POLÍTICA NACIONAL

CEsp vai debater obstáculos enfrentados por mulheres atletas

A Comissão de Esporte (CEsp) fará uma audiência pública sobre os obstáculos enfrentados por mulheres atletas e a implementação de políticas públicas que incentivem a presença feminina em esportes de alto rendimento. A data do debate ainda será marcada.

O requerimento para a audiência (REQ 25/2025 – CEsp), apresentado pela presidente da comissão, senadora Leila Barros (PDT-DF), foi aprovado nesta quarta-feira (25).

“Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas, as mulheres atletas brasileiras ainda enfrentam inúmeros desafios em sua trajetória, incluindo desigualdade salarial, falta de patrocínio, menor visibilidade na mídia, barreiras institucionais e discriminação de gênero”, destaca Leila na justificativa do requerimento. 

A senadora acrescenta que a ausência de políticas públicas específicas e mecanismos de incentivo contribui para a perpetuação da desigualdade e desestimula a permanência de mulheres em diversas modalidades esportivas.

“A audiência busca reunir representantes do poder público e atletas com reconhecida trajetória para debater soluções concretas que promovam a equidade de gênero e assegurem condições equitativas de acesso, permanência e sucesso no esporte brasileiro”.

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Serão convidados para o debate representantes do Ministério do Esporte, do Ministério das Mulheres e da Comissão da Mulher no Esporte do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Também devem ser convidadas as ex-atletas Yane Marques (pentatlo moderno), que é vice-presidente do COB; Daiane dos Santos (ginástica artística); Jacqueline Silva (vôlei de praia); e Joanna Maranhão (natação).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.

A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.

Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.

O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.

O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.

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O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.

Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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