PATRIMÔNIO

Com mais de R$ 379 milhões, Otaviano Pivetta lidera lista dos pré-candidatos mais ricos ao Governo de MT

Declarações entregues à Justiça Eleitoral revelam patrimônio milionário de veteranos da política mato-grossense; disputa pelo Paiaguás também evidencia força econômica dos grupos políticos

A corrida pelo Governo de Mato Grosso em 2026 começa a ganhar contornos não apenas políticos, mas também financeiros. Levantamento baseado nas últimas declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral mostra que os principais nomes colocados na disputa pelo Palácio Paiaguás acumulam patrimônios milionários e forte influência econômica no estado.

No topo da lista aparece o atual vice-governador e pré-candidato ao governo, Otaviano Pivetta (Republicanos). Na eleição de 2018, Pivetta declarou possuir uma fortuna estimada em R$ 379,4 milhões. O patrimônio inclui extensas áreas rurais, participações empresariais e investimentos em companhias ligadas ao agronegócio e logística.

Bem atrás, mas ainda entre os mais ricos da disputa, surge o senador Jayme Campos (União Brasil). Em sua última declaração à Justiça Eleitoral, o parlamentar informou patrimônio de R$ 35,2 milhões, distribuídos entre imóveis, veículos, empréstimos concedidos e participação em empresas tradicionais do estado.

Outro nome de peso econômico no cenário eleitoral é o empresário Maurício Tonhá, o “Maurição”, ligado ao Democracia Cristã. Em sua última candidatura, em 2020, declarou cerca de R$ 20,5 milhões em bens, incluindo imóveis, maquinários agrícolas e participações societárias.

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Fechando o grupo dos veteranos milionários aparece o senador Wellington Fagundes (PL), que declarou possuir aproximadamente R$ 8,6 milhões nas eleições de 2022. O patrimônio do parlamentar está concentrado em imóveis, cotas empresariais e propriedades rurais.

Por outro lado, alguns nomes que começam a despontar no cenário estadual ainda não possuem histórico patrimonial recente disponível na Justiça Eleitoral. Entre eles estão Natasha Slhessarenko (PSB), Marcelo Maluf (Novo), Alex Puccinelli (Democracia Cristã) e Rafaell Milas (Missão).

Nos bastidores políticos, a divulgação dos números reforça um cenário já conhecido em Mato Grosso: a forte ligação entre poder econômico, agronegócio e influência política. Em um estado onde o setor produtivo possui protagonismo nacional, o peso financeiro dos candidatos acaba se tornando também um elemento estratégico dentro da disputa eleitoral.

Embora patrimônio não seja garantia de votos, os números revelam a dimensão econômica dos grupos políticos que devem protagonizar a corrida ao Palácio Paiaguás em 2026.

Fonte: Gazeta digital

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Articulação de bastidores pode unir Max Russi, Janaína Riva e Jayme Campos em recuo estratégico de Wellington Fagundes em chapa ao Governo de Mato Grosso

Mesmo integrando o União Brasil de Mauro Mendes, Jayme Campos pode construir projeto paralelo dentro da própria base governista e disputar o Senado em composição articulada nos bastidores junto ao grupo político da Assembleia Legislativa

Por Palmiro Pimenta

Os bastidores da política mato-grossense começam a ganhar novos contornos para a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026. Uma articulação construída longe dos holofotes pode resultar em uma composição envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, a deputada estadual Janaína Riva e até mesmo o senador Jayme Campos.

Segundo leituras políticas que circulam entre parlamentares e lideranças partidárias, o grupo ligado ao senador Wellington Fagundes avalia um possível reposicionamento estratégico dentro da sucessão estadual. Nesse cenário, Wellington poderia recuar de uma eventual candidatura ao Palácio Paiaguás para abrir espaço a uma composição familiar e política: Janaína Riva, que é sua nora, disputaria como candidata a vice-governadora em uma chapa encabeçada por Max Russi.

A movimentação colocaria a Assembleia Legislativa como protagonista no processo eleitoral de 2026, consolidando uma aliança entre grupos políticos com forte influência no interior do Estado e trânsito consolidado junto à classe política.

Nos corredores da política, interlocutores avaliam que Max Russi tem ampliado seu capital político ao comandar a Assembleia com perfil conciliador, mantendo diálogo aberto com diferentes correntes partidárias e setores do governo estadual. Já Janaína Riva segue sendo considerada uma das parlamentares mais influentes da atual legislatura, com forte densidade eleitoral e protagonismo em pautas estratégicas dentro do Parlamento.

A eventual composição também seria interpretada como uma tentativa de construção de uma segunda ou terceira via competitiva dentro do cenário estadual, mirando diretamente o vice-governador Otaviano Pivetta, que aparece como nome natural do grupo governista para a sucessão do governador Mauro Mendes.

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Nesse contexto, o nome de Jayme Campos passou a ganhar força nas articulações de bastidores. Apesar de integrar o mesmo União Brasil comandado politicamente por Mauro Mendes em Mato Grosso, interlocutores avaliam que ambos podem acabar disputando vagas ao Senado Federal dentro da mesma aliança partidária, porém integrando composições políticas diferentes no processo sucessório estadual.

Nos bastidores, lideranças políticas já enxergam um distanciamento entre os grupos de Jaime Campos e Mauro Mendes, especialmente diante das discussões sobre a formação da chapa majoritária de 2026. A leitura é de que Jaime busca preservar espaço político próprio dentro da direita mato-grossense, sem necessariamente acompanhar integralmente o projeto sucessório liderado pelo Palácio Paiaguás.

Interlocutores avaliam ainda que Jayme Campos poderia integrar uma composição alternativa ao grupo governista, seja disputando uma vaga ao Senado Federal dentro dessa articulação construída pela Assembleia Legislativa, seja até mesmo participando diretamente de um projeto majoritário ao Governo do Estado. Em algumas leituras políticas, não está descartada sequer a possibilidade de uma chapa encabeçada por Jaime, tendo a esposa de Max Russi como candidata a vice-governadora.

A eventual entrada de Jayme Campos ampliaria o peso político da articulação, principalmente pela influência histórica da família Campos na política mato-grossense e pelo capital eleitoral consolidado do senador em diversas regiões do Estado.

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Apesar das movimentações ganharem força nos bastidores, lideranças políticas ouvidas por interlocutores próximos às articulações ressaltam que a construção ainda está longe de qualquer definição oficial. O cenário segue em fase de conversas, reuniões reservadas e intensos encontros políticos realizados longe dos holofotes.

Nos bastidores, a avaliação é de que os próximos meses serão marcados por uma série de jantares, reuniões estratégicas e alinhamentos políticos entre lideranças da Assembleia Legislativa, representantes partidários e figuras influentes da direita mato-grossense na tentativa de consolidar uma composição competitiva para 2026.

A eventual formação de um bloco envolvendo Max Russi, Janaína Riva, Jayme Campos e setores ligados ao senador Wellington Fagundes poderia provocar forte impacto no atual tabuleiro político estadual, abrindo uma frente considerada capaz de causar dor de cabeça ao grupo governista liderado pelo Palácio Paiaguás na sucessão estadual.

Apesar das conversas ainda ocorrerem de forma reservada, líderes políticos já enxergam a movimentação como uma das articulações mais relevantes do atual tabuleiro sucessório. A construção, no entanto, dependerá da consolidação de alianças partidárias, da definição do posicionamento de Wellington Fagundes e da reação do grupo governista diante do avanço das tratativas.

Enquanto o cenário permanece indefinido, a disputa pelo Palácio Paiaguás começa a revelar que a sucessão estadual deverá ser marcada por intensas negociações de bastidores, alianças estratégicas e rearranjos políticos dentro da própria base conservadora de Mato Grosso.

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