POLÍTICA MT
In-Próprio Coletivo estreia novo espetáculo em sessões neste sábado e domingo com entrada gratuita
A in-Próprio Coletivo apresenta, no próximo sábado (17) e domingo (18), sempre às 19h, o espetáculo “VERNIZ Náutico para Tufos de Cabelo”, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis na plataforma 1º Piso, neste link: https://www.aprimeiropiso.com/event-details/espetaculo-verniz-nautico-para-tufos-de-cabelo-in-proprio-coletivo.
O coletivo traz ao público uma pesquisa que vem desenvolvendo nos últimos anos, durante um intercâmbio artístico que proporcionou intenso vai-e-vem entre a Baixada Cuiabana e as terras mineiras. A montagem conta com recursos do Edital Viver Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e tem apoio da Assembleia Social, do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, do Spectrolab e da 1º Piso.
“Nosso teatro está sempre aberto para impulsionar a produção cultural mato-grossense que, aliás, é de excelente qualidade. Vamos assistir na primeira fila e convido a todos a virem, porque será incrível”, convida a diretora geral do Teatro Zulmira Canavarros, Daniella Paula Oliveira.
No enredo, duas mulheres preparam uma festa de aniversário para uma terceira, que se encontra inerte. Na medida que a ação evolui, apresenta-se uma trama nonsense de frases feitas, de acúmulo inútil de objetos, de terríveis relações coisificadas.
Com uma ficha técnica formada por artistas renomados de Cuiabá, além da diretora e atriz Dani Leite e da iluminadora e atriz, Karina Figueredo, estão a atriz Débora Vecchi, a parceria cenotécnica de Douglas Peron, do coletivo Spectrolab, o músico e arranjador Jhon Stuart, o dramaturgista e sonoplasta Gus Lima, além da designer de moda Bianca Poppi. A comunicação e identidade visual é de Alexandre Cervi e a produção, de Yasmin Moreira.
Segundo Gus Lima, “a discussão inicial pautou-se na atual crise dos sistemas produtivos. […] Assim, optamos pelo lado sombrio e incerto que passou a regular as relações trabalhistas após a recente reforma, implementada em 2017”. Karina Figueredo complementa: “Afinal, toda pessoa artista independente é uma trabalhadora precarizada no Brasil. Apostamos numa abordagem ligada ao teatro do absurdo e ‘VERNIZ’ convoca a atenção da plateia ao expor questões como o consumismo desenfreado”.
Dani Leite, por sua vez, afirma que a encenação colocou uma lupa no esvaziamento dos vínculos humanos e na opressão enquanto sintoma de um projeto político que privilegia uma vida ensimesmada e autofágica.
O texto, publicado em 2016, foi premiado pelo Aplauso Brasil de Teatro daquele ano e é de autoria do dramaturgo Victor Nóvoa, cuja intensa produção artístico-literária tem obtido uma coleção de indicações a prêmios como os aclamados Shell e APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). O dramaturgo estará presente na estreia do espetáculo.
Recebem agradecimentos especiais também a Fazenda São Benedito, Eletrônica Radar, Carlos Magalhães, Léo Brucks, Matheus Leite, Amanda Leite, Luiz Gustavo Lima, Rozi Lima e Casa Cuiabana.
Mais informações: pelo perfil @in.propriocoletivo no Instagram ou pelo telefone (65) 99952-3165 (Yasmin Moreira).
Ficha técnica
Direção – Dani Leite
Dramaturgia – Victor Nóvoa
Atuação – Karina Figueredo, Debora Vecchi e Dani Leite
Iluminação – Karina Figueredo
Trilha sonora original – Jhon Stuart
Maquinaria sonora e sonoplastia – Jhon Stuart e Gus Lima
Figurino – Bianca Poppi
Cenografia – Douglas Peron
Dramaturgismo – Gus Lima e Dani Leite
Operação de iluminação: Everton Brito
Comunicação e Identidade visual – Alexandre Cervi
Coordenação técnico-artística e produção executiva – Karina Figueredo
Produção – Yasmin Moreira
Serviço:
Espetáculo VERNIZ Náutico para Tufos de Cabelo
Datas: Sábado (17) e domingo (18), às 19h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Ingressos gratuitos – retirar antecipadamente no link https://www.aprimeiropiso.com/event-details/espetaculo-verniz-nautico-para-tufos-de-cabelo-in-proprio-coletivo
Informações: @in.propriocoletivo no Instagram ou pelo telefone (65) 99952-3165 (Yasmin Moreira)
Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Telefone: (65) 3313-6876
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres
A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.
A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).
Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.
“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.
A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.
Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.
“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.
Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.
A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.
Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.
O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.
Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.
Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.
“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.
Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.
Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.
O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.
“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.
O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.
Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.
A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.
“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.
Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.
Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.
“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.
Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.
“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.
A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.
Fonte: ALMT – MT
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