AGRONEGÓCIO

Trabalhadora aprende profissão em treinamento e se torna operadora de máquinas


Viviane Capela Faria, 31 anos é operadora de máquinas agrícolas e atua no setor de pulverização. Ela iniciou na profissão depois de ter feito um treinamento ofertado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).

Moradora do Assentamento Jonas Pinheiro, no município de Sorriso, Viviane conta que este já é o segundo treinamento de operação de máquinas agrícolas que ela participa. “Os cursos ofertados pelo Senar-MT em parceria com o Sindicato Rural são fantásticos porque temos a oportunidade de estudar a teoria na prática”.

Para Viviane o contato com as máquinas é primordial para aqueles que querem estar sempre bem capacitados. Ela acrescenta ainda que ao concluírem as aulas, os participantes dos cursos saem preparados para atuarem em qualquer área do setor de máquinas e equipamentos agrícolas. “Este curso que fiz no Centro de Treinamento de Sorriso acrescentou muito à minha carreira”.

O curso aplicação de agrotóxico utilizando o autopropelido está entre os mais solicitados junto ao Senar-MT. O objetivo é capacitar o trabalhador para trabalhar no setor de pulverização.

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Mais que capacitação, o Senar-MT também oferece ao homem do campo por meio dos Sindicatos Rurais a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e vários outros serviços dentro de programas especiais como o Mutirão Rural, Colheita de Talentos e Equoterapia.

Para saber mais acesse o www.senar-mt.org.br ou procure o Sindicato Rural de seu município.Viviane Faria começou a trabalhar como operadora de máquinas agrícolas após uma capacitação do Senar-MT.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

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O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

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Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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