AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio alcançam recorde histórico de R$ 107 bilhões em 2025
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 106,9 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 1997. O resultado consolida o desempenho consistente do setor ao longo do ano e mantém o agro como o principal motor das vendas externas do estado, segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
No acumulado de janeiro a dezembro, a receita das exportações agropecuárias mineiras cresceu 15,5% em relação a 2024, reforçando a força do campo mesmo em um cenário internacional desafiador. O agronegócio respondeu por 43,5% de toda a pauta exportadora de Minas Gerais, evidenciando seu papel estratégico para a economia estadual. Em volume, foram embarcadas 16,2 milhões de toneladas, uma redução próxima de 5%, movimento que reflete maior valorização dos produtos e avanço em mercados de maior valor agregado.
A diversificação segue como um dos pilares do desempenho mineiro. Ao longo de 2025, cerca de 650 produtos agropecuários foram exportados para 178 países, ampliando a presença internacional do estado. A China manteve-se como principal destino, com compras que somaram R$ 24,8 bilhões, seguida pelos Estados Unidos (R$ 10,3 bilhões) e pela Alemanha (R$ 9,7 bilhões). Itália e Japão também se destacaram, com R$ 5,4 bilhões cada em aquisições de produtos do agro mineiro.
Mesmo diante de ajustes de mercado, segmentos tradicionais mantiveram relevância. O complexo soja — que reúne grão, farelo e óleo — movimentou R$ 10,8 bilhões, com embarque de 4,7 milhões de toneladas, apesar de recuos pontuais em receita e volume. Já o complexo sucroalcooleiro encerrou o ano com R$ 10,8 bilhões em exportações e 4 milhões de toneladas embarcadas, preservando sua importância na pauta estadual.
O destaque positivo ficou novamente com o segmento de carnes. As exportações de carne bovina, suína e de frango alcançaram R$ 10 bilhões, o maior valor de toda a série histórica, segundo a Seapa. O desempenho confirma o avanço da pecuária mineira em mercados exigentes, com 513 mil toneladas embarcadas e reconhecimento crescente pela qualidade e sanidade dos produtos.
Produtos com identidade regional também ganharam espaço. Minas Gerais liderou as exportações nacionais de queijos e doce de leite. As vendas externas de queijos somaram R$ 54 milhões, enquanto o doce de leite atingiu R$ 4,5 bilhões em receita. Para a Seapa, os números indicam não apenas crescimento financeiro, mas uma evolução no posicionamento internacional dos derivados mineiros, cada vez mais associados a valor, origem e diferenciação.
O desempenho de 2025 reforça que o agro mineiro inicia 2026 em ritmo forte, apoiado em diversificação, valorização de mercados e maior competitividade internacional — um cenário que amplia oportunidades e dá mais segurança ao planejamento do produtor rural.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Levantamento indica que a produção deve somar 332,7 milhões de toneladas
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), indica que a produção nacional de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas, queda de 3,7% em relação à safra de 2025, que alcançou 345,6 milhões de toneladas.
A retração prevista está concentrada em culturas com forte impacto sobre a logística agrícola, como milho, trigo, arroz, sorgo e algodão. A soja, principal commodity do país, aparece como exceção, com projeção de crescimento de 1,1%, o que ajuda a atenuar os efeitos da redução total sobre o escoamento da produção.
Mesmo com o recuo, o volume projetado mantém o Brasil em um patamar historicamente elevado de produção, o que preserva a relevância do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no escoamento da safra. A avaliação do setor é que a comparação com 2025, um ano atípico, distorce a leitura isolada dos números e exige análise mais estrutural do comportamento logístico.
Além do volume transportado, o impacto da safra sobre o TRC está relacionado à dinâmica de armazenagem, redistribuição de estoques e exportação. Em alguns casos, uma produção menor pode exigir maior eficiência operacional, com reorganização de rotas, melhor uso da frota e integração mais intensa entre produtores, cooperativas e transportadoras.
No Norte do Paraná, região estratégica para o fluxo de grãos, a expectativa é de adaptação, e não de retração logística. A área, que tem Londrina como um de seus principais polos, conecta zonas produtoras a corredores rodoviários relevantes e aos principais mercados consumidores e portos do país. Essa posição geográfica tende a amortecer oscilações pontuais da produção.
A logística regional já opera com planejamento sazonal, o que permite ajustes de frota e redistribuição de cargas conforme a variação da safra. Além disso, a diversificação da matriz transportada reduz a dependência exclusiva dos grãos, contribuindo para maior estabilidade do setor ao longo do ano.
A avaliação do setor é que o desempenho logístico em 2026 dependerá menos do volume absoluto da safra e mais da capacidade de antecipação e coordenação entre os agentes da cadeia. Planejamento, troca de informações e investimentos em infraestrutura seguem como fatores determinantes para manter a eficiência do escoamento agrícola, mesmo em um cenário de leve retração produtiva.
Fonte: Pensar Agro
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