documento, “76% de crianças são vítimas de disciplina violenta”, apenas “14% têm acesso a saneamento” e o índice das que participam de programas da primeira infância é inferior a 15%. “São dados preocupantes para a Guiné-Bissau”, reiterou.

Para o representante do Unicef, as mudanças não dependem só do governo. “Todos temos um papel a desempenhar, desde os pais em casa, desde os parceiros nacionais e internacionais, os líderes religiosos e comunitários, mas obviamente o governo tem papel diferente em relação às outras entidades”, observou.

O objetivo do fórum em Bissau é elaborar um plano de ação para ser encaminhado ao governo guineense com propostas para alterar a situação.

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A iniciativa junta-se às celebrações do Dia Mundial da Criança, comemorado em 20 de novembro em todo o mundo, simultaneamente ao aniversário da criação da Convenção sobre os Direito da Criança, em 1989, pelo Comitê dos Direitos das Crianças, das Nações Unidas.

O fórum da juventude reúne jovens de todas as regiões da Guiné-Bissau, que vão contribuir com opiniões sobre o tema e as experiências de cada comunidade. Eles deverão elaborar um plano de ação sobre a visão dos jovens em relação ao país em que vivem.

Fonte: EBC Internacional

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UE: 2023 é o ano mais quente da história da humanidade

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Com as altas temperaturas, populares se refrescam nas fontes do Vale do Anhangabaú
Paulo Pinto/Agência Brasil – 09.11.2023

Com as altas temperaturas, populares se refrescam nas fontes do Vale do Anhangabaú

O ano de 2023 é o mais quente já registrado na história da humanidade , de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Copernicus, sistema de observação da Terra da União Europeia. Segundo relatório publicado pelo organismo, o alerta pode ser feito porque o mês de novembro foi “extraordinário” e tornou-se o sexto mês consecutivo a bater recordes.

Com uma temperatura média global de 14,22°C na superfície terrestre, o mês passado foi 0,32°C mais quente do que o recorde anterior para novembro em 2020.

“As extraordinárias temperaturas de novembro, incluindo dois dias com mais de 2°C acima da média pré-industrial, significam que 2023 é o ano mais quente de que há registro na história”, afirmou Samantha Burgess, vice-chefe do Serviço para as Alterações Climáticas do Copernicus.

De janeiro a novembro, a temperatura global de 2023 foi a mais alta jamais registrada, ficando 1,46°C acima da média pré-industrial e 0,13°C acima da média de 11 meses de 2016, o atual ano fechado mais quente da história.

Desde junho deste ano, mês mais quente já registrado pela humanidade, com temperatura média de 16,95ºC, o planeta vem batendo seguidos recordes mensais de calor. Além da crise climática provocada pela emissão de gases do efeito estufa, também contribui para esse cenário o fenômeno do El Niño, caracterizado pelo aumento das temperaturas na superfície do Oceano Pacífico e com repercussões em boa parte do mundo.

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Fonte: Internacional

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