POLÍTICA MT
CST da Cultura apresenta demandas dos grupos de trabalho
A 4ª reunião da Câmara Setorial Temática (CST) da Cultura, realizada nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa, debateu as demandas dos grupos de trabalho para a elaboração da lei híbrida da cultura no Estado de Mato Grosso. Na ocasião, os membros da CST apresentaram propostas para que sejam incluídas na nova lei, melhorias na distribuição de recursos e o fortalecimento da cadeia produtiva do setor.
O encontro foi presidido pelo relator da CST da Cultura, o gestor Jan Moura. Ele destacou dois pontos importantes para o desenvolvimento no âmbito cultural. “Uma coisa é a política de fomento, onde a gente precisa pensar em mecanismos para ampliação do recurso. O que a gente está debatendo basicamente é como o governo do estado vai pensar o investimento e como isso pode ser sistematizado de maneira mais padronizada. E também pensar no desenvolvimento da cultura a longo prazo, que é a chave principal para que as pessoas possam ter acesso aos recursos, utilizando os editais ou as políticas de financiamento indireto”, explicou Moura.
Jan Moura acrescentou ainda que “estamos propondo uma grande lei orgânica de cultura, para a gente sair não somente da parte do financiamento, mas acompanhar a forma de como implantá-lo e diversificar essas formas na gestão de prestação de contas com acompanhamento de fiscalização”, complementou.
A secretária adjunta de Cultura, Keiko Okamura, responsável pelo grupo de trabalho audiovisual, citou que um dos pontos que precisa seguir como exemplo nesse GT é a cultura da economia criativa, separada da audiovisual. “É muito complicado a gente ter pessoas que não têm entendimento dessa esfera. É preciso ter uma especialização de conhecimento na área para poder chegar a promover de fato esse desenvolvimento. Outra proposta é nós termos uma lei aprovada sobre a política estadual de desenvolvimento econômico, onde o visual promoverá o desenvolvimento do audiovisual”, destacou.
DJ Taba, vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, comentou a respeito das dificuldades de se criar um fundo com recursos financeiros que atendam as demandas do setor cultural. “É muito importante não só que a gente aprove essa lei, mas também que faça ela acontecer e que as verbas financeiras cheguem ao setor cultural como um todo”, disse Taba.
O secretário de Estado de Cultura Esporte e Lazer, Jefferson Neves, lembrou que o principal desafio é fazer com que o recurso chegue onde precisa e que seja eficiente. “Precisamos que os recursos tenham o máximo de eficiência. Essa escuta dos grupos de trabalho, construir políticas permanentes para resolver esses problemas ou amenizá-los”, explicou Neves.
A CST da Cultura tem como presidente o deputado Beto Dois a Um (União), relator Jan Moura, secretária Fernanda Ferreira de Amorim (assessora parlamentar), além de quinze membros que representam o setor cultural.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Neri Geller desponta como principal aposta do Podemos para a Câmara Federal; Roveri surge como nome competitivo na chapa
A articulação política conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, começa a desenhar o cenário eleitoral do Podemos para 2026. Entre os nomes que compõem a chapa da legenda para a disputa à Câmara dos Deputados, o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Neri Geller aparece como o nome mais consolidado e com maior potencial eleitoral, enquanto o ex-secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, surge como uma das principais novidades da composição partidária.
Com ampla experiência política, trânsito consolidado junto ao agronegócio e histórico de atuação em Brasília, Neri Geller chega ao Podemos como uma das principais lideranças capazes de agregar votos em diversas regiões do Estado. Sua trajetória como ministro da Agricultura e deputado federal lhe garante reconhecimento político e forte capilaridade junto ao setor produtivo mato-grossense, considerado um dos mais influentes do país.
Nos bastidores, lideranças do partido avaliam que a entrada de Neri elevou significativamente o potencial competitivo da chapa. A expectativa é que ele seja um dos maiores puxadores de votos da legenda, contribuindo diretamente para o projeto do Podemos de conquistar até duas cadeiras na Câmara Federal nas eleições do próximo ano.
Logo atrás aparece o coronel César Roveri, que ganhou protagonismo após sua filiação ao Podemos. Ex-secretário de Segurança Pública, Roveri entra na disputa respaldado pelo segmento da segurança pública e por um grupo político alinhado à gestão estadual. Sua chegada foi comemorada por Max Russi, que classificou o ex-secretário como um reforço importante para ampliar a competitividade da chapa.
Além da forte identificação com policiais militares, bombeiros e profissionais da segurança, Roveri também vem ampliando sua rede de apoios em municípios estratégicos, consolidando-se como um dos nomes mais promissores do partido para a disputa proporcional. Nos cálculos internos da legenda, ele figura entre os candidatos com maior capacidade de crescimento ao longo da campanha.
A estratégia montada por Max Russi busca combinar experiência política, representatividade regional e capacidade de transferência de votos. Dentro desse desenho, Neri Geller assume o papel de principal referência eleitoral da chapa, enquanto Roveri desponta como o nome capaz de ampliar a presença do Podemos em segmentos específicos do eleitorado.
Com a nominata praticamente fechada e reunindo nomes conhecidos da política estadual, a avaliação entre dirigentes partidários é de que o Podemos entra na corrida de 2026 com uma das chapas mais competitivas de Mato Grosso, tendo Neri Geller como principal favorito na corrida por uma vaga em Brasília e Roveri como o nome que pode surpreender nas urnas.
Da Redação
Folha de Mato Grosso
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