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ALMT debate nova taxa para o setor de mineração

O secretário César Miranda falou que os apontamentos apresentados pelo setor serão analisados pela equipe técnica do governo

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou uma audiência pública na manhã desta terça-feira (13) para debater sobre a Mensagem 179/2022, referente ao Projeto de Lei 955/2022. O texto, de autoria do Poder Executivo, prevê a criação da Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM) e o Cadastro Estadual de Controle e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (CERM). O objetivo do governo é arrecadar R$ 200 milhões por ano com a nova taxa.

A audiência foi requerida pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) e contou com a participação do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, além de representantes do setor produtivo da mineração em Mato Grosso.

De acordo com o texto enviado na última segunda-feira (12) para a ALMT, o PL tem três finalidades quais sejam de viabilizar a execução e o controle de ações setoriais relativas à utilização de recursos minerais e à gestão e ao desenvolvimento de sistemas de produção, transformação, expansão, distribuição e comércio de bens minerais. Os demais destinos seriam para registro, controle e fiscalização das autorizações, licenciamentos, permissões, concessões e das atividades de pesquisa, lavra, exploração e aproveitamento dos recursos minerais.

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Para o deputado Carlos Avallone, a lei não pode inviabilizar a vinda de novos investimentos para o setor, que passa por um processo de verticalização da produção

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado Dilmar Dal Bosco defende que o Poder Executivo encaminhe uma proposta isentando os pequenos produtores, os chamados garimpeiros, da taxação, bem como especifique os minerais que não serão taxados. “Nossa preocupação é que esta lei não atinja o pequeno garimpeiro, que produz em pequenas escalas, mas sim as grandes mineradoras, não apenas de ouro. Outro questionamento é que todo material da indústria da construção, como areia, calcário, não sejam incluídos na lei”.

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira, destacou a importância de especificar o destino dos recursos e como será a gestão destes valores arrecadados. Além disso, Oliveira defendeu a inclusão do granito e do basalto na lista de minerais isentos de taxação. 

Para o diretor da Organização das Cooperativas do Brasil de Mato Grosso (OCB-MT), Frederico Azevedo, a lei precisa criar uma faixa de isenção para que os pequenos produtores não sejam taxados. “É preciso analisar a viabilidade de se criar uma faixa de isenção para que seja feita uma justiça fiscal. Sabemos que o poderio econômico neste setor é muito divergente e a contribuição deveria ser feita com base no faturamento anual”, defendeu Azevedo.

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O secretário César Miranda falou que os apontamentos apresentados pelo setor serão analisados pela equipe técnica do governo. “Vamos estudar as propostas colocadas nesta audiência e ver a possibilidade de enviar um substitutivo ainda nesta terça-feira para que o projeto seja aperfeiçoado. Mas é importante destacar a relevância deste projeto de lei para criação de um cadastro para que o Estado tenha todas as informações do setor mineral e é esta taxa que está sendo instituída que vai dar sustentabilidade a este trabalho de cadastramento, monitoramento e fiscalização para ter conhecimento sobre o que Mato Grosso produz e de que forma”.

Para o deputado Carlos Avallone, a lei não pode inviabilizar a vinda de novos investimentos para o setor, que passa por um processo de verticalização da produção. “Os deputados buscam alguns esclarecimentos para que possam analisar e votar com segurança. Não podemos, a partir da criação da taxa, inviabilizar a vinda de novas empresas e o desenvolvimento desta atividade econômica”. 

De acordo com o texto inicial enviado pelo Poder Executivo, serão contribuintes da TFRM a pessoa, física ou jurídica, autorizada a qualquer título, a realizar pesquisa, a lavra, a exploração ou o aproveitamento de recursos minerais em território mato-grossense. 

Com relação aos valores, a proposta é que a TFRM corresponda ao resultado da multiplicação do coeficiente indicado sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado de Mato Grosso (UPFMT), sendo que este coeficiente varia de acordo com o minério. Por exemplo, a TFRM do ouro corresponderá a 0,035% da UPFMT por grama. Já para o arenito, o coeficiente é de 0,003% da UPFMT por tonelada explorada.

Ao todo, 20 minérios estão especificados no PL 955/2022.

Fonte: ALMT

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Governo incorpora Santa Casa à rede estadual e reforça expansão hospitalar em Mato Grosso ” mais um hospital na rede estadual destaca Mauro “

Mauro Mendes destaca que aquisição garante continuidade dos serviços e amplia estrutura pública de atendimento; Pivetta afirma que unidade passa a integrar patrimônio do povo mato-grossense

A compra da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá pelo Governo de Mato Grosso representa um dos principais movimentos de fortalecimento da rede pública estadual de saúde nos últimos anos. A avaliação foi feita pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, durante visita à unidade ao lado do governador Otaviano Pivetta.

Segundo Mauro, a aquisição do prédio garante que a população mato-grossense passe a contar oficialmente com mais um hospital estadual, ampliando a capacidade de atendimento e assegurando a continuidade dos serviços prestados pela tradicional instituição.

“Tomamos juntos essa decisão. Agora o Estado fez o cheque, pagou e comprou a Santa Casa para Mato Grosso. A população passa a ter mais um hospital estadual na rede”, afirmou.

Otaviano Pivetta ressaltou que a incorporação da unidade representa a preservação de um patrimônio histórico da saúde mato-grossense. Para o governador, a Santa Casa passa a integrar definitivamente a estrutura pública estadual, fortalecendo o atendimento de alta complexidade.

“Definitivamente a Santa Casa é patrimônio do povo de Mato Grosso. Ela passa a fazer parte da rede estadual de hospitais e continuará prestando serviços essenciais à população”, declarou.

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Durante a visita, Mauro Mendes relembrou o cenário encontrado em 2019, quando a Santa Casa enfrentava grave crise financeira e chegou a interromper suas atividades por cerca de 60 dias. Na ocasião, o Governo do Estado assumiu a gestão da unidade, promoveu reformas e garantiu a retomada dos atendimentos.

O ex-governador destacou ainda que o prédio estava prestes a ser leiloado para pagamento de dívidas trabalhistas, o que levou o Estado a participar do processo de aquisição para assegurar a continuidade dos serviços hospitalares.

Referência em áreas como cardiologia, oncologia e pediatria, a Santa Casa é uma das instituições mais tradicionais do Estado, acumulando mais de dois séculos de serviços prestados à população.

A compra da unidade se soma a uma série de investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso na área da saúde, incluindo a entrega do Hospital Central, em Cuiabá, e a implantação de novas unidades hospitalares regionais.

Segundo Mauro Mendes, a expectativa é ampliar ainda mais a rede nos próximos meses com a inauguração de novos hospitais, entre eles as unidades de Tangará da Serra, Confresa, Juína e a conclusão do Hospital Universitário Júlio Müller.

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Para o governo estadual, a aquisição da Santa Casa simboliza não apenas a preservação de um patrimônio histórico, mas também o fortalecimento da capacidade de atendimento da saúde pública mato-grossense, consolidando uma nova etapa de expansão da rede hospitalar estadual.

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