MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Motorista embriagado é denunciado por homicídio tentado de crianças

A 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah (a 433 km de Cuiabá) denunciou, nesta quarta-feira (6), W.S.M. por tentativa de homicídio qualificado contra duas crianças, em decorrência de um atropelamento. O acidente aconteceu na noite de 28 de junho de 2025, em uma avenida central da cidade.Segundo a denúncia, o acusado conduzia um veículo Toyota Corolla sob efeito de álcool, trafegando em zigue-zague pelas ruas. Ao passar por uma rotatória, ele desrespeitou a sinalização de trânsito e atropelou um menino de 12 anos que estava em uma bicicleta, acompanhado de outro garoto, de 11 anos. Este último conseguiu saltar do veículo a tempo e não foi atingido.O motorista fugiu do local sem prestar socorro às vítimas e foi localizado posteriormente em seu estabelecimento comercial, um bar. Durante a abordagem, os policiais constataram que ele apresentava sinais evidentes de embriaguez. O acusado se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas acabou preso em flagrante.O promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues apontou que o denunciado agiu com dolo eventual, assumindo o risco de causar a morte das vítimas ao não frear ou desviar, mesmo ciente da presença das crianças. E acrescentou que o resultado morte só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente.“A via onde se deu o fato é sabidamente movimentada, cercada por estabelecimentos comerciais e com circulação frequente de pedestres e ciclistas, inclusive crianças. O cenário era plenamente visível e o risco concreto era evidente. Ainda assim, o denunciado manteve sua conduta indiferente, revelando aceitação do possível resultado letal”, afirmou o promotor de Justiça. O Ministério Público requereu o pagamento de indenização mínima equivalente a 20 salários mínimos para cada vítima, além da condenação do acusado por tentativa de homicídio qualificado, com base no uso de meio que possa causar perigo comum e por ter sido praticado contra menores de 14 anos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Após ação do MPMT, Justiça condena Energisa por falhas 

A Justiça reconheceu a procedência da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e condenou a concessionária Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A. a adotar medidas para melhorar a prestação do serviço de energia elétrica no município de Alto Garças (362 km de Cuiabá).A ação foi ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Alto Garças, sob a condução do promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos, após a apuração de reiteradas falhas na prestação do serviço, com registros de quedas constantes de energia que, segundo o procedimento investigatório, chegam a ocorrer diariamente e até diversas vezes no mesmo dia.Conforme demonstrado pelo Ministério Público, os problemas no fornecimento de energia elétrica vêm sendo relatados há anos pela população e têm provocado impactos diretos na vida dos moradores, além de comprometer serviços públicos essenciais. Entre os prejuízos apontados estão a interrupção no abastecimento de água, dificuldades no funcionamento de unidades de saúde e danos a equipamentos eletrônicos de consumidores e de órgãos públicos.Na sentença, o juiz Leandro Bozzola Guitarrara acolheu a tese sustentada pelo MPMT de que a prestação do serviço público deve observar padrões de continuidade, eficiência e segurança, especialmente por se tratar de serviço essencial.O juízo destacou que as interrupções frequentes e prolongadas não podem ser consideradas situações excepcionais, como alegado pela concessionária, mas evidenciam falhas estruturais e a necessidade de adoção de medidas efetivas para regularização do serviço.Durante o processo, a empresa alegou que as interrupções decorreriam de fatores externos, como condições climáticas adversas, além de afirmar ter realizado investimentos e manutenções na rede elétrica. Contudo, a prova produzida nos autos, incluindo dados coletados pelo Ministério Público e manifestações de órgãos públicos municipais, evidenciou a persistência do problema e seus efeitos generalizados sobre a coletividade.Com a decisão judicial, foi confirmada a obrigação da concessionária de adotar providências técnicas capazes de garantir a melhoria do fornecimento de energia elétrica em Alto Garças, com o objetivo de cessar as interrupções constantes e assegurar a adequada prestação do serviço à população.Na decisão, o juiz também condenou a Energisa ao pagamento de R$ 2 milhões a título de danos morais coletivos, valor que deverá ser destinado conforme previsto na Lei da Ação Civil Pública, assegurada sua aplicação em benefício direto dos munícipes de Alto Garças, em razão dos prejuízos causados pelas constantes falhas no fornecimento de energia elétrica.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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