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Atraso do Seguro-Defeso leva Wilson Santos a dialogar com pescadores de Rosário Oeste

O presidente da Colônia Z-13, Jonas Neves, recebeu as autoridades políticas

O presidente da Colônia Z-13, Jonas Neves, recebeu as autoridades políticas

Foto: Samantha dos Anjos

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) se reuniu com pescadores de Rosário Oeste, nesta segunda-feira (27), na sede da Colônia de Pescadores Z-13, para prestar esclarecimentos sobre o atraso de aproximadamente quatro meses no pagamento do Seguro-Defeso, benefício federal destinado a garantir a subsistência das famílias durante o período da piracema. O encontro contou com a presença do prefeito Mariano Balabam e do vereador Paulo Augusto, ambos do PSB, além de representantes da categoria.

Na ocasião, o parlamentar reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos pescadores, que, segundo ele, vivem um cenário de extrema vulnerabilidade social, agravado pela falta de recursos básicos, como alimentação. Ele destacou que Mato Grosso é, atualmente, o único estado brasileiro que adota medidas mais rígidas contra a atividade pesqueira, em razão da Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero. Também, frisou que a legislação empurrou a categoria para a miserabilidade, situação ainda mais crítica com o atraso do Seguro-Defeso. “Falta sensibilidade e um olhar mais humano do poder público para esses trabalhadores”, afirmou.

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Durante a reunião, o deputado detalhou as agendas realizadas em Brasília, ao longo do mês de janeiro, junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao Ministério da Previdência Social (MPS) e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de dar celeridade à liberação dos recursos do Seguro-Defeso. Nas oportunidades, ele defendeu que os pagamentos atrasados sejam realizados em parcela única, como forma de minimizar os prejuízos enfrentados pelos pescadores. “Pedimos que seja paga uma parcela única, com todos os valores atrasados. Essa situação é uma humilhação ao pescador. Por isso, fui a Brasília. Eu não paro, quero continuar defendendo o povo. Estive com os ministros e o presidente nacional do INSS para resolver essa situação”, declarou o parlamentar.

Wilson Santos ressaltou ainda que, diferentemente de outros estados brasileiros, em Mato Grosso o pescador está totalmente proibido de pescar durante o período, o que torna o Seguro-Defeso ainda mais essencial. De acordo com ele, com a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 14, o pagamento do benefício poderá, enfim, ser regularizado.

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Outro ponto abordado no encontro foi a retomada da discussão da Lei da Pesca na Assembleia Legislativa, em que Wilson Santos afirmou acreditar que a maioria dos deputados poderá caminhar unida para impedir o avanço da legislação, especialmente pelo fato de o Governo do Estado não ter cumprido normas previstas na lei, como cursos de capacitação e outras ações de apoio à categoria durante o período de vigência.

Como encaminhamento, foi sugerida a união das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, com o objetivo de alertar autoridades estaduais e federais sobre as dificuldades enfrentadas pela categoria e fortalecer a mobilização em busca de soluções efetivas. O prefeito Mariano Balabam e o vereador Paulo Augusto se colocaram à disposição para somar esforços e atuar junto às demais esferas de poder, visando garantir dignidade, renda e qualidade de vida aos pescadores de Rosário Oeste.

Fonte: ALMT – MT

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Articulação de bastidores pode unir Max Russi, Janaína Riva e Jayme Campos em recuo estratégico de Wellington Fagundes em chapa ao Governo de Mato Grosso

Mesmo integrando o União Brasil de Mauro Mendes, Jayme Campos pode construir projeto paralelo dentro da própria base governista e disputar o Senado em composição articulada nos bastidores junto ao grupo político da Assembleia Legislativa

Por Palmiro Pimenta

Os bastidores da política mato-grossense começam a ganhar novos contornos para a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026. Uma articulação construída longe dos holofotes pode resultar em uma composição envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, a deputada estadual Janaína Riva e até mesmo o senador Jayme Campos.

Segundo leituras políticas que circulam entre parlamentares e lideranças partidárias, o grupo ligado ao senador Wellington Fagundes avalia um possível reposicionamento estratégico dentro da sucessão estadual. Nesse cenário, Wellington poderia recuar de uma eventual candidatura ao Palácio Paiaguás para abrir espaço a uma composição familiar e política: Janaína Riva, que é sua nora, disputaria como candidata a vice-governadora em uma chapa encabeçada por Max Russi.

A movimentação colocaria a Assembleia Legislativa como protagonista no processo eleitoral de 2026, consolidando uma aliança entre grupos políticos com forte influência no interior do Estado e trânsito consolidado junto à classe política.

Nos corredores da política, interlocutores avaliam que Max Russi tem ampliado seu capital político ao comandar a Assembleia com perfil conciliador, mantendo diálogo aberto com diferentes correntes partidárias e setores do governo estadual. Já Janaína Riva segue sendo considerada uma das parlamentares mais influentes da atual legislatura, com forte densidade eleitoral e protagonismo em pautas estratégicas dentro do Parlamento.

A eventual composição também seria interpretada como uma tentativa de construção de uma segunda ou terceira via competitiva dentro do cenário estadual, mirando diretamente o vice-governador Otaviano Pivetta, que aparece como nome natural do grupo governista para a sucessão do governador Mauro Mendes.

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Nesse contexto, o nome de Jayme Campos passou a ganhar força nas articulações de bastidores. Apesar de integrar o mesmo União Brasil comandado politicamente por Mauro Mendes em Mato Grosso, interlocutores avaliam que ambos podem acabar disputando vagas ao Senado Federal dentro da mesma aliança partidária, porém integrando composições políticas diferentes no processo sucessório estadual.

Nos bastidores, lideranças políticas já enxergam um distanciamento entre os grupos de Jaime Campos e Mauro Mendes, especialmente diante das discussões sobre a formação da chapa majoritária de 2026. A leitura é de que Jaime busca preservar espaço político próprio dentro da direita mato-grossense, sem necessariamente acompanhar integralmente o projeto sucessório liderado pelo Palácio Paiaguás.

Interlocutores avaliam ainda que Jayme Campos poderia integrar uma composição alternativa ao grupo governista, seja disputando uma vaga ao Senado Federal dentro dessa articulação construída pela Assembleia Legislativa, seja até mesmo participando diretamente de um projeto majoritário ao Governo do Estado. Em algumas leituras políticas, não está descartada sequer a possibilidade de uma chapa encabeçada por Jaime, tendo a esposa de Max Russi como candidata a vice-governadora.

A eventual entrada de Jayme Campos ampliaria o peso político da articulação, principalmente pela influência histórica da família Campos na política mato-grossense e pelo capital eleitoral consolidado do senador em diversas regiões do Estado.

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Apesar das movimentações ganharem força nos bastidores, lideranças políticas ouvidas por interlocutores próximos às articulações ressaltam que a construção ainda está longe de qualquer definição oficial. O cenário segue em fase de conversas, reuniões reservadas e intensos encontros políticos realizados longe dos holofotes.

Nos bastidores, a avaliação é de que os próximos meses serão marcados por uma série de jantares, reuniões estratégicas e alinhamentos políticos entre lideranças da Assembleia Legislativa, representantes partidários e figuras influentes da direita mato-grossense na tentativa de consolidar uma composição competitiva para 2026.

A eventual formação de um bloco envolvendo Max Russi, Janaína Riva, Jayme Campos e setores ligados ao senador Wellington Fagundes poderia provocar forte impacto no atual tabuleiro político estadual, abrindo uma frente considerada capaz de causar dor de cabeça ao grupo governista liderado pelo Palácio Paiaguás na sucessão estadual.

Apesar das conversas ainda ocorrerem de forma reservada, líderes políticos já enxergam a movimentação como uma das articulações mais relevantes do atual tabuleiro sucessório. A construção, no entanto, dependerá da consolidação de alianças partidárias, da definição do posicionamento de Wellington Fagundes e da reação do grupo governista diante do avanço das tratativas.

Enquanto o cenário permanece indefinido, a disputa pelo Palácio Paiaguás começa a revelar que a sucessão estadual deverá ser marcada por intensas negociações de bastidores, alianças estratégicas e rearranjos políticos dentro da própria base conservadora de Mato Grosso.

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