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Alunos da Escola Estadual Ulisses Cuiabano visitam a ALMT

Na manhã desta quarta-feira (11), 29 estudantes da Escola Estadual Professor Ulisses Cuiabano fizeram uma visita oficial a Assembleia Legislativa, por meio do programa “Por dentro do Parlamento”, coordenado pelo Planejamento Estratégico da Casa de Leis. Eles foram recepcionados pela coordenadora do programa, Raquel Juliano Jassniker. 

A professora de sociologia e de Projeto de Vida, Lilian Bazzi, afirmou que os estudantes, que visitam a Assembleia Legislativa, fazem parte de uma trilha formativa em ciências humanas e sociais aplicadas da unidade de ensino. No momento, segundo ela, estão trabalhando ideias legislativas. “Eles criaram as próprias ideias e, agora, estão estudando projetos de lei dos deputados estaduais”, disse. 

“A vinda até a Assembleia Legislativa é uma grande oportunidade para os estudantes conhecerem como funciona o Parlamento. Eles se mostraram felizes e receptivos com a ideia de conhecer a história do Parlamento. É uma aula para além dos muros da escola. Eles se sentem muito melhores e mais livres quando conseguem acessar esses espaços”, afirmou Bazzi.

O estudante do 2º ano do ensino médio, Roger Sabino de Oliveira Ramos, disse que ao aprender política dentro da sala de aula, acaba levando o conhecimento que aprendeu para casa (pais). Segundo ele, a ideia de discutir política surgiu a partir do momento em que a professora Bazzi apresentou a proposta aos alunos do Ulisses Cuiabano.

“Antes disso, a maioria dos colegas não tinha um posicionamento concreto sobre política. A partir do momento que comecei a saber o que um deputado faz, passei a ter curiosidade para conhecer a história política da Assembleia Legislativa. Mas ainda falta muito ‘feijão’ para sabermos do que trata a política”, afirmou Ramos. 

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Mesmo com o pouco conhecimento que tem sobre política, o aluno Vinicius de Souza, do 2º ano do ensino médio, disse que não votaria em um candidato por ser amigo, mas naquele que apresentar propostas que venham atender os anseios da população. “Mas também não adianta nada apresentar uma proposta e não executá-la”, destacou Souza.  

De acordo com Vinicius de Souza, é importante a participação dos jovens estudantes nas discussões políticas e, com isso, ter maiores possibilidades de melhorar o dia a dia do cidadão. “Além de entender sobre política, precisamos saber como é o trabalho dos nossos legisladores. Sempre tive a curiosidade de saber como funciona a política. Por isso, busco saber quais são as propostas apresentadas pelos deputados”, disse.

O estudante Pedro Henrique Botelho dos Santos, também do 2º ano, disse que o programa “Por dentro do Parlamento” proporciona um momento ímpar para os alunos conhecerem o processo legislativo que é executado na Assembleia Legislativa. “É a primeira vez que venho aqui para conhecer um pouco a história política de Mato Grosso. É preciso clarear a nossa mente e saber como funciona de fato o Poder Legislativo”, disse Pedro dos Santos. 

Quem participou da visita também foi a estudante Lorena Cristina da Silva, que faz o 3º semestre do curso de filosofia em licenciatura pela Universidade Federal de Mato Grosso. Ela disse que faz parte do Programa de Iniciação à Docência da UFMT e, por isso, faz estágio para professora no colégio Ulisses Cuiabano. 

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“Esse programa nos dá a oportunidade de saber como é o dia a dia em uma sala de aula. Mas é a primeira vez que faço uma visita à Assembleia Legislativa e as informações sobre a história política que estou recebendo são importantes à minha formação”, disse Lorena da Silva.  

As escolas que querem visitar a Assembleia Legislativa, por meio do programa Por Dentro do Parlamento, podem solicitar pelo e-mail institucional [email protected] e pelo telefone (65) 3313 – 6282.    

O Programa

Programa “Por Dentro do Parlamento” foi criado pela Resolução 4.867/2017.  O programa é uma iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso visando ampliar a participação social no processo legislativo, levar à sociedade a informação do seu papel e a função dos deputados estaduais, bem como aproximar cidadão e seus representantes por meio da interação. 

É com esta proposta que o programa vem assumindo um papel fundamental de levar à comunidade a oportunidade de conhecer de perto o cotidiano de seus representantes políticos, a Assembleia Legislativa e os trabalhos que ela desenvolve em prol da sociedade.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

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O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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