ENTREVISTA

Sobrevivência: O “Sócio Oculto” que está sufocando o Empreendedor Brasileiro.

Empreender no Brasil nunca foi para amadores. Mas, para muitos, a linha entre a resiliência e a falência está se tornando perigosamente tênue.

Entre a burocracia asfixiante e uma carga tributária que não perdoa margens de erro, empresários e produtores rurais enfrentam um cenário de “guerra silenciosa”.

Para entender como navegar nesse mar revolto, conversamos com Marcos Aquino, especialista tributário e Sócio da TAX IT. À frente do escritório que hoje é uma das maiores referências em gestão tributária de Mato Grosso, com atuação em todo o território nacional, Aquino traz um alerta contundente: a era da “gestão por intuição” acabou. Quem não se profissionalizar agora pode não sobreviver à próxima virada de chave da economia brasileira.

A Entrevista

Folha de mato grosso: Marcos, muito se fala sobre crise. Estamos realmente diante de uma “epidemia” de falências no setor empresarial?

Marcos Aquino: O termo é forte, mas o risco existe. O que vemos hoje é uma pressão estrutural sem precedentes. O empresário brasileiro acorda todos os dias com um sócio que leva quase metade do que ele produz, mas que se exime de dividir os riscos. Muitos não suportam mais essa carga e não conseguem repassar esse custo para o preço final sem perder o cliente. O resultado é uma empresa trabalhando no limite, sem margem de manobra, onde qualquer oscilação de mercado se torna fatal.

Entretanto, há uma luz: uma gestão que integre as áreas tributária e financeira tem o poder de salvar negócios que pareciam sem saída. Temos presenciado casos aqui no escritório onde a reestruturação salvou mais do que CNPJs; salvou famílias. Por trás de toda empresa existem pessoas, e já vimos lares quase destruídos por dívidas que, com estratégia, foram sanadas, devolvendo a dignidade ao empreendedor.

Leia Também:  Trânsito na Rua Edgar Prado passará a funcionar em mão única a partir de segunda-feira (15)

Folha de mato grosso: E quanto ao produtor rural? O cenário no campo parece ainda mais complexo.

Marcos Aquino: Esse merece um troféu. O que o produtor faz é heroico. Ele enfrenta o clima, a oscilação das commodities, a logística precária e, ainda assim, sustenta o PIB do país. Muitas vezes, operam com margens negativas, assumindo riscos astronômicos para colocar comida na mesa do mundo. Só quem está no trecho, quem pisa no barro e sente a poeira, sabe que a realidade do campo é muito diferente do que se vê nos gráficos de gabinete. A dificuldade é brutal, e a falta de uma gestão tributária eficiente no agro é um ralo por onde escorre a rentabilidade de gerações.

Folha de mato grosso: A informalidade ainda é um refúgio para muitos. Com a Reforma Tributária e a digitalização fiscal, esse “jeitinho” está com os dias contados?

Marcos Aquino: O cerco fechou. O fisco brasileiro hoje é um dos mais tecnológicos do mundo e o cruzamento de dados é instantâneo. Aquela “falsa sensação de regularidade” é o maior perigo: o empresário acha que está tudo bem porque não recebeu uma notificação hoje, mas a inconsistência está lá, registrada, esperando o gatilho da fiscalização. Com a Reforma, a transparência será total. Operar fora da conformidade não será mais uma estratégia de sobrevivência, será um caminho direto para o encerramento das atividades.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata trabalhadores de dentro de caixa d’água de prédio em Cuiabá

Folha de mato grosso: Temos um paradoxo: empresas irregulares correndo riscos e empresas regulares sufocadas pelos impostos. Onde está o ponto de equilíbrio?

Marcos Aquino: Exatamente. Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostram que 95% das empresas pagam mais impostos do que deveriam. É um cenário dramático: enquanto uns correm riscos por irregularidade, outros estão “sangrando” o caixa pagando tributos indevidos por pura falta de planejamento. É dinheiro vital deixado na mesa que deveria estar sendo reinvestido em estoque, maquinário ou na folha de pagamento. O equilíbrio está no planejamento e inteligência fiscal.

Folha de mato grosso: Qual o papel da TAX IT neste momento de transição da economia?

Marcos Aquino: Nosso papel é ser o escudo e o farol do empresário. Na TAX IT, não olhamos apenas para papéis; olhamos para a viabilidade do negócio. Unimos tecnologia e inteligência para transformar o caos tributário em vantagem competitiva. O momento exige que o empreendedor pare de lutar contra o sistema sozinho. Antecipar-se à fiscalização e ajustar a estrutura tributária não é mais um luxo, é sobrevivência. Quem se organiza agora, ganha fôlego para crescer; quem espera, infelizmente, corre o risco de virar estatística.

Sobre a TAX IT:

Escritório especializado em gestão tributária que une inteligência e tecnologia de ponta. Com sede em Cuiabá e forte atuação em Mato Grosso e em todo o Brasil.

Site: www.taxinteligencia.com.br

Contato: (65) 996182185

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

SES e Hospital Geral ofertam 100 consultas em mutirão de otorrinolaringologia

O Hospital Geral de Cuiabá, unidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou um mutirão de consultas e exames em otorrinolaringologia na manhã deste sábado (23.5), para acelerar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

Foram realizadas 100 consultas na especialidade de otorrinolaringologia e 40 exames de videolaringoscopia. Os pacientes aguardavam pelos atendimentos especializados via Sistema Estadual de Regulação (Sisreg).

“A especialidade de otorrinolaringologia é um desafio para o SUS em Mato Grosso, porque temos poucos prestadores. Nós estamos trabalhando, mesmo por meio do programa Fila Zero, para ampliar essa oferta, para melhor atender o cidadão”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.

Segundo a diretora do Hospital Geral, Flávia Galindo, a unidade conta com uma equipe extremamente capacitada. “É um grande passo para a saúde pública realizarmos um mutirão nessa área, com uma equipe tão capacitada, médicos experientes e fortalecendo também o nosso programa de residência médica em otorrinolaringologia”, avaliou.

Leia Também:  Sine Estadual disponibiliza mais de 2,1 mil vagas de trabalho nesta semana

Para Débora da Silva, mãe do Heitor, de apenas oito anos, esse mutirão é a esperança de mais qualidade de vida para o filho. “Muito bom [esse mutirão], porque neste mês fez um ano em que ele estava na fila de espera. Ele fica internado todo mês, o antibiótico dele já é intravenoso; o oral já não faz mais efeito, porque o corpo já se acostumou”, disse.

O médico otorrinolaringologista que atendia no mutirão, dr. Mario Espósito, destacou a importância da ação para os pacientes. “O que se observa é que há pacientes com problemas simples aguardando há mais de um ano na fila. Nesses mutirões, o objetivo é justamente esse: diminuir a fila. Os pacientes que forem clínicos serão tratados clinicamente e os que forem cirúrgicos serão encaminhados para cirurgia. Com certeza, essa fila vai diminuir bastante”, explicou.

Em junho de 2025, a SES efetivou contrato direto com o Hospital Geral, ampliando em 75% o número de procedimentos ofertados pela unidade via Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia Também:  Governo abre 250 vagas para capacitação de profissionais da saúde em hanseníase

Com a assinatura do contrato, o Hospital Geral passou a ofertar 203 leitos de internação pelo SUS, sendo 44 leitos intensivos — de Terapia Intensiva (UTI) ou Cuidados Intermediários (UCI).

O contrato prevê a oferta de 11 especialidades: cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia oncológica, neurocirurgia, otorrinolaringologia, cirurgia intervencionista, hemodinâmica, cirurgia bucomaxilofacial, gestação de risco e alto risco e histocompatibilidade para transplantes.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA