POLÍTICA MT

Elizeu defende melhoria salarial para toda a classe da segurança pública


O deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) apresentou na sessão ordinária desta quarta-feira (30), um substitutivo integral ao projeto de lei nº 336/2022 que fixa subsídio dos cargos da carreira dos profissionais do Sistema Penitenciário, da carreira dos profissionais do Sistema Socioeducativo, e da Carreira dos Profissionais do Sistema Nacional de Trânsito, e dá outras providências.

Elizeu defende que todas as classes que integram a segurança pública tenham um ganho salarial. O substitutivo apresentado pelo deputado Elizeu, estabelece que o novo subsídio dos servidores passa a ter validade no dia 1º de abril deste ano.

“Esperamos que a valorização venha acontecer de forma isonômica, para a Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e agentes do socioeducativo. Discordo da tabela da Polícia Penal como ela está, e acho que deveria avançar um pouco mais e acho que a PM e bombeiros também merecem um salário melhor. Defendo a isonomia salarial que os servidores da segurança recebam de forma igualitária, que tenham uma tabela igualitária dentro de suas classes hierárquicas com o tempo de contribuição e trabalho”, declarou o deputado.

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O parlamentar lembrou que todas essas categorias hoje exigem o nível superior de ensino para a inclusão, e que não se pode ter esse diferencial e divisão das categorias em questão de aumento salarial, pois, isso segundo Elizeu, desagrada as demais classes que também estão sem a recomposição salarial.

“Esperamos que os deputados realmente defendam uma valorização e não aí como está, pois, do jeito que chegou a mensagem do governo, as categorias não estão avançando da forma que merecem. Cada categoria executa o seu trabalho na sua especificidade. Vamos fazer o substitutivo integral ao projeto original do governo”, explicou.

No documento, fica claro que um soldado nível 3, vai receber um salário de 50% do valor do subtenente, o que representa o valor de R$ 9.348,50. Atualmente este mesmo militar recebe R$ 7.090,59.

Os agentes do sistema penitenciário nível 1 categoria D que recebem R$ 8.145,63 com a aprovação de substitutivo de Elizeu, o servidor passará a ter rendimento de R$ 8.565,97. O substitutivo agora passará por uma apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e deve ser votado no plenário na sessão que acontece nesta quinta-feira (31), às 10h.

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POLÍTICA MT

Articulação de bastidores pode unir Max Russi, Janaína Riva e Jayme Campos em recuo estratégico de Wellington Fagundes em chapa ao Governo de Mato Grosso

Mesmo integrando o União Brasil de Mauro Mendes, Jayme Campos pode construir projeto paralelo dentro da própria base governista e disputar o Senado em composição articulada nos bastidores junto ao grupo político da Assembleia Legislativa

Por Palmiro Pimenta

Os bastidores da política mato-grossense começam a ganhar novos contornos para a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026. Uma articulação construída longe dos holofotes pode resultar em uma composição envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, a deputada estadual Janaína Riva e até mesmo o senador Jayme Campos.

Segundo leituras políticas que circulam entre parlamentares e lideranças partidárias, o grupo ligado ao senador Wellington Fagundes avalia um possível reposicionamento estratégico dentro da sucessão estadual. Nesse cenário, Wellington poderia recuar de uma eventual candidatura ao Palácio Paiaguás para abrir espaço a uma composição familiar e política: Janaína Riva, que é sua nora, disputaria como candidata a vice-governadora em uma chapa encabeçada por Max Russi.

A movimentação colocaria a Assembleia Legislativa como protagonista no processo eleitoral de 2026, consolidando uma aliança entre grupos políticos com forte influência no interior do Estado e trânsito consolidado junto à classe política.

Nos corredores da política, interlocutores avaliam que Max Russi tem ampliado seu capital político ao comandar a Assembleia com perfil conciliador, mantendo diálogo aberto com diferentes correntes partidárias e setores do governo estadual. Já Janaína Riva segue sendo considerada uma das parlamentares mais influentes da atual legislatura, com forte densidade eleitoral e protagonismo em pautas estratégicas dentro do Parlamento.

A eventual composição também seria interpretada como uma tentativa de construção de uma segunda ou terceira via competitiva dentro do cenário estadual, mirando diretamente o vice-governador Otaviano Pivetta, que aparece como nome natural do grupo governista para a sucessão do governador Mauro Mendes.

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Nesse contexto, o nome de Jayme Campos passou a ganhar força nas articulações de bastidores. Apesar de integrar o mesmo União Brasil comandado politicamente por Mauro Mendes em Mato Grosso, interlocutores avaliam que ambos podem acabar disputando vagas ao Senado Federal dentro da mesma aliança partidária, porém integrando composições políticas diferentes no processo sucessório estadual.

Nos bastidores, lideranças políticas já enxergam um distanciamento entre os grupos de Jaime Campos e Mauro Mendes, especialmente diante das discussões sobre a formação da chapa majoritária de 2026. A leitura é de que Jaime busca preservar espaço político próprio dentro da direita mato-grossense, sem necessariamente acompanhar integralmente o projeto sucessório liderado pelo Palácio Paiaguás.

Interlocutores avaliam ainda que Jayme Campos poderia integrar uma composição alternativa ao grupo governista, seja disputando uma vaga ao Senado Federal dentro dessa articulação construída pela Assembleia Legislativa, seja até mesmo participando diretamente de um projeto majoritário ao Governo do Estado. Em algumas leituras políticas, não está descartada sequer a possibilidade de uma chapa encabeçada por Jaime, tendo a esposa de Max Russi como candidata a vice-governadora.

A eventual entrada de Jayme Campos ampliaria o peso político da articulação, principalmente pela influência histórica da família Campos na política mato-grossense e pelo capital eleitoral consolidado do senador em diversas regiões do Estado.

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Apesar das movimentações ganharem força nos bastidores, lideranças políticas ouvidas por interlocutores próximos às articulações ressaltam que a construção ainda está longe de qualquer definição oficial. O cenário segue em fase de conversas, reuniões reservadas e intensos encontros políticos realizados longe dos holofotes.

Nos bastidores, a avaliação é de que os próximos meses serão marcados por uma série de jantares, reuniões estratégicas e alinhamentos políticos entre lideranças da Assembleia Legislativa, representantes partidários e figuras influentes da direita mato-grossense na tentativa de consolidar uma composição competitiva para 2026.

A eventual formação de um bloco envolvendo Max Russi, Janaína Riva, Jayme Campos e setores ligados ao senador Wellington Fagundes poderia provocar forte impacto no atual tabuleiro político estadual, abrindo uma frente considerada capaz de causar dor de cabeça ao grupo governista liderado pelo Palácio Paiaguás na sucessão estadual.

Apesar das conversas ainda ocorrerem de forma reservada, líderes políticos já enxergam a movimentação como uma das articulações mais relevantes do atual tabuleiro sucessório. A construção, no entanto, dependerá da consolidação de alianças partidárias, da definição do posicionamento de Wellington Fagundes e da reação do grupo governista diante do avanço das tratativas.

Enquanto o cenário permanece indefinido, a disputa pelo Palácio Paiaguás começa a revelar que a sucessão estadual deverá ser marcada por intensas negociações de bastidores, alianças estratégicas e rearranjos políticos dentro da própria base conservadora de Mato Grosso.

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