MATO GROSSO

Ager lança aplicativo para modernizar fiscalização do transporte intermunicipal

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) lançou, nesta sexta-feira (09.01), o Fiscaliza STCRIP, módulo em formato de aplicativo desenvolvido para modernizar e fortalecer as ações de fiscalização do transporte intermunicipal de passageiros realizadas em campo pelos servidores da Agência.

A nova ferramenta permite a realização das fiscalizações de forma mais prática, eficiente e integrada aos sistemas institucionais da Ager, das empresas cadastradas e de outros órgãos do Governo do Estado.

“O Fiscaliza STCRIP é integrado aos sistemas de outros órgãos públicos e das concessionárias, o que permite uma atuação mais responsiva por parte das empresas na correção de não conformidades identificadas durante a aplicação do checklist de itens fiscalizáveis realizada pela Ager. Caso a empresa de transporte não apresente a solução no prazo legal de 30 dias, será instaurado o respectivo processo sancionatório”, declarou o presidente regulador da Ager, Luis Nespolo.

“Essa nova forma de atuação, mais ágil e moderna, fortalece a comunicação e a interação com os concessionários, além de aprimorar a medição de desempenho das empresas, possibilitando a elaboração de rankings e a premiação por mérito. Com isso, a Agência se posiciona em consonância com as melhores práticas regulatórias adotadas no Brasil”, completou.

Entre as principais funcionalidades do Fiscaliza STCRIP estão a emissão eletrônica de termos de notificação de autuação e apreensão, eliminando o uso de formulários em papel, além do registro imediato de informações, imagens e evidências no local da ocorrência, inclusive em regiões sem acesso à internet.

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O aplicativo também possibilita o gerenciamento e a consulta dos dados dos motoristas do transporte intermunicipal de passageiros, garantindo confiabilidade, rastreabilidade das informações e maior segurança aos usuários do serviço. A ferramenta ainda permite a visualização dos dados das empresas operadoras, das linhas autorizadas e dos veículos cadastrados, conferindo mais agilidade e precisão às ações fiscalizatórias.

Para o diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager, José Ricardo Elias, o sistema proporcionará para a equipe de fiscalização da Agência um ganho de eficiência operacional.

“Antigamente, a fiscalização dependia de abordagens aleatórias e conferências de documentos em papel. Agora, com o sistema digital, toda essa lógica será invertida. O primeiro ganho que destaco é o da eficiência operacional. Outro ponto importante do sistema é que ele irá ajudar da Agência no trabalho de combate ao transporte clandestino”, afirmou o diretor regulador.

O Fiscaliza STCRIP é o primeiro módulo entregue do RegulaMT, sistema digital de serviços regulados pela Agência, desenvolvido com o objetivo de fortalecer o controle, a rastreabilidade, a transparência das ações de fiscalização e o devido processo sancionatório. A solução foi desenvolvida pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e é integrada ao MT Login, sistema de autenticação única do Governo do Estado.

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“Agradeço ao presidente da Ager a confiança para o desenvolvimento desse sistema. Nosso trabalho é fazer com que a tecnologia agregue valor para o cliente e, consequentemente, à sociedade. Essa é a grande missão da MTI”, afirmou o presidente da empresa pública, Cleberson Gomes.

Também estiveram presentes no lançamento o diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da Ager, Jossy Soares; o diretor de Administração Sistêmica, Norberto Medeiros; o servidor Jeferson Moreno, representando a Casa Civil; os diretores da MTI Sócrates de Barros e Paulo Macedo; e os analistas de Tecnologia da Informação da MTI Luciano Bigatão e Marlon Ilha. O evento contou ainda com a participação de superintendentes e servidores da Agência, além de representantes das operadoras do transporte intermunicipal no Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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