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Polícia Civil descarta quase 800 quilos de documentos que cumpriram a temporalidade

Quase 800 quilos de documentos da Polícia Civil de Mato Grosso que perderam a validade foram descartados nesta terça-feira (29.08). Realizado pela 2ª vez neste ano, o processo de descarte oficial ocorreu em uma empresa de reciclagem, em Várzea Grande.

Foram destruídos 211 caixas box, totalizando 29,54 metros lineares de papéis, que passaram do prazo de guarda e cumpriram a temporalidade de acordo com o Código de Classificação de Documentos.

Os documentos refere-se a procedimentos das unidades policiais entre os anos de 1984 à 2019, bem como estavam acondicionado no Arquivo Central, da Diretoria de Execução Estratégica (DEE).

Todo material foi transportado em um caminhão da empresa prestadora do serviço, sendo posteriormente fragmentado em uma máquina específica e transformado em material reciclado.

O Arquivo Central da Polícia Civil, localizado no bairro CPA III, em Cuiabá, concentra centenas de documentos, de todas épocas, remetidos pelas delegacias e setores administrativos da instituição, como boletins de ocorrências, processos, segundas vias de inquéritos policiais, entre outros documentos.

Em razão da grande quantidade de documentos guardados, o Arquivo Central iniciou o processo de catalogação dos papéis, sem valor e validade, visando a destruição.

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Com esse descarte são desocupados algumas prateleiras e assim passamos a receber novamente as demandas de delegacias do interior e da capital, que não possuem espaço físico para guardar esses documentos.

O processo de eliminação de documentos deve ser realizado de forma criteriosa, por ser crime o descarte de documentos de valor permanente. A proteção à documentação pública e a gestão estão previstos na Constituição da República, em seus artigos 23 e 216.

São selecionados documentos cuja destinação seria o descarte. Para isso, existe a Comissão Permanente de Avaliação de Documentos, composta por um grupo multidisciplinar, que exerce o papel fundamental na orientação e efetivação do processo de eliminação de documentos, responsável pela análise, avaliação e seleção dos documentos produzidos e acumulados no âmbito de atuação do órgão ou entidade, visando garantir o cumprimento da legislação e normas vigentes.

A destinação final é estabelecida em tabela de temporalidade, bem como cada documento tem um prazo de guarda específico, até mesmo o de guarda permanente.

A Lista de Eliminação passa pela aprovação da Comissão e, posteriormente, é encaminhada à Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso para autorização da eliminação.

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O edital de ciência de eliminação destes documentos (nº. 02/2023), foi publicado no Diário Oficial no mês de julho. Correram mais 30 dias de prazo de manifestações contrárias, até que a realização do descarte nesta terça-feira (29).

O trabalho desenvolvido pelo Arquivo Central da Polícia Civil, antecipa as determinações da Instrução Normativa da SEPLAG, a qual estabelece procedimentos aos Órgãos e Entidades do Poder Executivo do Estado, na execução das normas e procedimentos estabelecidos pela Política de Gestão Documental.

Classificação dos documentos

São considerados arquivos, o conjunto de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, entidades privadas, em decorrência de sua atividade, e ainda por pessoas físicas. Os documentos são classificados como correntes – aqueles que constituem objetos de consulta frequente; intermediários – aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, aguardam sua eliminação ou guarda permanente; e os documentos permanentes – aqueles de valor histórico, probatório e informativo, que devem ser preservados.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Polícia Civil obtém monitoração eletrônica de investigado por violência doméstica em Santa Cruz do Xingu

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Santa Cruz do Xingu, obteve decisão judicial favorável para a imposição de monitoração eletrônica a um investigado por violência doméstica e familiar contra a mulher.

A medida foi deferida após representação da autoridade policial responsável pela investigação, instaurada para apurar agressões praticadas contra uma mulher no município.

Conforme apurado, a vítima relatou ter sido agredida fisicamente pelo ex-companheiro, sofrendo lesões corporais constatadas por exame pericial. As investigações também apontaram que o suspeito tinha conhecimento da existência de medidas protetivas de urgência deferidas em favor da vítima.

Diante dos fatos apurados, a Polícia Civil representou pela imposição da monitoração eletrônica do investigado, medida que possibilita o acompanhamento de sua localização e a fiscalização do cumprimento das restrições impostas judicialmente, especialmente quanto ao distanciamento da vítima.

A decisão foi fundamentada nas alterações promovidas pela Lei nº 15.125/2025, que incluiu a possibilidade de monitoração eletrônica do agressor como medida de proteção à mulher em situação de violência doméstica e familiar.

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Com a medida, é possível reforçar o acompanhamento do cumprimento das determinações judiciais e ampliar a proteção da vítima em casos de descumprimento das restrições impostas ao investigado.

O delegado de polícia Onias Estevam destacou que a Polícia Civil continuará utilizando os instrumentos legais disponíveis para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência e a proteção das vítimas de violência doméstica e familiar.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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